Vitrine Filmes

27.1.22

Fortaleza Hotel

Fortaleza Hotel || Estreia dia 27 de janeiro de 2022 
Crítica por Helen Nice 

Imagem cedida pela Sinny Assessoria

Chega aos cinemas nesta quinta (27) o filme aclamado no 31º Cine Ceará - "Fortaleza Hotel", distribuído por Vitrine Filmes. Dirigido por Armando Praça com roteiro de Pedro Cândido e Isadora Rodrigues, traz no elenco a atriz pernambucana Clébia Souza (Pilar), a consagrada atriz sul-coreana Lee Young- LAn (Shin), Larissa Góes (Jamile), Demick Lopes, Ana Marlene, Andrea Piol, João Fontenelle, Raphael Souma, Jane Azevedo, Katiana Monteiro, Natasha Faria, Layla Sáh, Fabíola Líper, Tayana Tavares, Icaro Eloi, Jéssica Teixeira, Yuri Yamamoto

Vamos conhecer duas mulheres diferentes e ao mesmo tempo extremamente semelhantes em suas lutas, frustrações e desafios perante a vida. De um lado temos Pilar. Foi mãe aos 13 anos e enfrenta o desafio de ser mãe de Jamile, uma jovem rebelde, envolvida em más companhias. Pilar trabalha como camareira no Fortaleza Hotel e sonha em deixar o Brasil. Estuda inglês e está pagando uma agencia para tirar os documentos necessários para entrar como turista em Dublin. O ano novo será o começo de uma nova vida, deixando a filha por conta própria. 

Imagem cedida pela Sinny Assessoria

Do lado oposto temos Shin. A sul coreana de meia idade estava se preparando para vir morar no Brasil com o marido. Investigado por fraude na empresa, o marido comete suicídio, frustrando os planos futuros. Agora ela precisa reconhecer o corpo e tomar as providências necessárias para a cremação e translado das cinzas de volta à Coréia. Como o marido estava hospedado no Fortaleza Hotel, Shin se instala no mesmo quarto. 

O destino uni Pilar e Shin, criando uma inusitada conexão. Ambas querem fugir de suas realidades. Shin tem dificuldade com o português, Pilar fala inglês. Os trâmites funerários são complexos e Shin pede ajuda a Pilar. Os valores estão acima das posses da coreana, que não pode contar com a ajuda do cunhado, seu único parente no país distante. Ela terá que vender algum bem de valor. Pilar também se vê em uma inesperada dificuldade financeira ao precisar de uma grande quantia para resgatar sua filha do poder de bandidos. 

As dificuldades acabam unindo de maneira trágica essas duas mulheres. Uma amizade improvável irá transformar suas vidas. A solidariedade surge em meio ao caos e apesar da traição. Teremos um drama denso que aborda as diferenças sociais, raciais e culturais e a capacidade de enfrentamento destas mulheres sozinhas em suas dores. Destaque para a trilha sonora, principalmente na cena em que ambas dançam e cantam com músicas de seus países de origem. O final do ano chega e a companhia uma da outra talvez não seja suficiente para abrandar tanta incerteza, solidão e frustração.

Fortaleza Hotel

27.1.22

11.11.21

Bob Cuspe - Nós não gostamos de gente

Bob Cuspe - Nós não gostamos de gente || Estreia dia 11 de novembro de 2021 
Crítica por Helen Nice 

Imagem cedida pela Sinny Assessoria

Arnaldo Angeli Filho, conhecido como Angeli, ficou famoso nos anos 1970 ao lançar charges políticas em plena ditadura militar. Nos anos 1980 seu estilo migrou para a sátira ao dia a dia da sociedade, com seu toque de humor ácido e peculiar. Sua revista "Chiclete com Banana" lançada em 1983 foi um sucesso editorial com tiragem inicial de 20. 000 exemplares. É considerada até hoje uma das mais importantes publicações para o público adulto já editadas no Brasil. 

Angeli desenvolveu uma galeria de personagens que sobreviveram ao passar do tempo e ainda se mostram atuais. Entre eles estão o anárquico punk Bob Cuspe, a "porralouca" dos anos 1980 Rê Bordosa, o guru espiritual que traçava as discípulas Rhalah Rikota e a versão underground dos Sobrinhos do Capitão, os Skrotinhos. Os mais saudosistas irão curtir rever esses personagens, os mais novos terão a oportunidade de conhecer a genialidade do cartunista. 

Imagem cedida pela Sinny Assessoria

Chega nesta quinta (11) às salas de cinema mais uma produção livremente inspirada nos textos de Angeli - "Bob Cuspe - Nós não gostamos de gente", distribuído pela Vitrine Filmes. Dirigido por Cesar Cabral, que divide o roteiro com Leandro Maciel, a produção tem um elenco de peso: Milhen Cortaz (Bob Cuspe), Angeli (Angeli), Paulo Miklos (Irmãos Kowalski), Carol Guaycuru (Carol), Laerte (Laerte e Madame L), André Abujamra (Rhalah Rikota), Beto Hora (Toninho Mendes), Hugo Passolo (Skrotinhos), Grace Gianoukas (Rê Bordosa), André Abujamra e Mário Nigro (Pop Stars). 

Nesta trama, Bob Cuspe já um tanto quanto envelhecido, mas ainda mantendo seu estilo característico, está preso em um deserto pós apocalíptico estilo Mad Max. Ele é perseguido por seres pop mutantes "à la anos 1980", réplicas bizarras de "Elton John", que querem seu sangue. Na real, a criatura Bob Cuspe, está aprisionado na mente de seu criador supremo Angeli, que enfrenta uma crise existencial. Angeli se questiona se não está vagando no Vale do Ego, onde é muito fácil ficar um "idiota" e se achar o rei da cocada preta. 

Bob Cuspe - Nós não gostamos de gente

11.11.21

28.7.21

Slalom - Até o Limite

Slalom - Até o Limite || Disponível nos cinemas 
Crítica por Helen Nice

Imagem cedida pela BranComunica

Slalom está em cartaz nos cinemas, que seguem à risca os cuidados de higiene e distanciamento durante a Pandemia. É um filme forte e chega em um momento bem significativo, quando o mundo todo volta seus olhos para os Jogos Olímpicos e seus atletas de alto rendimento. Entretanto, Slalom mostra um outro lado do esporte, muito mais perigoso e obscuro. Nos faz refletir até que ponto vai o comprometimento dos atletas para suportar as pressões dos treinos, as cobranças psicológicas e o limite entre o aceitável e o excesso, no que se refere à integridade física, em nome de marcas de aproveitamento que seriam compensadas por uma medalha. A saúde física e mental vale tal esforço? 

a trama, Fred (Jeremy Renier) é um ex-atleta que foi afastado do esporte devido a uma lesão e traz marcas profundas por não ter atingido seus objetivos. Um fato que o faz perpetuar erros do passado. Ele treina futuras promessas e tem como objetivo agenciar uma atleta de elite que chegará às finais da Taça da Europa no esqui competitivo nos Alpes franceses. Ele é bem apessoado, carismático e tem a fama de "pegar pesado" nos treinos. Chega à sua equipe a novata Lyz Lopes (Noee Abita). Menor de idade, com apenas 15 anos, Lyz vê no esqui seu único objetivo de vida. Com grande potencial, lhe falta treino e experiência. Sua mãe, Lilou (Marie Denarnaud) se esforça para arcar com um esporte tão caro e para isso assume um novo emprego em Marselha. 

Imagem cedida pela BranComunica

Lyz fica por conta própria em uma espécie de internato que une ensino médio e treinamento. Sem supervisão familiar e em um ambiente extremamente competitivo, a jovem enfrenta seus primeiros desafios. Lyz é obrigada a encarar uma rotina exaustiva de treinamento para se preparar para as competições, enquanto luta para manter boas notas no ensino regular. A pressão é cruel, mas rende frutos e a jovem começa a se destacar. Porém o desamparo familiar, as cobranças por performance, o peso emocional por saber que sua vida depende do esporte e dos estudos e o isolamento em um ambiente frio e impessoal são demais para suportar. Como ficaria a cabeça de uma adolescente?

Frágil e carente, Lyz se torna alvo fácil de um treinador sem escrúpulos. Ele tem controle sobre sua vida, seus treinos, horários, peso e até seu ciclo menstrual. A jovem bonita o atrai e ele nem respeita a mulher que vive e trabalha com ele, e que aparentemente tem conhecimento de casos anteriores. O abuso sexual rende cenas tórridas e de um sofrimento indescritível. Os protagonistas nos passam toda tensão e emoção da situação. O roteiro potente da estreante e co-roteirista Charlène Favier traz a visão dolorosa e muito íntima de alguém que esquiava competitivamente e teve más experiências reais. As cenas de esqui são incríveis e o visual impressionante. Fotografia belíssima, em um jogo de luz e cor deslumbrante. Os Alpes em toda sua beleza ímpar. 

O filme traz à luz um assunto desconfortável, porém necessário no que diz respeito ao consentimento, aprender a "dizer não", identificar relações tóxicas, assédio, manipulação e abuso, seja nos esportes ou em qualquer outro aspecto da vida. É preciso falar a respeito, denunciar e principalmente, saber identificar que o abuso pode ocorrer em qualquer lugar ou situação, mesmo entre aqueles que deveriam zelar e proteger. Um drama notável que merece ser visto.

Slalom - Até o Limite

28.7.21

24.3.21

Drunk - Mais uma Rodada

Drunk - Mais uma Rodada || Estreias dia 25 de março de 2021
Crítica por Helen Nice

O que é a juventude? Um sonho. 
O que é o amor? O conteúdo do sonho.
Soren Kierkegaard 

Imagem cedida pela Sinny Assessoria

Drunk - Mais uma Rodada, a co-produção Dinamarca, Suíça, Holanda, do diretor Thomas Vinterberg, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Direção, surpreende por sua profundidade. Em uma mistura bem dosada de drama, comédia e tragédia, não só retrata a cultura do álcool nos países nórdicos (ou em qualquer parte do mundo) como também faz uma análise do comportamento humano. Beber, nestes países, é parte da rotina, até porque o clima frio, os longos meses de inverno rígido, o isolamento são agravantes da depressão e, consequentemente um incentivo ao maior consumo. 

A Dinamarca tem uma posição bem flexível em relação ao álcool. A idade legal para comprar é 16 anos e o consumo entre os jovens é bastante alto. Porém o roteiro de Tomas Lindholm e do próprio Vinterberg não tem uma visão moralista, e sim, faz uma análise sobre moderação e auto controle e descreve com primazia a tênue linha que separa o consumo dito "social" da dependência química grave. As primeiras cenas mostram jovens bebendo de forma inconsequente em uma gincana em uma parque. Algo que, a princípio pode parecer inofensivo, denota um perigo eminente. Pode ser a ignição para a dependência futura. Veremos isso mais tarde quando o professor questiona o quanto esses mesmos jovens consomem de álcool em uma semana. As respostas são alarmantes. 

Imagem cedida pela Sinny Assessoria

Mas o ponto central do filme fica a cargo dos quatro amigos. Todos professores na mesma instituição, demonstram nítidos problemas psicológicos, crise pessoal, desmotivação profissional, tédio. A famosa crise da meia idade. Pensar que a juventude ficou no passado com todas as oportunidades e agora só resta uma vidinha monótona e sem esperança pode ser assustador. Na ânsia por ter de volta o vigor e a plenitude da juventude, os quatro embarcam em uma jornada repleta de riscos. 

O excelente Mads Mikkelsen dá vida a Martin, que a princípio nem bebe. Uma noite os quatro se unem para comemorar os 40 anos de Nikolj (Magnus Millang) que reclama da rotina com 3 filhos pequenos. Peter (Lars Ranthe), professor de música com sua vida sem graça e os ensaios do coral e Tommy (Thomas Bo Larsen), o solitário professor de Educação Física, que nem sabe nadar, também percebem o quanto Martin está angustiado. A fotografia é excelente e os detalhes de cenário merecem destaque. Com o pretexto de escrever um artigo de psicologia, os amigos decidem testar as teorias do filósofo e psiquiatra Finn Skarderug que diz que nascemos com um déficit de 0,05% de álcool no sangue. 

Drunk - Mais uma Rodada

24.3.21

17.2.21

Nona: Se me molham, eu os queimo

Nona: Se me molham, eu os queimo || Estreia dia 18 de fevereiro de 2021 
Crítica por Helen Nice

Imagem cedida pela Sinny Assessoria

Este drama experimental híbrido da cineasta chilena Camila José Donoso mistura realidade e ficção, de tal forma que não fica bem definida a tênue linha que divide as duas formas. O filme se baseia na vida de uma senhora real, Josefina Ramiréz, avó da cineasta que viveu no período da ditadura de Pinochet. A excêntrica Josefina além de ser a inspiração da cineasta, também atua como Nona. A inspiração da vida real e o panorama político da época se funde com a ficção de uma trama curiosamente inventada de estranhos atentados incendiários. Um relato ficcional das tendências políticas, desnudando um regime e as vidas dos sobreviventes deste período. 

O filme é bem construído, mas poderia ter sido um curta metragem. A narrativa é demasiado longa e lenta. Da cena inicial, onde a Nona faz uma espécie de tutorial de confecção de um coquetel molotov, o crime passional contra seu ex-amante e a fuga para a pequena cidade costeira, misturam-se takes em primeiro plano da Nona dando depoimentos de sua vida e imagens de vídeos caseiros de baixa resolução. De acordo com a própria cineasta, o projeto que inicialmente não tinha roteiro ou orçamento foi se construindo em filmagens na própria residência da Nona. Ainda assim, o longa não é um documentário. Temos ficção com alguns pontos de vida real. 

Imagem cedida pela Sinny Assessoria

Nona nasceu do desejo da diretora de falar sobre sua avó e também sobre toda uma geração marcada pelas lutas ocorridas no País. Na trama, incêndios suspeitos ocorrem e as investigações policiais não chegam a um consenso, fazendo com que a população local crie várias especulações sobre os fatos. O curioso é que apenas a casa da Nona permanece intacta. Com uma proposta estética diferenciada, o roteiro mostra a ambivalência de caráter da senhora. De personalidade forte e rebelde, as cenas com a Nona se destacam muito mais que a trama da história. O olhar de Nona se destaca em cenas de close dos olhos e o fato de ter feito uma cirurgia de catarata simboliza sua fragilidade também. 

Este é um daqueles filmes que eu me questiono: é muito profundo e eu não consegui atingir o cerne da história e por isso não fui conquistada? Me envolvi muito mais nas cenas de vida da Nona que nos fatos incendiários. Interessante a cena que ela tranca a casa e como segurança coloca o fogão na porta. Como se aquilo pudesse impedir o fogo de atingir sua casa também. O filme foi selecionado para o Festival Internacional de Cinema de Rotterdam. No elenco temos ainda: Paula Yermén Dinamarca, Eduardo Moscovis, Gigi Reyes entre outros. A coprodução Brasil-Chile chega aos cinemas em 18 de fevereiro.
 

Nona: Se me molham, eu os queimo

17.2.21

1.11.20

O Livro dos Prazeres

 O Livro dos Prazeres || Estreia no Belas Artes Drive In dia 4 de novembro

Crítica por Bárbara Kruczynski


Imagem cedida pela Sinny Assessoria

Lori é uma jovem mulher que leciona para o ensino infantil em uma escola do Rio de janeiro. Como educadora, não subestima a inteligência de seus pequenos alunos e os apresenta temáticas que vão além do aprendizado teórico e apropriado a idade deles, os instigando a refletir e crescer. Em seu tempo livre, vive sua sexualidade a flor da pele e não tem vergonha disso. A personagem é vivida pela esplêndida Simone Spoladore que contracena ainda com o ator Javier Drolas (The Good Intentions e Severina), intérprete de Ulisses, um professor de filosofia argentino com quem tem muitas conversas paradoxais e intrigantes. O Livro dos Prazeres também conta com participação do sempre excelente Felipe Rocha, na pele de Davi,o irmão de Lori. E fecham o elenco: Gabriel Stauffer, Martha Nowill, Leandra Leal, Julia leal Youssef, Ana Carbatti e Teo Almeida

O filme, dirigido por Marcela Lordy, adapta livremente a obra de Clarice Lispector ‘’Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres‘’, lançada ao fim dos anos 60, para os dias atuais e é um dos longas selecionados para a 44ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A co-produção entre Brasil e Argentina pode tanto ser assistida na plataforma da mostra como na exibição que ocorrerá no Belas Artes Drive In na próxima quarta-feira (04).


Vemos na tela uma mulher sem pudor e buscando respostas. Seja para ajudá-la a superar suas limitações ou para ter conexões diferentes das que costuma ter. Longe da família, o pai e o irmão moram no interior, Lori entende que seu pensamento progressista tem mais valor onde está. Que ali, mesmo que sozinha, pode levar a vida de uma forma menos conservadora. Afinal, sua família aparentemente até vota em candidatos deste estilo. 

Claramente ela não quer ser cobrada pela sociedade por não ser casada ou mãe, mas quer sim conseguir fechar os olhos a noite e saber que venceu seus medos e soube seguir caminhando sem dores e tristezas. Ela, obviamente, tem uma jornada até chegar este ponto e quando ele chega revela que o início de tudo está ali no ultrapassar das fases. 

Lori é a todo momento instigada por um professor (Drolas) maluco por ela, mas que entende que ela não está pronta, afinal, ele sabe que ela pode mais, mas talvez Lori ainda não acredite nisso. A mulher chega a se irritar com diversas conversas entre eles, todavia, a atração entre eles é impulsiva e tem seu ápice ao fim do longa. 

Imagem cedida pela Sinny Assessoria

Simone Spoladore nos entrega uma uma mulher contemporânea e estimulante. Tem beleza real e não nos engana, pois não se mostra superficial. É opiniosa e quer que àqueles que com ela aprendem tenham ferramentas e conteúdo. Talvez exagere por uma pequena porcentagem, mas caminhar pela vida sem falhar não é algo que necessariamente ela procura. Seus diálogos com o maravilhoso Javier Drolas nos deixam atentos e a química entre os dois reconhecemos só no olhar. Drolas, inclusive, sempre que entra em cena, mesmo que ainda não tenha um português inteligível, nos tira do lugar e chama muito a atenção. Seu personagem é libertinoso, bissexual, um cadinho arrogante, mas ultra interessante e necessário para as motivações de Lori. A mulher também tem a aclamação do filho da amiga, para quem dá aula, e seu irmão vive a pedindo para não perderem o contato, mas esta sente que sua vida em um apartamento herdado no Rio é mais frutífera que na antiga casa da família. 

A direção da estreante Lordy faz com que entendamos esta mulher e sua vontade de prazer, de cura, de estar na sua. Temos uma câmera amiga e não julgadora. O texto, que também é assinado por Lordy em parceria com a argentina Josefina Trotta, lembra bem os livros de Clarice e seu jeito auto questionador. Um roteiro que narra a vida de uma mulher depois dos 30 e que não fere sua imagem, pelo contrário. Nos ensina a vê-la.

O Livro dos Prazeres

1.11.20

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