Sony Pictures Home Entertainment

20.6.21

Rogai por Nós

Crítica por Marcelino Nobrega

Imagem cedida pela Sony Home

Rogai Por Nós é um filme de terror. Como filme de terror, para quem é racional, toda lógica tem que ser deixada de lado. Mas essa película abusa da sua ilogicidade, é até risível em algumas cenas. Os furos no roteiro são enormes, os personagens têm mudanças de postura abruptas e sem sentido, a estória em si não bate. Isso importa? Na verdade, não, a proposta do longa-metragem é ser um terror simples, com passagens que te fazem pular da cadeira, com um final redentor, mas que deixa ganchos para uma sequência. Simples assim! 

É muito bom que existam filmes como esse! Diversão descompromissada, cheia de sustos legais e que te façam esquecer do mundo real por algum tempo, nesse caso 99 minutos. O astro da televisão Jeffrey Dean Morgan, o Negan de The Walking Dead, interpreta o jornalista Gerry Fenn. Profissional que perdeu a credibilidade no meio por inventar reportagens, Gerry vai a uma pequena cidade investigar estranhos sinais em vacas, brincadeiras de adolescentes. Mas lá acaba se deparando com uma notícia de verdade, milagres aparentemente de Nossa Senhora, um caso de uma jovem surdo-muda que começa a falar, ouvindo mensagens de Maria, a mãe de Jesus.

Imagem cedida pela Sony Home

O espectador porém, devido um prólogo, já sabe que a Maria milagreira é uma bruxa adepta do satanismo que foi enforcada no terreno da igreja dessa pequena comunidade no século XIX e que teve sua alma aprisionada em um boneco. Prisão da qual o jornalista a libertou quando quebrou a boneca para forjar a reportagem das vacas. Então o Gerry, mesmo sendo cético, é o libertador deste Mal e o responsável pelas tragédias que sucederão, principalmente para Alice (Cricket Brown), a linda jovem surda-muda que corre o risco de perder sua alma. 

A partir daí, é uma sucessão de sustos de fazer pular da cadeira, com pitadas de crítica à Igreja Católica que se aproveita das aparições da suposta Virgem Maria para transformar a cidadezinha em um santuário e assim atrair milhões de fiéis. Mas aí é ligar o off, esquecer os furos no roteiro, e ver como o incrédulo Gerry vai salvar Alice e derrotar a bruxa Maria, uma assustadora entidade que planeja, através da fé dos incautos, levar suas almas ao inferno. 

Terror esquecível e que diverte enquanto está passando, não espere mais que isso. Com efeitos especiais medianos e já clichês, é aquele filme que já se assistiu parecidos dezenas de vezes, mas que o fã de terror volta a ver porque se diverte horrores! Assistam e levem alguns sustos! Nota: 5/10.

Rogai por Nós

20.6.21

9.6.21

Um Fascinante Novo Mundo

Um Fascinante Novo Mundo || Disponível nas plataformas digitais 
Crítica por Helen Nice 

"Com pouco orgulho e menos esperança, começamos um novo ano.

Imagem cedida pela Sony Home

Baseado no original de Jim Shepard, que também divide o roteiro com Ron Hensen, com direção de Mona Fastvold, o drama de época "Um Fascinante Novo Mundo" já se encontra disponível nas plataformas digitais, distribuído pela Sony Pictures Entertainment. Nos papéis principais estão Vanessa Kirby (Tallie), Katherine Wasterston (Abigail), Christopher Abbott (Finney) e Casey Affleck (Dyer). O filme ganhou o prêmio Queer Lion no Festival Internacional de Cinema de Veneza como melhor filme de temática LGBTQ.

Meados do séc. XIX, interior do estado de Nova York. Mais um ano se inicia para o jovem casal Abigail e Dyer. Abigail narra o passar dos dias, meses, anos, estações, fazendo anotações em seu diário. A vida é dura e as condições de trabalho são brutais. A rotina se resume em cozinhar, limpar, criar filhos e simplesmente cumprir tarefas e sobreviver. A fazenda rudimentar na encosta de uma colina no meio do nada não permite a interação com outras pessoas. A vida social é praticamente impossível. Seu marido é um homem fechado, de pouco diálogo, cuja única preocupação é o sustento da família. Mas uma tragédia se abate sobre eles, deixando marcas profundas de solidão e sentimentos contidos. Cada um sofre à sua maneira. Abigail carrega um vazio imenso difícil de ser preenchido. Até que um outro casal, Tallie e Finney, alugam uma propriedade nas imediações. 

Imagem cedida pela Sony Home

Tallie é linda, naturalmente sensual. Impossível não se apaixonar! Arrasta um casamento com um homem rude violento. Desde os primeiro olhar entre as duas mulheres já era possível antever que um novo e fascinante mundo estava por vir. Algumas visitas de boas vindas, encontros para o chá no domingo e pouco a pouco elas começam a passar cada vez mais tempo juntas. Assuntos intermináveis, poemas, confissões, segredos. Uma atração natural se transforma em um relacionamento mais íntimo. Outros tempos, onde um contato mais próxima entre duas mulheres era mal visto, inaceitável e fortemente combatido. Tallie não esconde que Abigail faz seus dias melhores e que espera ansiosamente pelos encontros. Tallie traz surpresa e alegria à vida de Abigail. Dyer finge não perceber o interesse da esposa pela nova amiga. Já Finney reage de maneira agressiva. 

A narrativa é lenta como o próprio passar do tempo, sem perspectivas de algum futuro para o amor proibido. A vida é enfadonha e apenas a paixão entre as duas traz algum alento. A natureza e as intempéries tornam tudo mais arriscado e desafiador. Não há esperança para elas. O fim é trágico. As atuações são ótimas e transmitem toda carga emocional das personagens. O figurino ricamente detalhado situa bem a época. A fotografia deslumbrante abusa das tonalidades suaves que definem bem o tempo e lugar. Destaque para a trilha sonora de Daniel Blumberg que transmite toda melancolia e angústia das personagens e eventos, com acordes potentes e marcantes. Um belo filme sobre o amor proibido e suas trágicas consequências. Apesar do tema não ser original e o final previsível, ainda assim é um bom filme e vale conferir.
 

Um Fascinante Novo Mundo

9.6.21

8.6.21

Amonite

Crítica por Helen Nice

Imagem cedida pela Sony Home

Amonite, o drama romântico escrito e dirigido por Francis Lee, já está disponível nas plataformas digitais. Traz nos papéis principais a consagrada Kate Winslet e a não menos famosa Saoirse Ronan. Temos também Gemma Jones, James McArdle, Alec Secareanu e Fiona Shaw. Vagamente inspirado na vida da Paleontóloga britânica Mary Anning (1799-1847) e numa fictícia relação romântica com Charlotte Murchison (1788-1869). Não há relatos sobre a sexualidade de Mary ou de sua vida amorosa. Uma breve pesquisa revela que a forma como Charlotte é retratada também está bem distante da realidade. 

Assim como seu marido, Charlotte Murchison também foi geóloga e é descrita nos livros como inteligente, talentosa e excelente desenhista. Ela foi companheira de pesquisa e teve significativa influência na carreira do marido, ajudando-o a desenvolver suas publicações científicas. Charlotte estudou ciências, um fato raro para a época, e contribuiu para a abertura de palestras para mulheres no King's College, tendo ela própria participado de reuniões da Associação Britânica para o Avanço da Ciência. Ela realmente conheceu Mary Anning, mas nada indica um romance entre as duas pesquisadoras. 

Imagem cedida pela Sony Home

A história de Francis Lee se passa em 1840, no sudoeste da Inglaterra, em Lyme Regis, Dorset, um resort litorâneo muito procurado por turistas na época. Mary vive modestamente com a mãe, Molly, já idosa e debilitada, cheia de manias com sua coleção de pequenas estatuetas de animais. A vida é regrada, pouco alimento disponível e ambas tiram os parcos recursos de seu sustento de uma pequena loja de souvenir e das vendas dos fósseis que Mary encontra na praia. Mary descobriu seu primeiro fóssil de ictiossauro aos 12 anos de idade. Ela passa a maior parte do tempo recolhendo fósseis de amonite na maré baixa, moluscos extintos no período cretáceo e de grande importância para os estudos da época. Até aqui, aparentemente a história é real. Suas descobertas chamam a atenção do geólogo Roderick Murchinson, que aparece sem aviso prévio, em companhia de sua reservada esposa, Charlotte. 

A partir deste ponto a história assume um caráter ficcional. Mary, de personalidade rude e pouco sociável, não o recebe com simpatia. O geólogo se oferece para pagar por uma espécie de consultoria e visita guiada pela costa. A necessidade financeira faz com que Mary aceite, à contragosto. Logo percebemos que o geólogo trata a esposa com frieza e desdém, se negando a ter algum contato íntimo. Charlotte, aqui diagnosticada como sofrendo de "melancolia", o equivalente na época para a atual depressão, e havia sido enviada para a costa por conselho médico, para um maior contato com a natureza e o ar marinho. Ela dizia detestar o mar. 

Imagem cedida pela Sony Home

Dado o estado apático da esposa, Roderick pede a Mary que cuide dela, levando-a junto para coletar os fósseis. Informa que irá partir em viagem por várias semanas, deixando Charlotte. Mais uma vez a necessidade do dinheiro prevalece. E assim, as duas mulheres passam a ter mais tempo juntas. Mary é a própria amonite - dura, fechada, enrolada em seu mundo, tentando sobreviver à uma realidade que não reconhece seu valor. Sem vaidade, sempre com as mesmas vestes surradas e botas desgastadas, mãos sujas do árduo trabalho. Representante da classe operária do séc. XIX. Mulher, sem direitos ou privilégios. Charlotte faz parte da burguesia dominante. Bem casada, belos vestidos, cabelos bem alinhados. Sem nenhuma experiência nos afazeres do lar. Dois mundos totalmente distintos. 

Amonite

8.6.21

24.5.21

Memórias de um Amor

Memórias de um Amor || Disponível nas plataformas digitais 
Crítica por Helen Nice 

Imagem cedida pela Sony Home

Vamos começar com uma curiosidade sobre o filme. Olivia Cooke disse, em entrevista que, durante as gravações no set de filmagens, eles discutiam como seria estranho se o mundo fosse realmente atingido por uma Pandemia. E hoje, por uma triste ironia do destino, o filme chega em meio à uma Pandemia real e nos leva a refletir sobre a Vida e o verdadeiro significado do Amor. A trama é bem simples, porém profunda e deprimente. Se conviver com uma pessoa acometida pelo mal de Alzheimer já é bem triste e desafiador, imagine como seria se repentinamente uma doença misteriosa surgisse, onde as pessoas infectadas perderiam totalmente a memória? Você saberia viver sem se lembrar de absolutamente nada?

Na trama temos o jovem casal, recém casados e cheios de boas lembranças, Emma e Jude. Quando se ama é gostoso recordar como foi o primeiro beijo, onde se conheceram, como foi o casamento e esses pequenos detalhes que unem qualquer casal. As primeiras cenas já nos preparam para o que virá e as dificuldades que enfrentarão. Emma é veterinária em um abrigo de animais e faz pequenas anotações que nos guiarão na narrativa em pequenos flashbacks. Jude é fotógrafo e tenta guardar em imagens as memórias do casal. Jude é um ex dependente químico e está em abstinência a alguns anos. 

Imagem cedida pela Sony Home

O rapaz começa a dar pequenos sinais de esquecimento, que a princípio parecem normais. A esposa liga o sinal de alerta quando os esquecimentos se tornam uma constante e outros fatos estranhos no trabalho e com os amigos também se intensificam. O casal de amigos mais próximo, o músico Ben e a esposa Samantha enfrentam situações críticas geradas pela doença. Emma parece não ter sido atingida ainda pela doença cruel e luta de todas as formas que encontra para salvar as memórias que unem os dois. Repetições, perguntas, fotos com anotações no verso, tatuagem. Tudo aquilo que os une emocionalmente ao passado em comum. É uma tentativa desesperada por manter seu amor vivo. 

Uma pesquisa experimental acende uma luz no fim do túnel. Talvez haja uma possível cura. Enquanto isso, o mundo ao redor entra em colapso e o caos se instala. Não é só a perda da memória, mas a violência e agressividade que isso gera nas pessoas. O pânico é crescente e este cenário de ficção científica futurista nos traz imediatamente à nossa realidade atual, causando um certo desconforto. O que vemos na tela é tão real. A trilha sonora é perfeita. Em outros tempos, este seria apenas mais um filme, mas ser lançado em plena Pandemia dá um peso a mais à esta película. 

O filme foca nos sentimentos e não na possível cura. É melancólico, sensível. Nos mostra como pequenos detalhes que seriam apenas lembranças corriqueiras tem um valor imenso diante da possibilidade do esquecimento. Tudo é efêmero e nossas memórias são os elos da corrente que nos mantem unidos àqueles a quem amamos. Lembranças dão sentido à Vida! E se elas não mais existissem? Você saberia viver sem se lembrar que ama uma pessoa? Assista e reflita.

Memórias de um Amor

24.5.21

1.2.21

As Vidas de Glória

As Vidas de Glória || Disponível nas plataformas digitais
Crítica por Helen Nice

Imagem cedida pela Sony Home

Chegando às plataformas digitais a cinebiografia "The Glorias", escrita e dirigida por Julie Taymer, que divide o roteiro com Sarah Ruhl, adaptado da autobiografia "My life on the road" de Gloria Steinem. Com um formato narrativo bem interessante, The Glorias traz informações sobre a vida da ativista pioneira na luta pelos direitos femininos. O elenco de peso, a bela fotografia e a trilha sonora envolvente compõem um relato fascinante, que nos faz mergulhar na vida das várias Glórias que habitam este ícone que marcou uma época e gravou seu nome com destaque na história do movimento feminista e teve seu ápice nos anos 1960 e 1970. Uma personalidade tão complexa mostrada por quatro excelente atrizes. As várias fases de uma mesma mulher, brilhantemente expostas. Temos Lulu Wilson e Ryan Kiera Armstrong como a perspicaz Glória mais jovem. Alicia Vikander e Julianne Moore interpretam as Glórias adultas. 

A pequena Glória cresceu imersa em dois mundos distintos que formaram sua personalidade. Enquanto sua mãe Ruth (Enid Grahan) lhe dava bases contidas, por ela própria enfrentar a instabilidade emocional na carreira e casamento, seu pai Leo (Timothy Hutton) incentivava seu espírito livre e criativo. Inspiradora a cena dos dois dançando na chuva! Um pai nada convencional com uma vida itinerante e instável, mas com conselhos marcantes. Na juventude, Glória abre mão do casamento e opta por estudar fora, apoiada por seu pai. Os anos na Índia e a filosofia de Gandhi lhe deram uma visão mais ampla do papel da mulher na sociedade e a função da maternidade. Para ela optar por levar uma gestação adiante seria direito de escolhe de cada mulher. Ser mãe seria uma opção, não uma sina. Mais uma vez as cenas "on the road" levam à reflexão. 

Imagem cedida pela Sony Home

O filme é muito feliz ao colocar constantemente as "várias Glórias" dialogando. Não seria incrível se pudéssemos conversar com nós mesmas em várias idades e absorver as vivências, conhecimentos, resgatar a inocência ou alcançar a maturidade? As viagens de ônibus e as múltiplas personalidades contracenando ou observando a paisagem, a vida passando, o carro do pai, são recursos bem criativos e reflexivos. A vida de Glória e seus trabalhos como jornalista e levaram cada vez mais a se envolver na luta pelos direitos das mulheres. Discriminação e assédio eram comuns, mas sua personalidade forte e determinada não aceitava ser vista como objeto pelos homens e ela deixava isto bem explícito. 

Os anos 1970 fervilhavam em movimentos e lutas contra a desigualdade e surge a oportunidade de criar uma revista focada em elucidar as mulheres sobre seus direitos e liderar uma possível mudança. Assim nasceu Ms Magazine e levou Glória a ter contato com outras ativistas como Dorthy Pitman Hughes (Janelle Monae), Flo Kennedy (Lorraine Toussaint), Wilma Mankiller (Kimberly Guerrero) e Bela Abzug (Bette Midler). Aliás, Bette Midler dá um show à parte. Glória foi ousada para sua época, seu trabalho incansável, inclusive vencendo seu medo de falar em público, mudou uma geração, enfrentando o sexismo e a sociedade patriarcal. Ainda há muito caminho a ser trilhado, mas com certeza, Glória deu a guinada inicial neste sentido. 

Meu único senão sobre a narrativa é que em alguns momentos o roteiro se torna um pouco lento, tornando o filme longo demais, o que pode cansar o expectador. Mas o roteiro compensa ao usar imagens de época dos movimentos organizados, como a Marcha de Washington e a Conferência Nacional de Mulheres em 1077. Há também ótimas referências a outros filmes e livros utilizando-se de belas metáforas. Uma homenagem merecida. Um reconhecimento a esta mulher, jornalista, ativista, escritora, palestrante, hoje na casa dos 80 anos. Um filme extremamente relevante. Um final comovente!

Viajar é a melhor educação, a única educação.

As Vidas de Glória

1.2.21

22.12.20

Jovens Bruxas: Nova Irmandade

Jovens Bruxas: Nova Irmandade || Estreia dia 23 de dezembro de 2020 nas plataformas digitais 
Crítica por Helen Nice 

Imagem cedida pela Sony Home

Esta sequência do filme Jovens Bruxas de 1996 (que por sinal, ainda não assisti!) chega em breve às plataformas digitais direto do cinema, e é uma boa opção para os feriados que se aproximam. Dirigido por Zoe Lister-Jones, com roteiro de Peter Filardi, baseado em personagens criados por ele. Com Caillee Spaeny no papel principal, temos também no elenco Zoey Luna, Gideon Adlon, Love Simone, Michele Monaghan, Nicholas Galitzine e David Duchovny

Alunas do ensino médio se unem para formar um coven, nome genérico dado a uma agregação de bruxas, para a prática de pequenas bruxarias, rituais e ritos simbólicos. Logo no princípio do filme, três delas já aparecem encenando um pequeno ritual, e não há explicações lógicas de onde provém o poder das garotas e como elas se uniram. O poder simplesmente existe. Frankie, Tabby e Lourdes sabem que possuem uma força juntas, mas não conseguem desenvolvê-la totalmente, pois falta um quarto elemento. É quando chega à escola uma nova garota, Lily, e já no primeiro dia elas sentem que há uma energia especial envolvida. 

Lily se mudou recentemente com a mãe para a casa do padrasto Adam e não tem amigos ainda. Após um evento trágico em sala de aula, uma apresentação rápida no banheiro e elas percebem que o coven está completo. A sororidade as une, mas Lily ainda não entende bem o que está acontecendo. Coisas estranhas e sensações inusitadas cercam seu dia a dia. Rapidamente Lily entende que quando sua mãe lhe dizia que "sua diferença é o seu poder" era a isso que ela se referia. As quatro garotas começam a usar os rituais de bruxaria como divertimento e um hobby qualquer, sem pensar que isto poderia resultar em sérios problemas para todos. 

Imagem cedida pela Sony Home

A trama não desenvolve todos os detalhes do lado obscuro da magia e dos sonhos de Lily sobre seus poderes. Poderia ter sido melhor desenvolvido. O vilão também é superficial e sem um objetivo plausível que cause um impacto real ou suspense. Ele apenas quer o poder de Lily. Há buracos que deixam a história um pouco desconexa. Quem é Adam, qual a ligação dele com o passado de Lily? E seus três filhos, que não acrescentam muito à trama. Lily descobre "por acaso" detalhes sobre suas origens que a levam ao encontro do seu passado. 

Creio que para os fãs de Jovens Bruxas 1996 que esperavam por um remake, este filme não seja realmente algo memorável. Porém para alguém que, como eu, não tem parâmetros de comparação, fica sendo um bom filme adolescente, que eu particularmente não classificaria como terror. A trilha sonora me empolgou a princípio com Alanis Morrisette e "Hand in my pocket", mas parou por aí. Faltou histórias de fundo, explicações sobre as personagens e um melhor desenvolvimento. Mas é um filme agradável que trabalha tópicos de inclusão de forma bem positiva. Vale como diversão. Eu curti assistir!
 

Jovens Bruxas: Nova Irmandade

22.12.20

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