Globo Alt

15.2.21

Minha Julieta || Leisa Rayven - Starcrossed #2


Minha Julieta começa do momento em que Meu Romeu parou, com a Cassie e o Ethan tendo uma conversa que vai definir se eles ficam juntos ou não. Essa duologia realmente precisa ser lida na ordem. Caso você não tenha lido o primeiro livro, pode ser que nesta resenha você encontre spoilers. Aqui a narrativa continua sendo em primeira pessoa, pelo ponto de vista da Cassie, e alternando entre passado e presente. Não é tão de cara que vamos descobrir o motivo da Cassie e o Ethan terem se separado no passado, isso leva um tempo. Enquanto isso, os dois estão se preparando para apresentar uma peça juntos. O Ethan aproveita esse momento para tentar mostrar para a Cassie que ele é um homem diferente e que a quer de verdade. Mas a Cassie está irredutível em não arriscar seu coração novamente.

Assim como o primeiro esse livro tem bastante cenas de sexo, nada que fuja do contexto, mas fica o aviso, e também tem comédia, considerada por mim uma marca da Leisa Rayven e um detalhe que curto bastante. A autora soube ambientar bem a questão do teatro, das aulas dos dois no passado, então o leitor se aprofunda em como os atores constroem a personalidade dos personagens que interpretam. A cena das máscaras é ótima. Só tive um problema com essa leitura que foi o arrastado das cenas. Acredito que um livro com menos páginas teria terminado a estória da Cassie com o Ethan de uma forma mais lisa. Ela tentou estender o "gran finale" e acabou me cansando, tanto que eu não fiz a leitura de uma vez.

(...) uma vez que alguma coisa é quebrada, nada mais é a não ser isso. Um belo reparo, não importa quão elegante seja, não a deixa inteira novamente. Continua sendo uma porção de pedaços colados, uma imitação de sua forma anterior.


A grande questão dessa duologia é quantas vezes você consegue perdoar e confiar em uma pessoa. O Ethan arrasta a Cassie para uma espiral destrutiva e praticamente acaba com o psicológico da menina, vou comentar sobre isso no próximo parágrafo, mas quando ele está bem e tenta reconquistá-la, ela não sabe como perdoar ele. E quando eu estava lendo, eu me colocava no lugar e entendia perfeitamente os receios dela. Não valia a pena estar numa relação se fosse para duvidar sempre do cara, do Ethan no caso. Ela tinha muito medo de ficar com ele novamente e ser abandonada. Foi triste ver como ela queria machucar ele no começo, pagar com a mesma moeda. A Cassie estava tão ferida que ela queria que ele sentisse o mesmo; ao mesmo tempo que não conseguia esquecê-lo. A carga de sentimento dessa estória é muita intensa.

Uma coisa que é interessante comentar sobre esse livro é o papel da terapia para que o casal se entenda. No primeiro livro a gente percebe que tem algo de errado com o Ethan, não é normal a falta de confiança, o ciúme, então nesse segundo livro ele se trata para ficar bem e se resolver com a Cassie. Nesse tramanetno ele aprende a se abrir, perdoar e amar. A grande dificuldade dele era em se permitir amar. Só que quando isso acontece, é a Cassie que não está bem, que precisa de ajuda. Então ela também se consulta com uma terapeuta, a do Ethan, para curar suas feridas. Acho super válido que a autora tenha dado esse espaço para uma profissão tão importante. Passa a ideia de que se não fosse por isso, os dois não ficariam juntos e bem. Não é só pelo relacionamento, é estar bem individualmente.

Embora tenha achado esse livro mais extenso do que o necessário, ainda assim foi uma boa leitura. Principalmente porque responde as duas perguntas que ficaram em aberto assim que o primeiro termina. Descobrimos o motivo do casal se separar e se eles ficam juntos, não é muito difícil imaginar que sim, então o interessante é saber as circunstâncias em que isso ocorre. Como dito na resenha do primeiro livro, não é uma duologia e sim série, e a minha intenção não era ler o livro sobre a irmã do Ethan, mas falaram que era bem melhor do que a duologia principal que eu fiquei curiosa. Então se surgir a oportunidade vou ler o sin-off. De qualquer modo, quem gosta de romance apimentado, cheio de idas e vindas e com uma pitada de comédia, vale a pena dar uma olhada.

Nenhum de nós é perfeito, isso é certo, mas quando estamos juntos nossas deficiências são complementadas pelos pontos fortes do outro.

Minha Julieta Starcrossed #2
Leisa Rayven
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Resenha do primeiro livro:

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Minha Julieta || Leisa Rayven - Starcrossed #2

15.2.21

26.12.20

Meu Romeu || Leisa Rayven - Starcrossed #1

(Sinopse do livro)


Tentei tantas vezes ler esse livro que ele só não foi trocado porque os outros livros da autora me fizeram ter fé nele. Até que li recentemente e adorei. Que coisa não? Meu Romeu é um romance hot narrado pela protagonista Cassie Taylor alternando entre passado e presente. No passado conhecemos a Cassie jovem assim como Ethan Holt. Os dois são estudantes de teatro e almejam ser atores famosos. No começo a Cassie e o Ethan não se dão bem, ele é arredio, hostil em muitos momentos. Logo de cara a gente já percebe que alguma coisa aconteceu que o deixou assim, ferido. A Cassie acaba vencendo as barreiras que Ethan impoe e eles se tornam amigos num primeiro momento. Só que a Cassie se apaixona rápido e só tem olhos para ele, fazendo de tudo para que os dois fiquem juntos.


Daí vem a peça, Romeu e Julieta encenado pelos dois. A peça é um sucesso, eles têm uma ótima química desde o começo e o relacionamento avança, com os dois ficando juntos. Eu digo que é um livro hot, porque embora a Cassie seja virgem, os dois ficam juntos e algumas cenas são descritas, tem vários diálogo envolvendo sexo, então quem for ler já fica avisado. Não me incomodei, não achei que foi colocado ali só para encher linguiça, sem trocadilho infame. Isso acontece tudo no passado. O presente é a Cassie e o Ethan separados e ela bastante magoada com o que aconteceu. O problema é que novamente eles vão encenar uma peça juntos, só que agora eles já são atores conhecidos e podem lidar com esse pequeno inconveniente, certo?


Não consigo acreditar que no mundo de erros que criamos juntos, isso ainda possa parecer tão certo.

 


Não sei o que aconteceu das outras vezes que não consegui avançar as primeiras páginas, porque dessa vez eu li bem rapidinho. Gostei bastante da Cassie, que tem uma personalidade divertida e decidida. Ela quer o Ethan e não sossegou enquanto não conseguiu. Porém, a Cassie do presente já é mais insegura, fica com vários caras para esquecer o Ethan e não consegue. Ela luta tanto para esquecê-lo que se perde no caminho. É aquela coisa, o coração quer o que o coração quer. A Cassie não perdoa o que o Ethan fez e mesmo amando ele, não quer mais ficar junto. Até que ponto isso compensa? Ficar nesse sofrimento para esquecer, mas amando a pessoa? Ela diz que a confiança foi perdida, só que não consegue seguir em frente. Isso afeta toda a sua vida, essa situação mal resolvida. Fiquei o tempo todo torcendo para que eles se resolvessem logo para que esse sofrimento acabasse.


Senti falta do Ethan narrando, já que ele é o causador de toda a confusão. Ele não é um personagem fácil no começo, algo aconteceu no passado, envolvendo uma ex-namorada, e ele não lida bem com isso. Com o pai também e esse é um ponto bem sensível no modo como ele lida com todo mundo. É como se ele não conseguisse separar o problema com o pai e o que houve no passado com sua vida de agora. O Ethan do presente já é mais maduro, equilibrado, tenta acertar as coisas com a Cassie mesmo ela não querendo nada com ele. Dá para perceber que ele a ama, sabe que pisou na bola e quer o seu perdão. Um ponto interessante do livro é que ele fala bastante dos bastidores de uma escola de teatro e como as peças funcionam, as audições, preparação, as críticas tão importantes. A autora usou isso como base para sua estória, mas não está lá sem explicação.


Logo que eu terminei o livro já corri para conseguir o segundo e ele já chegou, então em breve eu conto o que achei de Minha Julieta. Essa correria todo pela continuação é porque a autora terminou bem no meio de uma cena. Geralmente eu não caio nessa, mas fiquei tão envolvida com a estória que precisava do segundo. Daí descobri que na verdade não é uma duologia e sim uma série. Tem um terceiro livro sobre a irmã do Ethan, que aparece nesse primeiro sem muito destaque; e um quarto livro com contos, se eu não me engano, que esse sim seria teria novas estória do casal. O final não responde a duas questões: o que causou a separação do casal e eles ficam juntos? A leitura do livro é permeada pela duvida do motivo da separação e no final se a Cassie perdoa o Ethan ou não. Por isso eu precisava tanto do segundo. Não sei como as pessoas que lerem o primeiro sem o segundo aguentaram!!


O amor é assim. Não mais pertencer a si mesma. Ser transportada do que você conhece para o que você sente.

Meu Romeu Starcrossed #1
Leisa Rayven
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Meu Romeu || Leisa Rayven - Starcrossed #1

26.12.20

3.8.20

A Rosa e a Adaga # 2 || Renée Ahdieh


Como eu disse na resenha de A fúria e a aurora, li a duologia de uma vez, mas como esse eu gostei menos acabei demorando muito para fazer o texto sobre a conclusão da estória de Sherazade e Khalid. Ele começa depois da tragédia que aconteceu no fim do primeiro e Sherazade e Khalid estão separados. Khalid fica na cidade para cuidar de seu povo e tentar reconstruí-la, enquanto Sherazade vai com Tariq para um abrigo nos arredores. Ela foi embora para tentar descobrir uma forma de quebrar a maldição e poder ficar com o marido. Quando chega no acampamento com Tariq, descobre uma conspiração para tirar Khalid do trono. Uma das lideranças que quer vingar a morte de tantas mulheres é Tariq, seu amigo e amor de infância.

Sherazade também vai descobrir que o pai tem muito a esconder e que o que aconteceu no fim do primeiro livro tem dedo dele. Na busca por um modo de quebrar a maldição Sherazade vai se encontrar, descobrir que é diferente e também terá sua coragem posta a prova. O livro continua sendo narrado em terceira pessoa e mais personagens são agregados à narrativa. Vi muita gente comentando que Tariq era um personagem chato, mas eu gostei bastante dele na sua jornada e esperava um final mais interessante para ele do que a autora deu. Claro que conhecendo Khalid melhor a gente passa a torcer pelos dois e nesse volume ele acaba crescendo mais ainda enquanto governante, tendo que tomar decisões que muitas vezes vão contra seu coração.


O que me incomodou nesse livro é que a autora lançou uma ideia de que a Sherazade poderia ter um poder, mas isso não chega a ser uma verdade completa; não descobrimos o que ela pode fazer de fato, o seu potencial. Eu imaginava que a maldição seria finalizada com seu poder, só que acontece de outra forma. Isso é até curioso porque personagens poderosos aparecem nesse livro, que não tinha no primeiro, e um deles até treina Sherazade. A Sherazade passa páginas e páginas treinando para ajudar de alguma forma, para quebrar a maldição, e no fim não dá em nada. Não dá também para esperar um grande acontecimento na quebra da maldição, o que foi outro ponto estranho. Quando a gente lê acha que vai ser quase impossível quebrá-la, mas como tudo termina foi bem conveniente.

Nesse livro personagens secundários acabam ganhando mais espaço como Jalal e Despina e a irmã de Sherazade, Irsa, e Rahim. Esses últimos fizeram meu coração balançar com um romance inocente e fofo, mas que termina de uma forma bem trágica. Também temos nesse volume o embate entre Khalid e Tariq. Tariq é o personagem que a gente torce para ficar com a Sherazade antes de conhecer o Khalid melhor. Tariq é o melhor amigo que se apaixona e faz tudo para conquistar seu amor. Antes ele tinha esperanças de ficar com Sherazade e ela também dava a impressão de gostar dele, mas no decorrer da estória ela se apaixona pelo marido e o escolhe. Só que em Tariq fica o gosto amargo da vingança e o confronto enfim acontece.

Embora eu não tenha gostado muito desse segundo livro por causa das expectativas que tinha em relação a Sherazade que não foram alcançadas, a leitura vale a pena. A autora foi muito feliz em criar sua própria estória baseada em um conto. Como disse na resenha anterior, não é porque você conhece As mil e uma noites que vai saber o que acontece aqui, os acontecimentos vão além. A ambientação foi outro ponto que me encantou, as cenas sobrenaturais, a cidade incendiada, as barracas e comidas... tudo transporta a gente para dentro do enredo. Essa fantasia é focada totalmente no romance e muitas pessoas reclamam disso, como eu amo um romance e tenho dificuldade em ler exatamente quando não tem isso, foi um leitura boa. Mas fica o aviso que essa não é uma fantasia muito bem elaborada e com uma magia presente, isso é apenas um detalhe.

Ele não pertencia a ela. Ela não pertencia a ele. Ninguém pertencia a ninguém. Ambos eram um só.

A Rosa e a Adaga # 2
Renée Ahdieh
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Resenha do primeiro livro:
A Fúria e a Aurora

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A Rosa e a Adaga # 2 || Renée Ahdieh

3.8.20

18.2.20

A Fúria e a Aurora # 1 || Renée Ahdieh


Depois que li O fogo entre a névoa da Renée Ahdieh e adorei, fiquei louca para ler os outros livros dela lançados por aqui. A fúria e a aurora é o primeiro de uma duologia, que eu já li e decidi fazer as resenhas separadas porque as opiniões foram bem diferentes. Nesse livro, inspirado no clássico As mil e uma noite, conhecemos Sherazade, uma jovem que perdeu a melhor amiga, Shiva, e quer vingança. Todos os dias Khalid Ibn Al-Rashid se casa com uma moça que morre ao alvorecer. No começo da estória Sherazade se voluntaria para o casamento, só que ela tem um plano. Assim como a Sherazade clássica a de A fúria e a aurora também conta estórias para se manter viva. Ela para nas partes mais importantes e vai ganhando tempo.

O enredo do livro não é tão simples quanto dizer que uma moça escapa da morte contando estórias. Por trás dos assassinatos existe uma maldição e um romance que vai nascer da convivência. Sherazade pensa que Khalid  é um monstro, um garoto que tem prazer em matar as mulheres com quem casa. Quando ela começa a descobrir que há mais por trás disso, suas convicções vão caindo por terra e ela embarca em uma nova jornada: a de quebrar a maldição e ficar com Khalid para sempre. Só que essa maldição não envolve só Khalid e sim o bem-estar da cidade no qual o livro se passa. Então por vezes ele precisa pensar no que é melhor para os outros do que para ele.

Não fomos feitos para ser solitários, Sherazade. Quanto mais uma pessoa afasta os outros, mais evidente se torna a sua necessidade crítica de ser amada.


A Renée escolheu um jeito bem interessante de contar essa estória, que a de deixar a gente descobrir as coisas junto com a Sherazade. Não tem uma introdução, logo no primeiro capítulo tem o casamento e a partir daí as descobertas. O livro é narrado em terceira pessoa acompanhando vários personagens, desde Sherazade e Khalid, até a irmã e o pai da protagonista. São vários núcleos de estórias que se ligam por essa maldição. A Sherazade é uma menina muito determinada, forte e com um senso de lealdade que a cega em muitos momentos. Ela também se entrega bastante, quando gosta de alguém defende até o fim. Khalid é um jovem misterioso e frio, que foi renegado pelo pai e carrega sozinho o peso de decidir o que é melhor para uma cidade. Ele nem sempre vai ser amável, mas é uma boa pessoa.

A ambientação do livro é outra coisa que chama a atenção. Desde O fogo entre a névoa eu já tinha percebido que a Renée faz uma pesquisa muito extensa nos seus livros e aqui não foi diferente. Ela faz a gente se sentir no deserto com a descrição das comidas, vestimentas e costumes. Tem cenas de ação também típicas da região, como suas lutas de espadas. Essa estória também tem toques de sobrenatural, forças ocultas que envolve o maldição e poderes de alguns personagens. Aqui provavelmente é só o começo disso e no segundo deve se desenvolver melhor, mas tem algo de diferente na Sherazade. Ela não é "normal". Dos personagens secundários, o que envolve o amigo dela, Tariq, me interessou bastante. Espero que algo bom seja reservado a ele.

Gostei bastante deste livro, porque a Renée usou só uma inspiração em As mil e uma noites para construir sua própria estória. Tem mais do que o clássico apresenta e isso a gente vai descobrindo lendo; aqui não tem nada daquela introdução dos fatos. As informações vão sendo reveladas com o decorrer da narrativa. O romance é envolvente e eu torci pelo Khalid desde o começo. Eu tenho uma queda pelos homens sofridos que precisam de ajuda. O Khalid precisa de alguém que lute ao seu lado para quebrar a maldição, que esteja ali para ele, já que a mãe morreu cedo e o pai não é presente. Tem romance, aventura, ação e fantasia, então acaba sendo um livro com uma pitada de vários gêneros, o que tende a agradar mais leitores. Pelo menos foi o que aconteceu comigo.

Sherazade não se importou. Porque esse era um beijo de decisão. O beijo de compreensão.Para um casamento sem pretensão. E um amor sem formato definido.

A Fúria e a Aurora # 1
Renée Ahdieh
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A Fúria e a Aurora # 1 || Renée Ahdieh

18.2.20

5.12.18

Garotas Tristes || Lang Leav


Garotas Tristes é narrado em primeira pessoa por Audrey e começa com o funeral de Ana, que, após sofrer com boatos pesados, decide por tirar a própria vida. Embora Audrey não fosse tão próxima da garota, ela sente sua perda de uma maneira sufocante e junto ao segredo que esconde, ataques de ansiedade acabam se desencadeando nela. Audrey tem como melhores amigas Lucy e Candela e, no enterro de Ana, conhece Rad, namorado da garota falecida. Com a amizade que os dois vão adquirindo, Audrey começa a se sentir confusa com relação aos próprios sentimentos, tendo em si que gostar de Rad talvez possa não ser tão certo assim.

Começo dizendo que esperava gostar do livro, mas não esperava que fosse gostar tanto assim. Apesar de o assunto ser um tanto pesado, a leitura foi extremamente fluída. Acompanhar os ataques de pânico de Audrey, a forma como ela carregava um segredo tão devastador, os sentimentos que ela passou a nutrir pelo namorado de Ana, poderia ter sido muito mais difícil se a autora não tivesse tido tanto tato com o assunto e com a própria escrita que é tão bonita. Além da própria Audrey, temos os dramas secundário como os de Candela, a amiga descolada, cheia de energia que aos poucos nos mostra como a perda da amiga realmente a afetou.

É um livro que te faz refletir sobre muitos aspectos. Sobre como o que você diz pode transformar a vida de todos os que estão à sua volta; sobre se sentir tão culpado por algo que é como estar sufocando, pois acredita que não há ninguém que possa te compreender e perdoar. Garotas Tristes é um livro lindo, que precisa ser lido de coração aberto. Regado de sensibilidade, Lang Leav nos traz a busca pelo nosso eu e o perdão com um talento memorável através dessa obra.
Seu primeiro amor não é a primeira pessoa a quem você dá o coração: é a primeira que o quebra.
Garotas Tristes
Lang Leav
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Garotas Tristes || Lang Leav

5.12.18

3.12.18

Professor Feelgood || Leisa Rayven


Infelizmente a resenha de Mr Romance não existe mais, pois quando exclui o canal do site ele foi junto. O livro tinha sido o meu primeiro contato com a autora e foi um contato muito bom. Lembro de ter comentado sobre a escrita gostosa de ler e o teor cômico que fizeram toda a diferença. Professor Feelgood é o segundo de uma série que até agora liga os dois livros pelas irmãs Tate. A protagonista desse livro é irmã da protagonista do primeiro. Aqui acompanhamos a Asha Tate, assistente editorial de uma pequena editora e que almeja uma promoção, a de se tornar editora. Para isso, ela precisa encontrar o novo best-seller do mercado. Ela disputa essa vaga com outro colega da editora que é cheio de contatos.

O Professor Feelgood é um perfil do Instagram, com milhares de seguidores, onde um cara posta fotos sensuais e poemas. As fotos nunca revelam o seu rosto e são de várias partes do mundo. Os poemas falam de um amor perdido, da alma gêmea que ele encontrou em uma de suas viagens e perdeu. A Asha segue esse perfil e é apaixonada pelas palavras do Professor, ele mexe com ela. Então a Asha acaba tendo a brilhante ideia de transformar esse perfil em um livro. Isso é apresentado aos seus chefes na editora, que compram a ideia. Acontece que a relação entre a Asha e o Professor será completamente diferente do que ela imaginava e isso pode levar não só a perda da promoção como também ao fechamento da editora.
Uma vez você me disse que, na história das nossas vidas, nós somos nossos próprios narradores não-confiáveis. Você acha que eu sou o vilão e eu acho que é você. Nossas memórias são subjetivas e nós raramente lembramos de nós mesmos como culpados, mesmo quando somos.

Assim como o primeiro, esse também é narrado em primeira pessoa pela protagonista, aqui é a Asha. Ela é uma jovem que teve a infância complicada, a mãe morreu cedo, o pai saiu de casa e ela e a irmã foram criadas pela avó em meio a dificuldades financeiras. Essa promoção é o reconhecimento de todo o esforço que ela fez ao longo dos anos, por isso ela agarra a oportunidade com unhas e dentes. Outro ponto a se saber sobre a Asha é que ela tem umas crises de ansiedade, não sei se é bem essa a palavra, que a impedem de ter uma vida sexual saudável. Ela não consegue se envolver na hora H e por isso só deixa o cara fazer o que tem que fazer e vida que segue. Só que ela se sente mal depois e não gosta muito de ter esse tipo de intimidade com ninguém.

Não vou falar o nome do Professor porque tem uma reviravolta logo que a Asha descobre quem é ele. Sobre a sua personalidade, ele é arredio e intenso, o tipo de cara que sofreu poucas e boas e fez uma armadura ao redor de si. E aqui é interessante como essa dualidade da vida virtual com a real engana a gente. Quem segue imagina um cara intenso sim, mas amável de alguma forma. Quando a Asha o conhece percebe que de amável ele não tem nada. Claro que depois vamos entender a razão dele ser assim, mas as coisas entre ele e a Asha não vão caminhar bem em grande parte do livro. O romance entre eles não vai ser fácil e não vai acontecer de uma hora para outra. A Asha vai ter bastante paciência até entrar no coração do Professor e com isso vai resolver questões pessoais.
Amar alguém é a coisa mais fácil do mundo. Fazê-la te amar de volta é a parte difícil.

Professor Feelgood || Leisa Rayven

3.12.18

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