Editora Galera Record

28.12.21

Verity || Colleen Hoover


Colleen Hoover é conhecida pelos seus dramas, livros que partem nossos corações com tantas verdades que muitas vezes a gente nem estava esperando ou queria pensar muito. Então um suspense sai da sua zona de conforto e é isso que Verity é, um suspense de estreia de uma autora que se consagrou com romances jovens contemporâneos. Verity originalmente não seria lançado em livro físico, é um projeto independente e pessoal da autora. Não sei os por menores desse rolê, mas o fato é que a Galera publicou e fico bem contente de ter tido a chance de ler outro gênero escrito por uma autora que eu gosto tanto. Verity é o nome de uma escritora famosa que sofreu um acidente e deixou sua série de livros inacabada. Quando o livro começa, Lowen é contratada para terminar de escrever essa série.

Lowen é a protagonista e quem narra o livro. Ela é uma autora pouco conhecida e que não leva muito jeito na lida com os fãs e imprensa; ela não faz entrevistas ou turnê de divulgação. A proposta de escrever os livros da série de Verity a assusta, pois ela é famosa e os livros são best-sellers. Mas durante o dia que envolve a proposta de emprego, Lowen conhece Jeremy Crawford, marido de Verity, e fica encantada por ele. Lowen então aceita o trabalho e vai passar uns dias na casa de Jeremy, colhendo informações para continuar a série de livros. Lá ela também vai conhecer a Verity, que está em estado vegetativo, e o filho do casal. Aparentemente, nada suspeito, mas coisas começam a acontecer que fazem com que Lowen duvide de sua sanidade.

Esta é minha vida. Meio sem-teto, sobrevivendo apenas com uma mala, e isso apenas uma semana e meia depois de perder o último membro da minha família. Dá para ficar pior?


O livro tem essa pegada de suspense psicológico, da protagonista duvidar do que vê ou ouve. A Lowen tem uma característica, que eu não quero comentar o que é para não estragar o suspense, mas ela precisa tomar remédios quando fica nervosa e dorme em quartos trancados. Então ela vai misturar isso com bebida e aí já viu, né? Vai passar por louca desequilibrada. Nesse tempo em que ela passa na casa, vai conhecer melhor Jeremy e Verity, isso porque ela encontra uma autobiografia escrita pela mesma. Nessa autobiografia ela vai revelar várias coisas sobre seu casamento e os filhos. Nessa a gente vai descobrir que tinha outras crianças, que morreram, e o que aconteceu com elas. Essa autobiografia vai levantar suspeitas em Lowen.

Além dessa pegada suspense, ele tem um romance de fundo que envolve a Lowen com o Jeremy. A Verity sofreu o acidente e está nesse estado vegetativo há algum tempo, então o casamento dos dois não é mais o mesmo. Quando a Lowen chega na casa e convive com o Jeremy, percebe o quanto ele é carinhoso com o filho e o quanto está carente. Os dois vão se envolver, mas sempre vai pairar entre eles a figura da Verity, que bem ou mal ainda existe e é a mulher do Jeremy. Nenhum personagem nesse livro se mantém constante ao longo da narrativa. Todos não vão ser o que aparentam ser, o que normalmente também é uma característica do suspense. A autora vai brincar com isso até o fim, então não adianta tirar conclusões antes da hora. 

Sendo um primeiro livro de suspense, a Colleen acertou muito. Lendo o plot pode parecer que não é muito novo o que ela vai contar, mas o final surpreende e é aquela máxima "não é isso que a gente pensa". Acho que era o desejo da autora escrever algo diferente, sair da zona dos romances que ela escreve bem, e mesmo assim é um bom livro. Sendo um suspense, ele tem todos os elementos que o gênero pede e para mim foi uma ótima leitura. Até hoje eu só acho que a Colleen perdeu a mão em Tarde Demais, que foi uma leitura que não me agradou e que eu nem quis comentar sobre ele aqui no site. Por falar em site, aqui vocês encontram várias resenhas de livros da autora, só colocar na busca.

Se há atração entre duas pessoas, só há duas opções: elas se envolverem ou não. Não tem meio-termo.

Verity 
Colleen Hoover 
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Verity || Colleen Hoover

28.12.21

15.6.21

Corte de Névoa e Fúria #2 || Sarah J. Maas


Antes de começar a escrever meus comentários sobre o segundo livro, fui lá ler a resenha do primeiro, como de costume. Gente, como eu estava errada ao pensar que não precisava de continuação... deixo no fim do post o link para a resenha de Corte de Espinhos e Rosas e a partir daqui, tudo pode ser spoiler caso você não tenha lido o primeiro. Eu comecei a leitura de Corte de Névoa e Fúria ano passado. É um livro grande e na época eu não fiquei tão envolvida assim, mas quem já viu algo sobre essa série provavelmente deve ter lido o quanto é maravilhoso e favorito. As pessoas costumam gostar muito e isso atiçou minha curiosidade para continuar a leitura este ano e foi o que fiz, peguei para ler e fui até o fim.

Esse segundo livro vai começar com a Feyre aprendendo a lidar com a imortalidade, com sua parte feérica que lhe foi dada assim que quebra a maldição de Amarantha. Tudo parece bem com ela vivendo com Tamlin, só que o que aconteceu em Sob a Montanha marca Feyre de uma forma que ela não consegue lidar bem. Seu relacionamento com Tamlin fica abalado, porque nenhum dos dois conversa sobre o assunto e Tamlin passa a controlar a vida de Feyre, não a deixa sair, ter contato com outras pessoas. Ela se sente sufocada, presa, passando os dias sem ter o que fazer e as noites tendo pesadelos. As brigas com Tamlin se tornam frequentes. Os únicos momentos em que ela se sente bem, é cumprindo sua dívida passando alguns dias do mês na Corte Noturna ao lado de Rhys.

Tamlin me dera tudo de que eu precisava para me tornar quem era, me sentir segura, e, quando conseguiu o que quis, quando conseguiu o poder de volta, as terras de volta... parou de tentar. Ainda era bom, ainda era Tamlin, mas estava simplesmente... errado.


A relação da Feyre com o Rhys vai se desenvolver à medida que ela descobre que estava errada sobre ele. No primeiro livro temos uma visão superficial desse personagem, e aqui no segundo conhecemos mais camadas e mudamos de opinião assim como ela. O Rhys tem uma casca dura, que ele usa para suportar vários abusos e problemas envolvendo a sua corte. Ele faz o que é necessário para sobreviver e manter seu povo protegido. Aconteceu comigo, lendo a estória, o que acontece com a Feyre: seu sentimentos mudam e se antes o Tamlin era o cara especial dessa estória, a partir do segundo é o Rhys. E entre eles rola uma coisa mais séria do que só amor e casamento. Quem leu A Irmandade da Adaga Negra vai saber do que estou falando, ou não. Deixo aí uma pulguinha.

Corte de Névoa e Fúria #2 || Sarah J. Maas

15.6.21

30.12.20

Outras palavras para o amor || Lorraine Zago Rosenthal

(Sinopse do livro)


Esse é um dos livros que peguei por acaso da estante; que estava procurando algo para ler e ele me saltou aos olhos. Primeiro me interessei pela obra em inglês, comprei o livro para ler, mas foi ficando. Daí consegui a versão em português e a minha intenção era fazer uma leitura dupla, para aprimorar o inglês. Mas adianto que só li a nossa versão mesmo, porque ela estava tão fluida que fiquei com medo de perder o ritmo lendo em outra lingua. Isso é só para contextualizar, a parte importante começa agora. Outras palavras para o amor é um livro antigo, de lançamento, que se passa nos anos 1980. Nessa época o mundo vivia o medo da AIDS, uma doença misteriosa que rapidamente debilitava e matava; sem cura e sem tratamento eficaz. Ari Mitchell narra o livro em primeiro pessoa e acompanhamos o seu primeiro amor e os desdobramentos dessa relação.


A Ari é uma menina tímida, tentando se encaixar em algum grupo na escola e que tem uma melhor amiga, Summer, bonita e popular. Quando um tio morre e deixa uma herança para a familia de Ari, a vida dela muda. Ela vai para um escola particular e privilegiada, passando a conviver com pessoas de um padrão diferente do seu. Nessa escola ela conhece a Leah, uma menina que perdeu o namorado e está passando pelo luto. Leah é bem de vida, frequenta lugares que Ari nunca foi, e é através dela que Ari conhece Blake. Ele é primo de Leah e já está faculdade estudando direito para seguir os passos do pai. Contrariando as expectativas de Ari, que nunca esperava que um menino tão bonito e bacana como Blake se interessasse por ela, eles passam a sair e namorar. Só que esse relacionamento vai mexer com a vida de Ari de uma forma que ela nem imaginava.



A AIDS foi o primeiro assunto que me interessou no livro logo de cara. Só que a autora escolheu deixar isso no ar da narrativa. A doença está lá, só que não envolve nenhum personagem particularmente. Como outros assuntos me envolveram, não senti falta que esse tema fosse mais ativo. Além da AIDS, o livro também vai falar sobre depressão pós-parto em uma época que não existia tratamento e a doença nem tinha esse nome. Ari tem uma irmã mais velha chamada Evelyn, que engravidou cedo e se casou com um bombeiro para o desespero da mãe, que esperava um futuro diferente para a filha. No momento em que o livro se passa a Evelyn acabou de ter o segundo filho e todo mundo está pisando em ovos com ela, com medo que ela possa ter um novo "surto" e vá parar no hospital psiquiátrico. Eles falam sobre a doença de uma forma diferente do que conhecemos hoje porque ela não existia. 


A depressão pós-parto afeta a relação que a Evelyn tem com toda a família, incluindo a própria irmã. Ari tem uma queda pelo cunhado e cuida dos dois sobrinhos, mas como Evelyn não está bem, vê na irmã mais nova uma ameaça para o casamento. Elas só vão se entender quando Ari arruma um namorado, Blake, e Evelyn passa a dar conselhos sobre homens e assuntos íntimos. Acabamos descobrindo que a Evelyn foi mais consciente de suas ações do que a mãe imagina. Ela também melhora quando passar a fazer um tratamento psiquiátrico inicial. A relação das três mulheres dessa família é complexa devido a tantas expectativas que a mãe tem sobre as meninas. A mãe é outra personagem interessante, que busca lidar com a frustração de ser mãe e professora e não uma grande escritora.



Já que com a irmã mais velha não deu, o que a mãe faz? Aposta todas as suas fichas em Ari, a filha boa aluna e artista, desenhista no caso. Só que novamente para o desespero da mãe, Ari está envolvida com um garoto e ela já pensa no pior. O Blake é o primeiro namorado de Ari e ela está em êxtase. Finalmente alguém a notou e ela decide aproveitar ao máximo, até demais. Ela quer tanto viver uma relação que se anula, passa a viver em função do Blake e deixa a própria vida de lado. Até que algumas pessoas interferem e eles passam um tempo separados. A Ari não consegue lidar bem com isso, mente, para de estudar, praticamente de viver e se mete num problemão quando se envolve com um cara sem proteção. A pior consequência desse relacionamento é que a Ari desenvolve uma doença psicológica, que também não tem o tratamento que tem hoje. Foi tudo em excesso que ela não aguentou.


Gostei bastante do livro. Ele começa meio morno, mas logo me vi envolvida com a Ari e sua família. Ela passa por muitas mudanças, cresce, e isso é doloroso. O tom dele é melancólico, com essa doença matando as pessoas rondando tudo, e todos os problemas que a Ari se mete por causa da primeira paixão. O interessante é ver ela se reerguendo; depois de estar lá no chão, ela assume sua vida e segue os passos que ela deseja e não os da família. O final do livro tem o mesmo tom da narrativa, triste pelo que foi perdido e dito, dos problemas que Ari teve com a irmã, mãe, amigas, mas a vida segue. Se tem algo que a gente sabe que continua independente de estarmos prontos ou não é a vida. Essa é a lição que Ari aprende e a autora passa com o livro. Apesar das cicatrizes, vamos ficar bem.


Outras Palavras Para O Amor 
Lorraine Zago Rosenthal
Galera Record: Instagram/Facebook

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Outras palavras para o amor || Lorraine Zago Rosenthal

30.12.20

20.1.20

Todas as suas imperfeições || Colleen Hoover


Colleen Hoover é sempre um alivio para mim quando as leituras não andam bem. Peguei esse livro para ler no fim de dezembro, assim que ele chegou como presente de amigo secreto entre os parceiros da Faro. Aqui a Colleen vai falar sobre um tema que vira e mexe ela coloca em seus livros: casamento. Quinn e Graham se conhecem no que eles classificam como o pior dia de suas vidas, que é quando descobrem que estão sendo traídos por seus companheiros. O noivo de Quinn está tendo um caso com a namorada de Graham. Ambos terminam tudo ali, naquele momento; e após isso saem para beber e se conhecer melhor. Na verdade, eles ficam bastante curiosos um com o outro. A atração entre os dois é instantânea, mas o que eles passaram não é fácil de superar logo de cara. Graham deixa seu telefone com Quinn esperando que ela ligue quando as feridas sararem, só que ela só faz isso depois de seis meses.

O reencontro acontece em um restaurante e eles estão acompanhado de outras pessoas. Eles deixam esses encontros de lado e ficam juntos, e logo depois começam um relacionamento. Quinn e Graham se casam e a estória começa mesmo depois de um bom tempo desse casamento. Os dois estão com problemas para engravidar, na verdade o problema é a Quinn já que Graham é saudável. A opção de adotar não é viável porque Graham tem uma passagem na polícia e isso impede os dois de serem pais aptos. O casamento começa a se desgastar quando as tentativas de fertilização não funcionam e isso passa a ser um peso para os dois, principalmente para a Quinn, que carrega o peso de ser uma mulher incompleta já que não é mãe. O relacionamento deles vai chegar num ponto crucial, que é a de saber se os dois juntos, sem filhos, vale a pena.

O coração do meu marido é minha salvação, mas seu toque se tornou um inimigo.


O livro é narrado em primeira pessoa pela Quinn e isso foi bom por um lado e ruim por outro. Saber o que ela sente, o peso das cobranças, fez com que eu me sentisse muito mais próxima a ela do que ao Graham. A questão da maternidade ainda é difícil para as mulheres. O fato de não ter um filho parece ser um atestado de fracasso e as pessoas cobram isso na cara dela. Por experiencia própria, isso realmente acontece na vida real. Podemos ter a impressão de que os tempos estão mudando e tal, mas algumas situações ainda são bem cruéis e esse é o caso. O que é retratado no livro não é absurdo. Todos cobram isso da Quinn, mas a pior cobrança é a que ela faz consigo mesma, esperando sempre que uma transa com o marido resulte em um teste de gravidez positivo. Ela perde o prazer de estar com ele porque isso não termina no modo que ela deseja e consequentemente, ela se sente menos mulher do que as outras.

A parte ruim é justamente o Graham não narrar, porque ele é tão importante quanto a Quinn nessa equação. Como é para ele estar num casamento que a mulher não gosta mais de fazer sexo? Tem aversão ao seu toque? Como ele se sente vendo a Quinn se afastando tanto dele? Na minha opinião, um livro narrado alternando entre os dois seria mais interessante. No final tem umas cartas dele, que dão uma noção pra gente de como ele se sente, só que para mim não é a mesma coisa. Além da Quinn narrar o livro, o tempo da estória alterna entre passado e presente. O presente é o casamento destruído e o passado conta como eles se conheceram e foram felizes. Isso equilibra um pouco a tristeza que é esse romance. Na parte do passado vem a alegria do começo de relacionamento, a empolgação da vida a dois, e no presente tem esse elefante branco que os dois não querem mexer por medo.

Sinto sua falta, Quinn. Demais. Você está aqui, só que não está. Não sei para onde foi ou quando partiu, mas não faço ideia de como trazer você de volta.

Todas as suas imperfeições || Colleen Hoover

20.1.20

22.2.19

Sempre teremos o verão || Jenny Han


Finalizando a semana da trilogia O verão de Jenny Han, hoje a resenha é de Sempre teremos o verão, que conclui a estória de Belly. Já aviso que se você não leu os dois primeiros pode encontrar spoiler nesta resenha. O livro começa passado uns dois anos do tempo final de Sem você não é verão. Agora a Belly está no inicio da vida acadêmica e namora o Jeremiah, inclusive eles estudam na mesma faculdade. O relacionamento dos dois vai muito bem, só que a Belly começa a reparar em algumas coisas no Jeremiah que ela não gosta. Antes ela só tinha contato com ele no verão, agora são todos os dias e a intimidade revela características que ela não sabia. O Conrad está afastado dos dois, ele agora faz faculdade na Califórnia e eles pouco tem contato.

O que dá inicio a estória mesmo é a Belly descobrindo a traição de Jeremiah, que viajou sem ela e acabou ficando com outra mulher. Eles ficam uns dias separados quando ele sugere que os dois reatem e se casem. A Belly aceita, os pais dela e o pai dele não. Daí a narrativa vai girar nos preparativos desse casamento e em todas as consequências que isso desencadeia. A impressão é que esse casamento só foi proposto para que os dois voltassem a ficar juntos e não que eles realmente acreditassem que isso daria certo. Os dois não conseguem se sustentar sozinhos, são imaturos e ainda não sabem o que querem fazer no futuro. Não que jovens não devessem se casar, mas acho que uma decisão tão séria deveria ser tomada com calma e não para reatar um relacionamento.

Meus dois grandes amores. Acho que sempre soube que me tornaria Belly Fisher um dia. Só não fazia ideia de que seria dessa forma.


O fato deles serem imaturos para um passo tão grande fica claro nas cenas que eles estão decidindo coisas do casamento. Como eles ainda são sustentados pelos pais, eles procuram um apartamento barato e nem o mais barato cabe no orçamento deles. A Belly trabalha como garçonete e o Jeremiah é estagiário na empresa do pai, mas isso não é suficiente para manter as desesperas de uma casa e a vida a dois. Quem vai bancar o casamento é o pai do Jeremiah e isso desagrada a Belly, que esperava ter dinheiro pelo menos para ajudar. A Belly nesse livro está muito perdida. No fundo ela sabe que o casamento não é uma boa ideia, mas tem medo de perder a segurança que é o relacionamento com Jeremiah.

A relação da Belly com a mãe fica muito abalada com essa história de casar. A mãe é totalmente contra e não participa dos preparativos, o que desestrutura a Belly, que num determinado momento sai de casa e volta para a casa de veraneio. Lá ela se depara com Conrad e as coisas ficam duvidosas. Ela acaba convivendo com ele e relembrando os motivos que a fizeram gostar dele. E mais, ela relembra o quanto amou esse garoto desde que ela se entende por gente e o quão difícil é deixar isso para trás. Tanto que ela fala que sempre vai amá-lo, independente de qualquer coisa. Lembra que eu comentei na resenha passada que o Jeremiah narrava o livro e o Conrad não, e que eu esperava que no terceiro isso acontecesse? Pois bem, acontece.

Os primeiros eram importantes. Mas eu tinha certeza de que os últimos eram ainda mais. E Jeremiah, seria o meu último, o meu tudo e o meu sempre.

Sempre teremos o verão || Jenny Han

22.2.19

20.2.19

Sem você não é verão || Jenny Han


Essa semana está rolando um especial com a trilogia O verão de Jenny Han. Comentei na segunda sobre o primeiro, O verão que mudou minha vida, e hoje trago as minhas impressões sobre o segundo, Sem você não é verão. O tempo da narrativa desse livro me deixou um pouco confusa. A Belly, protagonista, narra alternando passado e presente. No primeiro isso deu certo, aqui nem tanto. Você precisa prestar bem atenção para saber que tempo aquele capítulo está. No presente da narrativa a Belly está tentando superar a morte de um personagem muito importante para ela. O verão chegou e ela não vai passar com os meninos, Jeremiah e Conrad. O primeiro desde que ela nasceu.

A Belly espera o verão porque nele sua família se reúne e é a oportunidade de estar perto de Conrad, mesmo que seus sentimentos não sejam retribuídos. Essa narrativa gira na ajuda que Belly vai dar ao Jeremiah para encontrar Conrad. Ele largou as aulas de verão e sumiu. Quando ficou sabendo disso, ela não pensou duas vezes e foi ajudar a encontrá-lo. Nessa busca, a Belly vai relembrar algumas situações que ela passou nos verões anteriores e terá seus sentimentos por Conrad finalmente confrontados. Vai ser o momento em que ela ou fica com ele de uma vez, ou se liberta desse sentimento.

Isso sim é um coração partido. A agonia no peito, a dor no fundo dos olhos. A consciência de que as coisas nunca mais serão como antes. (...) Você acha que sabe o que é o amor, você acha que sabe o que é a dor de verdade, mas não sabe. A gente nãos sabe nada.


Em comparação com o primeiro, Sem você não é verão é muito mais emocional. A Belly precisa lidar com a morte de uma pessoa muito significativa para todos a sua volta e como ela nunca tinha vivenciado essa situação, não lida da melhor forma. Ela se esquiva muitas vezes e não está presente quando os meninos mais precisam dela. Isso acaba fazendo com que a Belly amadureça, mas só em relação a esse ponto. Eu tinha comentando na resenha anterior que ela crescia ao longo do livro e aqui ela regride muito. Fica mimada, lida como uma adolescente rebelde em muitos momentos. Claro que ela é isso, uma adolescente passando por fases, mas eu tinha notado uma mudança que foi por água baixo aqui. Tem que ter paciência com ela.

O triangulo amoroso ficará bem mais presente nesse livro. Jeremiah tinha se exposto no anterior, mas como eles estão passando pelo luto, isso ficou um pouco em segundo plano. Mas tem um momento nessa estória que ele assume a situação e se declara. A Belly meio que entra em parafuso, porque a paixão dela sempre foi pelo Conrad e na sua visão o Jeremiah era seu melhor amigo. Só que com a indiferença de Conrad em relação à ela, a Belly começa a olhar para o Jeremiah com outros olhos. Pensar: por que não? O Jeremiah é um menino encantador, que está ali para a Belly e se preocupa com ela. Então essa vontade de seguir em frente vai aparecer mais para o fim do livro.

Não queria cometer os mesmos erros dos meus pais. Não queria que meu amor desaparecesse um dia, como uma antiga cicatriz. Queria que ele ardesse para sempre.

Sem você não é verão || Jenny Han

20.2.19

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