Serie Cult

18.11.21

A Lenda de Lady Ferrari

A Lenda de Lady Ferrari || Disponível no Looke
Crítica por Helen Nice

Imagem: Reprodução

Baseada em uma história real, chega hoje (18) com exclusividade para os assinantes da plataforma de streaming Looke o drama de espionagem dirigido por Konstantin Maksimov "A Lenda de Lady Ferrari". No elenco temos Olga Pogodina (Elena Golubovskaya - Elle), Pawel Delag (Max Ermler) e Konstantin Kryukov (General Wrangel) entre outros. A série foi lançada na Rússia em 2020 e conta com 12 episódios. Conferimos o primeiro episódio e as primeiras impressões foram bem positivas. 

A trama é ambientada na cidade de Sebastopol, localizada na Península da Criméia, nos anos 20, quando a Rússia estava imersa em um clima de guerra civil e disputas internas. Os belos trajes que compõe o figurino deste episódio e os cenários de época nos situam temporalmente. A trilha sonora é predominantemente composta por arranjos típicos da cultura russa e completam o cenário. Paira um clima de comemorações pelo feriado local. Forças insurgentes planejam contra a vida do Comandante Chefe Pyotr Nikolavich, que resiste bravamente. Seu lema é "Quebro, mas não me curvo." 

Imagem: Reprodução

O Departamento de Inteligência se utiliza de seus agentes de espionagem para tentar descobrir quem está por trás da tentativa de assassinato. Neste jogo de gato e rato, difícil acreditar em qualquer pessoa, pois todos ocultam alguma identidade secreta. Vamos conhecer o jornalista alemão Maximilian Ermler, que trabalha como correspondente especial do Jornal da Criméia. Na verdade, ele é um espião disfarçado servindo ao Império Britânico. Max faz manobras entre o branco e o vermelho, defendendo os interesses da Inglaterra. 

Servindo aos bolcheviques russos está a bela e sensual Elena Golubovskaya, poetisa italiana conhecida como Elle Ferrari, devotada à República. Elena, a primeira espiã soviética foi encarregada de ganhar a confiança da família, matar o líder do Exército Branco e roubar a fortuna que ele acumulou. Max é encarregado de fazer uma matéria sobre a poetiza e o primeiro contato entre eles em um sarau onde Elle declama seus poemas sedutores, já dá uma ideia da tensão sensual que os une. Uma paixão avassaladora surge entre eles. Mas como equilibrar romance e intrigas políticas estando em lados opostos do jogo? 

É isso que vamos descobrir assinando os serviços do Looke diretamente na plataforma por R$16,90 mensais ou através do NOW e da Amazon Prime Vídeo. Vale conferir!!

A Lenda de Lady Ferrari

18.11.21

14.11.21

Maid

Lá vem ela falar de uma série que todo mundo já viu... Quem acompanha o site a mais tempo sabe que eu dificilmente vejo, e leio, as coisas quando elas saem, principalmente se for algo hypado. Eu gosto de esperar o burburinho passar para ver. Então aqui no site vocês vão encontrar comentários de coisas recentes e antigas também. A minha máxima é: se eu não vi, ainda é lançamento. Maid é uma minissérie da Netflix que estreou dia 1 de outubro e tem 10 episódios. Quando saiu, tudo mundo assistiu e curtiu bastante; saíram varias resenhas e vídeos e como eu curti muito também, quis escrever sobre ela. Na verdade eu quero escrever sobre os pontos que eu mais gostei. 

Maid, que em inglês significa empregada doméstica ou faxineira, conta a história da Alex Langley (Margaret Qualley), uma jovem mãe que sofre violência doméstica. A minissérie começa com a Alex saindo de casa desesperada com a filha, Maddy (Rylea Nevaeh Whittet), e procurando um lugar para ficar. Ela acabou de sofrer uma agressão psicológica e tem medo do companheiro Sean Boyd (Nick Robinson). Na verdade ela sofre agressões do namorado desde quando ele soube da gravidez, mas só quando ela percebe que a filha corre perigo é que decide sair de casa. E aí começa toda a luta dessa mãe para reaver o controle de sua vida e poder cuidar da filha.

Imagem: Reprodução

A minissérie levanta vários questionamentos dolorosos e interessantes envolvendo a Alex e sua filha. Eu vou listar os que eu mais gostei e os que eu gostaria que vocês prestassem atenção quando vissem ou que refletissem lembrando, no caso de quem já viu. Vale dizer que o projeto é baseado em um livro chamado Superação e que esse livro é baseado em fatos reais, na vida da autora Stephanie Land.

Sem rede de apoio

Quando se fala na importância da rede de apoio para apoiar mulher em situação de violência doméstica a gente está falando de Maid no sentido de quando não se tem isso. Assim que a Alex sai de casa com a filha ela não tem dinheiro, emprego e nem um lugar para ir. Ela vai passar alguns episódios morando no carro, numa balsa, na casa de um amigo que ela acabou de reencontrar. Por que isso? Porque uma das características do relacionamento abusivo é o abusador ter controle financeiro sobre a mulher. Ele paga tudo, então como ela vai sair de casa?

Percebendo que está nessa situação, a Alex procura ajuda do governo americano e preenche vários formulários para conseguir ajuda financeira e poder conseguir um lugar para ficar e creche para a filha. Eu não vou entrar em detalhes nessa parte burocrática porque eu não entendo, mas o fato é que ela vai para um abrigo de mulheres vitimas de violência doméstica e consegue o trabalho na Value Maids, que seria faxineira. 

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Mãe duas vezes

Mas como a Alex não pode contar com ninguém, ela não tem pais? Falarei sobre o pai no próximo tópico, mas a mãe merece um grande destaque. Dizem que a gente tende a repetir quando adulto o que acontece com a gente quando criança. Aqui cabe isso, pois a mãe da Alex também é uma vitima de violência doméstica. A relação das duas é complexa. Claramente a mãe tem problemas psicológicos e eu acredito que decorrentes de como ela lidou com a violência que sofreu do pai da Alex, em completa negação. A relação da mãe, interpretada pela atriz Andie MacDowell - que é mãe de verdade da Margaret, com os homens é de submissão, de um abuso recorrente.

Ela também não é estável, não tem uma casa ou renda, e não pode ajudar a filha quando ela mais precisa. Ela não está mentalmente presente. É uma personagem que, como eu disse, a gente percebe não ser mentalmente estável. A Alex acaba assumindo o papel de mãe da mãe. Ela se preocupa, cuida, e caba sendo mais um fardo para a Alex carregar.  Em muitos momentos eu acho que alguém deve ter pensado que a Alex poderia simplesmente largar a mãe para lá, mas eu não a culpo pela preocupação. Eu faria a mesma coisa.

Maid

14.11.21

29.12.20

Série Confess

Já estava querendo fazer a resenha dessa minissérie a um tempo, só que as coisas este ano foram tão atribuladas que só consegui agora. Antes tarde do que nunca, não é verdade? Se alguém ainda não sabe, lá em 2017 o livro Confesse da Colleen Hoover foi adaptado para uma minissérie de sete episódios de mais ou menos 20 minutos cada. Essa série saiu numa plataforma digital americana e tem os atores Katie Leclerc como Auburn Reed e Ryan Cooper como Owen Gentry. Ainda estão no elenco Sherilyn Fenn, Amy Pham e Brittany Furlan. A direção do seriado é de Elissa Down e a Colleen Hoover é uma das produtoras e aparece no primeiro episódio.


Eu li o livro, mas não resenhei aqui no site, então farei um resumo da estória sem spoiler. Auburn Reed é uma jovem mãe que tenta reaver a guarda do filho que deixou aos cuidados da sogra assim que ele nasceu. Só que a sogra dificulta as visitas de Auburn e não acha que ela é capaz de cuidar do filho. Para conseguir a guarda, Auburn consegue um emprego na galeria de arte de Owen, que pinta as confissões que as pessoas deixam na sua porta. A quimica entre eles é instantanea e logo eles se envolvem. Mas entra aí o grande complicador desse romance, Trey Taylor (Rocky Myers). Ele é policial, ex-cunhado de Auburn e nutre sentimentos por ela. Na cabeca de Trey, já que o irmão, pai do filho da Auburn, morreu, os dois podem ficar juntos.


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Tive dois problemas com essa minissérie: ela é muito curta e como escolheram encaixar passado e presente. Eu acho que sete episódios de 20 minutos para um livro com tanto assunto interessante ficou apertado. Para dar conta de tudo, as relações não foram tão bem aprofundadas (a relação do Owen com o pai poderia ter sido melhor explorada, por exemplo) e o final ficou corrido. Por mim eles mantinham os sete episódios, só que com 1h cada para dar tempo de ter profundidade. Em relação ao passado e presente foi o seguinte. Para contar o que aconteceu quando a Auburn teve o filho, ou como o Owen se envolveu com a polícia, eles escolheram colocar no meio das cenas do presente. Era para ter causado a sensação de surpresa, só que ficou confuso. Talvez o tempo de exibição tenha influenciado nisso, na correria de contar as coisas mais importantes em pouco tempo.


Gostei bastante da química de Katie Leclerc e Ryan Cooper, eles trabalharam juntos em outros projetos, e entregaram uma Auburn e Owen muito bons. Não vou dizer que igual ao livro porque cada um gera uma imagem de personagem, mas ficou ótimo. A ambientação da minissérie também está bem bacana. Eles investiram na galeria do Owen e trabalho dele, então tem cenas do Ryan pintando, da exposição das obras (lindas, diga-se de passagem), da venda e compra. Não tem uma trilha sonora marcante e também não é uma minissérie que explora a parte sensual. Quem lê Colleen Hoover sabe que ela tem algumas cenas nesse sentido, mas os episódios são tranquilos de assistir. O que marcou mesmo foi o romance entre os personagens, como os atores conseguiram passar que eles se gostavam tanto.


Imagem: Reprodução


Para assistir essa minissérie é um outro problema. Ela não foi lançada no Brasil, apenas nos Estados Unidos pelo que me consta. Num primeiro momento ela ficou só no serviço de streaming go90, depois foi para a Apple Tv e Prime Video. Os dois últimos até têm no Brasil, mas a minissérie não foi disponibiliza ainda. No Youtube vocês vão encontrar os primeiros episódios legendados e depois uma amiga no Instagram passou um grupo no Telegram que tem os episodios legendados. Porém, não vou compartilhar porque tem episódios que não estão completos. O que eu fiz? Vi em inglês mesmo no Vimeo. Foi o único modo de conferir essa adaptação que eu tanto tinha curiosidade. Não sei porque não lançaram por aqui, mas quem tiver interesse em ver tem que arrumar uma maracutaia para conseguir.


Tirando os dois pontos que comentei acima que não curti a minissérie é boa. Eu acho que a intenção de adaptar algo da Colleen Hoover é super válido. Ela tem livros incríveis, que debatem assuntos importantes e que muitas vezes são bem visuais. Quem acompanha aqui o site sabe que existem vários projetos de adaptação, mas que só esse foi para frente. O lado feio do amor tinha até ator escolhido, mas não deu certo. É assim que acaba tem diretor, só que com a pandemia não comentaram mais nada. Então eu fico meio triste por não ter essa autora tão boa adaptada com mais qualidade e tal. Acho que as empresas estão perdendo adaptando umas coisas tão rasas, enquanto ela fala de temas mais relevantes... enfim. Quem tiver ânimo de burlar tanto empecilho para ver, vale a pena. Pelo menos para mim valeu.


Série Confess

29.12.20

18.5.20

Sanditon - iTV

Quem segue o site no instagram sabe que eu passei o último fim de semana comentando nos stories sobre a minissérie Sanditon. Como ela é pequena, apenas 8 episódios, acabei de ver e vim comentar o que achei. A produção é da iTV, foi a primeira vez que vi uma adaptação deles, e é baseada no romance inacabado da autora inglesa Jane Austen. Sanditon foi escrita em 1817 e conta com 12 capítulos, parando onde o personagem Sidney Parker, já explico quem ele é, aparece. Então fica no imaginário de quem lê como este livro termina. Daí, que a série da iTV adapta esses 12 capítulos e finaliza o livro de acordo com o roteiro de Andrew Davies. A série, lógicamente, é de época e se passa em Sanditon, um balneário no litoral da Inglaterra.


No começo do primeiro episódio a protagonista Charlotte Heywood (Rose Williams) ajuda os donos de Sanditon, Sr. e Sra. Parker, quando eles sofrem um acidente. Como forma de agradecimento, eles convidam a jovem para passar uns tempos no balneário, na casa deles. A Charlotte é uma moça não convencional, tendo opinião forte, e ações que não condizem com as damas da época, como caçar e jogar críquete. Uma típica mocinha da Austen. Quando ela chega em Sanditon logo se envolve com as questões do balneário, que passa por sérios problemas financeiros devido a falta de visitantes. Ela também vai conhecer Sidney Parker, personagem de Theo James. Eles não vão se entender logo de cara; ele é rude com ela, fechado. Enquanto ele a acha intrometida. 

Além do núcleo principal, outros dois são interessantes de comentar. Sidney tem uma moça aos seus cuidados, Georgiana Lambe (Crystal Clarke), uma jovem negra que ao chegar no balneário causa espanto pela cor da pele. Primeira vez que Austen escreve um personagem negro. Lady Denham (Anne Reid) é uma senhora rica que vive no balneário e é uma das investidoras do empreendimento. Três parentes dela tentam arrancar um pedaço de sua herança, mas a velha é dura na queda. Prestem atenção na relação dos irmãos Sir Edward Denham (Jack Fox) e Esther Denham (Charlotte Spencer). Eles arquitetam uma forma de ser um dos herdeiros e possuem uma intimidade estranha. O que liga todos os personagens é o fato deles estarem em Sanditon e as imagens do lugar são muito bonitas, com o mar de fundo. Eles aproveitaram isso para fazer várias cenas na praia, como jogos e banhos de mar. Foi interessante ver como as mulheres tomavam banho no mar naquela época, com uma espécie de casa de banho indo até um pedaço do oceano e elas saindo de lá um pouco menos vestidas do que antes, mas ainda assim muito vestidas. As cenas de dança nessas adaptações sempre me encantam e com as que a série têm não foram diferentes.


Essa adaptação é considerada ousada para os padrões de Jane Austen, pois ela tem uma sensualidade que normalmente não vemos em outras produções de seus livros. Lembra muito os romances de época que lemos atualmente, com cenas mais sensuais e personagens menos travados. A mim não incomodou, pelo contrário, achei uma boa opção de entretenimento. Porém, é com tristeza que digo que a série termina na primeira temporada mesmo, sem uma continuação, o que me faria imensamente feliz. Devido a baixa audiência, não foi viável investir em novos episódios, o mesmo que aconteceu com Anne. Apesar disso vale totalmente a pena ver. O crescimento da protagonista, os amigos que ela faz, o desenvolvimento dos outros núcleos e a expectativa de saber se  Charlotte ficaria ou não com Sidney me fizeram ver de uma vez.

Para finalizar o final, a grande questão dessa série e que causou burburinho entre os fãs ano passando, quando foi exibida. Como é uma adaptação de um livro sem final, o roteirista escreveu o final que ele achava melhor. Porém, muita gente não gostou. Não vou falar explicitamente sobre o final para não dar spoiler, mas eu acho que esse não seria um final que a autora teria dado pois não combina com os outros romances dela. Eu particularmente fiquei mais surpresa do que gostei ou não, e mesmo querendo uma segunda temporada, a primeira finaliza bem tudo o que ela se propôs. Só ficou na minha cabeça que a Austen teria dado mais enredo para a Charlotte, que esse seria apenas o começo de sua jornada. Mas, infelizmente, isso não vai acontecer e temos que nos conformar com o que foi proposto pela iTV ou imaginar algo diferente.

Sanditon - iTV

18.5.20

28.1.20

Virgin River - 1ª temporada


Outra série vista por acaso, quando estava querendo algo para relaxar e passar o tempo. Virgin River também é uma adaptação literária e imensa. São 20 livros lançados atualmente da autora Robyn Carr. A editora Harlquin anunciou que vai lançar o primeiro livro da série em 2020 no Brasil. O enredo dessa série é mais ou menos como a de When calls the heart, com um núcleo principal e vários outros tão interessantes quanto. O enredo principal envolve a enfermeira Melinda Monroe (Alexandra Breckenridge), que saiu de Los Angles para deixar o passado para trás. Quando ela chega em Virgin River, nome da cidade e da série, encontra um lugar em que todos se conhecem e se apoiam e também conhece Jack (Martin Henderson), dono do bar local.

A ideia dessa cidade e dos moradores se apoiando é aquela ideia de cidade pequena, um se intrometendo na vida do outro, um único estabelecimento de cada tipo. Vale ressaltar que as cenas da cidade são lindas!! Não sei aonde essa série foi gravada, mas o local é maravilhoso, com cachoeiras e vida verde preservada. O local é explorado nos episódios, por isso estou avisando para prestarem atenção. Voltando a Mel e Jack. Claro que eles vão se sentir atraídos um pelo outro, mas a Mel esconde um passado que só é totalmente revelado lá pelo final. Não é bem esconder, ela quer superar e acha que uma mudança drástica vai ajudar. A gente não fica totalmente no escuro sobre o que houve com ela, porque durante os episódios alguns flashbacks dão uma ideia do que aconteceu.


O Jack também tem um passado complicado. Ele sofre de estresse pós-traumático após voltar da guerra do Afeganistão. Ele não gosta de falar sobre o assunto, mas isso afeta sua vida e seus relacionamentos, já que quem dorme com ele acaba descobrindo. A Mel chega em Virgin River para trabalhar junto com o único médico da cidade, Dr. Mullins (Tim Matheson). O seu período inicial de permanência é de 1 ano, depois disso ou ela fica na cidade ou vai embora. O romance entre Mel e Jack vai acontecer aos poucos, por causa do que houve com ela. Jack vai ser o primeiro homem que Mel vai se interessar; ele quebra o gelo aos poucos mostrando seu lado companheiro e compreensivo. É bom dizer que esse romance não tem nada de sensual, o foco aqui é no sentimento e na superação.

Tem um casal secundário que é interessante comentar, porque aborda o relacionamento entre pessoas mais velhas e envolve o Dr. Mullins e sua esposa Hope (Annette O’Toole). O médico traiu a mulher a muitos anos, 20 para ser mais exata, é ela nunca superou isso por mais que ele se desculpe. Foi uma noite que acabou em separação. Só que eles não se relacionaram com outras pessoas e nem se separaram no papel. Como a cidade é pequena, as opções são poucas, só que quando aparece alguém um dá um jeito de atrapalhar o outro. A Hope é a personagem mais chata do universo!! É muito intrometida e atrapalha a vida de muita gente. Sem brincadeira, a minha vontade era de avançar os episódios quando ela aparecia. No último episódio ela se abre e reconhece que errou em vários momentos e se desculpa com algumas pessoas. Mesmo assim você é uma chata, Hope!

Virgin River - 1ª temporada

28.1.20

24.1.20

When calls the heart - 1ª temporada


A Netflix acabou me recomendando uma série chamada When calls the heart, que lendo a sinopse descobri ser uma adaptação literária, e por causa do cara gato na chamada resolvi ver. A série se passa no início do séc. XX e tem vários núcleos, sendo o principal o que envolve a personagem Elizabeth Thatcher (Erin Krakow). Elizabeth é uma jovem professora que deixa para trás a família rica e todo o conforto da cidade grande para lecionar no interior do Canadá. Pelo que eu contei vocês já tem uma ideia de que a aura da série é meio faroeste e envole caubóis, mocinhos e vilões. Logo que chega em Coal Valley, Elizabeth se desentende com o oficial da policia montada Jack Thornton (Daniel Lissing), que seria a versão canadense do xerife. Ele será seu par nessa primeira temporada.

O vilarejo de Coal Valley vive da mineração e foi acometida por um acidente recente, 46 mineiros morreram numa explosão. Várias mulheres ficaram viúvas e perderam seus filhos. Os outros núcleos da série vão envolver essas famílias, às vezes um por episódio. São estórias sobre a investigação do que aconteceu na mina, as mulheres tendo que se virar sem o dinheiro de seus maridos, a recuperação de uma cidade que vive em prol dos mineiros, a igreja pegou foto e paira a suspeita que tenha sido intencional. Então são várias estórias para prender a gente além do romance, que mesmo sendo o ponto principal, às vezes fica em segundo plano quando surge uma trama mais interessante.


Claro que eu me prendo pelo romance, mas a estória sobre os mineiros e a explosão também prende. Tem um episódio que um dos mineiros se machuca na explosão e passa um tempo no hospital. Quando ele volta está deficiente. O episódio então vai abordar o estresse pós-traumático que ele sofre ao voltar e como é para ele se adaptar em uma cidade que vive da mineração e trabalho fora isso quase não existe. Como a cidade vive em função da mina, a empresa que está por trás dela é dona de quase todos os estabelecimentos, incluindo a casa que os mineiros vivem. Quando eles morrem, as viúvas são despejadas. Dai vão ter alguns episódios que abordam essa questão, das mulheres serem dependentes financeiramente de seus maridos e no caso deles não estarem, elas não conseguirem se virar.

A série é mais focada na estória do que nos personagens; dá a impressão que ela está preocupada em entreter com conteúdo do que com cenas amorosas. O romance entre Elizabeth e Jack não vai ser sensual nem nada disso; é uma série bem tranquila de assistir com a família. Eu tenho adorado, porque ela me lembra os romances de banca da Harlequin, com as mocinhas determinadas e mudando o seu destino, sendo mais do que uma esposa. A Elizabeth é bem assim mesmo, uma moça sonhadora que foi para Coal Valley buscando fazer a diferença na vida de seus alunos e ela consegue. Em quase todos os episódios dessa primeira temporada a Elizabeth muda a vida de um aluno, sendo dando atenção a ele e seus problemas ou abrindo suas mentes com conhecimento.

When calls the heart - 1ª temporada

24.1.20

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