18.11.21 / Elite Filmes, Looke, Seriado, Serie Cult, Séries, Streaming
A Lenda de Lady Ferrari
Já estava querendo fazer a resenha dessa minissérie a um tempo, só que as coisas este ano foram tão atribuladas que só consegui agora. Antes tarde do que nunca, não é verdade? Se alguém ainda não sabe, lá em 2017 o livro Confesse da Colleen Hoover foi adaptado para uma minissérie de sete episódios de mais ou menos 20 minutos cada. Essa série saiu numa plataforma digital americana e tem os atores Katie Leclerc como Auburn Reed e Ryan Cooper como Owen Gentry. Ainda estão no elenco Sherilyn Fenn, Amy Pham e Brittany Furlan. A direção do seriado é de Elissa Down e a Colleen Hoover é uma das produtoras e aparece no primeiro episódio.
Eu li o livro, mas não resenhei aqui no site, então farei um resumo da estória sem spoiler. Auburn Reed é uma jovem mãe que tenta reaver a guarda do filho que deixou aos cuidados da sogra assim que ele nasceu. Só que a sogra dificulta as visitas de Auburn e não acha que ela é capaz de cuidar do filho. Para conseguir a guarda, Auburn consegue um emprego na galeria de arte de Owen, que pinta as confissões que as pessoas deixam na sua porta. A quimica entre eles é instantanea e logo eles se envolvem. Mas entra aí o grande complicador desse romance, Trey Taylor (Rocky Myers). Ele é policial, ex-cunhado de Auburn e nutre sentimentos por ela. Na cabeca de Trey, já que o irmão, pai do filho da Auburn, morreu, os dois podem ficar juntos.
Tive dois problemas com essa minissérie: ela é muito curta e como escolheram encaixar passado e presente. Eu acho que sete episódios de 20 minutos para um livro com tanto assunto interessante ficou apertado. Para dar conta de tudo, as relações não foram tão bem aprofundadas (a relação do Owen com o pai poderia ter sido melhor explorada, por exemplo) e o final ficou corrido. Por mim eles mantinham os sete episódios, só que com 1h cada para dar tempo de ter profundidade. Em relação ao passado e presente foi o seguinte. Para contar o que aconteceu quando a Auburn teve o filho, ou como o Owen se envolveu com a polícia, eles escolheram colocar no meio das cenas do presente. Era para ter causado a sensação de surpresa, só que ficou confuso. Talvez o tempo de exibição tenha influenciado nisso, na correria de contar as coisas mais importantes em pouco tempo.
Gostei bastante da química de Katie Leclerc e Ryan Cooper, eles trabalharam juntos em outros projetos, e entregaram uma Auburn e Owen muito bons. Não vou dizer que igual ao livro porque cada um gera uma imagem de personagem, mas ficou ótimo. A ambientação da minissérie também está bem bacana. Eles investiram na galeria do Owen e trabalho dele, então tem cenas do Ryan pintando, da exposição das obras (lindas, diga-se de passagem), da venda e compra. Não tem uma trilha sonora marcante e também não é uma minissérie que explora a parte sensual. Quem lê Colleen Hoover sabe que ela tem algumas cenas nesse sentido, mas os episódios são tranquilos de assistir. O que marcou mesmo foi o romance entre os personagens, como os atores conseguiram passar que eles se gostavam tanto.
Para assistir essa minissérie é um outro problema. Ela não foi lançada no Brasil, apenas nos Estados Unidos pelo que me consta. Num primeiro momento ela ficou só no serviço de streaming go90, depois foi para a Apple Tv e Prime Video. Os dois últimos até têm no Brasil, mas a minissérie não foi disponibiliza ainda. No Youtube vocês vão encontrar os primeiros episódios legendados e depois uma amiga no Instagram passou um grupo no Telegram que tem os episodios legendados. Porém, não vou compartilhar porque tem episódios que não estão completos. O que eu fiz? Vi em inglês mesmo no Vimeo. Foi o único modo de conferir essa adaptação que eu tanto tinha curiosidade. Não sei porque não lançaram por aqui, mas quem tiver interesse em ver tem que arrumar uma maracutaia para conseguir.
Tirando os dois pontos que comentei acima que não curti a minissérie é boa. Eu acho que a intenção de adaptar algo da Colleen Hoover é super válido. Ela tem livros incríveis, que debatem assuntos importantes e que muitas vezes são bem visuais. Quem acompanha aqui o site sabe que existem vários projetos de adaptação, mas que só esse foi para frente. O lado feio do amor tinha até ator escolhido, mas não deu certo. É assim que acaba tem diretor, só que com a pandemia não comentaram mais nada. Então eu fico meio triste por não ter essa autora tão boa adaptada com mais qualidade e tal. Acho que as empresas estão perdendo adaptando umas coisas tão rasas, enquanto ela fala de temas mais relevantes... enfim. Quem tiver ânimo de burlar tanto empecilho para ver, vale a pena. Pelo menos para mim valeu.
Outra série vista por acaso, quando estava querendo algo para relaxar e passar o tempo. Virgin River também é uma adaptação literária e imensa. São 20 livros lançados atualmente da autora Robyn Carr. A editora Harlquin anunciou que vai lançar o primeiro livro da série em 2020 no Brasil. O enredo dessa série é mais ou menos como a de When calls the heart, com um núcleo principal e vários outros tão interessantes quanto. O enredo principal envolve a enfermeira Melinda Monroe (Alexandra Breckenridge), que saiu de Los Angles para deixar o passado para trás. Quando ela chega em Virgin River, nome da cidade e da série, encontra um lugar em que todos se conhecem e se apoiam e também conhece Jack (Martin Henderson), dono do bar local.
A ideia dessa cidade e dos moradores se apoiando é aquela ideia de cidade pequena, um se intrometendo na vida do outro, um único estabelecimento de cada tipo. Vale ressaltar que as cenas da cidade são lindas!! Não sei aonde essa série foi gravada, mas o local é maravilhoso, com cachoeiras e vida verde preservada. O local é explorado nos episódios, por isso estou avisando para prestarem atenção. Voltando a Mel e Jack. Claro que eles vão se sentir atraídos um pelo outro, mas a Mel esconde um passado que só é totalmente revelado lá pelo final. Não é bem esconder, ela quer superar e acha que uma mudança drástica vai ajudar. A gente não fica totalmente no escuro sobre o que houve com ela, porque durante os episódios alguns flashbacks dão uma ideia do que aconteceu.
O Jack também tem um passado complicado. Ele sofre de estresse pós-traumático após voltar da guerra do Afeganistão. Ele não gosta de falar sobre o assunto, mas isso afeta sua vida e seus relacionamentos, já que quem dorme com ele acaba descobrindo. A Mel chega em Virgin River para trabalhar junto com o único médico da cidade, Dr. Mullins (Tim Matheson). O seu período inicial de permanência é de 1 ano, depois disso ou ela fica na cidade ou vai embora. O romance entre Mel e Jack vai acontecer aos poucos, por causa do que houve com ela. Jack vai ser o primeiro homem que Mel vai se interessar; ele quebra o gelo aos poucos mostrando seu lado companheiro e compreensivo. É bom dizer que esse romance não tem nada de sensual, o foco aqui é no sentimento e na superação.
Tem um casal secundário que é interessante comentar, porque aborda o relacionamento entre pessoas mais velhas e envolve o Dr. Mullins e sua esposa Hope (Annette O’Toole). O médico traiu a mulher a muitos anos, 20 para ser mais exata, é ela nunca superou isso por mais que ele se desculpe. Foi uma noite que acabou em separação. Só que eles não se relacionaram com outras pessoas e nem se separaram no papel. Como a cidade é pequena, as opções são poucas, só que quando aparece alguém um dá um jeito de atrapalhar o outro. A Hope é a personagem mais chata do universo!! É muito intrometida e atrapalha a vida de muita gente. Sem brincadeira, a minha vontade era de avançar os episódios quando ela aparecia. No último episódio ela se abre e reconhece que errou em vários momentos e se desculpa com algumas pessoas. Mesmo assim você é uma chata, Hope!
A Netflix acabou me recomendando uma série chamada When calls the heart, que lendo a sinopse descobri ser uma adaptação literária, e por causa do cara gato na chamada resolvi ver. A série se passa no início do séc. XX e tem vários núcleos, sendo o principal o que envolve a personagem Elizabeth Thatcher (Erin Krakow). Elizabeth é uma jovem professora que deixa para trás a família rica e todo o conforto da cidade grande para lecionar no interior do Canadá. Pelo que eu contei vocês já tem uma ideia de que a aura da série é meio faroeste e envole caubóis, mocinhos e vilões. Logo que chega em Coal Valley, Elizabeth se desentende com o oficial da policia montada Jack Thornton (Daniel Lissing), que seria a versão canadense do xerife. Ele será seu par nessa primeira temporada.
O vilarejo de Coal Valley vive da mineração e foi acometida por um acidente recente, 46 mineiros morreram numa explosão. Várias mulheres ficaram viúvas e perderam seus filhos. Os outros núcleos da série vão envolver essas famílias, às vezes um por episódio. São estórias sobre a investigação do que aconteceu na mina, as mulheres tendo que se virar sem o dinheiro de seus maridos, a recuperação de uma cidade que vive em prol dos mineiros, a igreja pegou foto e paira a suspeita que tenha sido intencional. Então são várias estórias para prender a gente além do romance, que mesmo sendo o ponto principal, às vezes fica em segundo plano quando surge uma trama mais interessante.
Claro que eu me prendo pelo romance, mas a estória sobre os mineiros e a explosão também prende. Tem um episódio que um dos mineiros se machuca na explosão e passa um tempo no hospital. Quando ele volta está deficiente. O episódio então vai abordar o estresse pós-traumático que ele sofre ao voltar e como é para ele se adaptar em uma cidade que vive da mineração e trabalho fora isso quase não existe. Como a cidade vive em função da mina, a empresa que está por trás dela é dona de quase todos os estabelecimentos, incluindo a casa que os mineiros vivem. Quando eles morrem, as viúvas são despejadas. Dai vão ter alguns episódios que abordam essa questão, das mulheres serem dependentes financeiramente de seus maridos e no caso deles não estarem, elas não conseguirem se virar.
A série é mais focada na estória do que nos personagens; dá a impressão que ela está preocupada em entreter com conteúdo do que com cenas amorosas. O romance entre Elizabeth e Jack não vai ser sensual nem nada disso; é uma série bem tranquila de assistir com a família. Eu tenho adorado, porque ela me lembra os romances de banca da Harlequin, com as mocinhas determinadas e mudando o seu destino, sendo mais do que uma esposa. A Elizabeth é bem assim mesmo, uma moça sonhadora que foi para Coal Valley buscando fazer a diferença na vida de seus alunos e ela consegue. Em quase todos os episódios dessa primeira temporada a Elizabeth muda a vida de um aluno, sendo dando atenção a ele e seus problemas ou abrindo suas mentes com conhecimento.








/https://skoob.s3.amazonaws.com/livros/766432/CORRENDO_DESCALCA_1521877683766432SK1521877683B.jpg)
/https://skoob.s3.amazonaws.com/livros/1103675/VERITY_15816071171103675SK1581607120B.jpg)








Social Icons