Editora Zahar

22.3.17

A Bela e a Fera - Zahar || Especial 1/3

Era para esse especial ser postado tem um tempinho, mas problemas familiares atrasaram o que seria uma série de três vídeos marcando a estreia do filme A Bela e a Fera. Mas, antes tarde do que nunca e hoje trago o primeiro vídeo do especial, com a resenha da edição da editora Zahar e suas duas versões do conto.

O próximo vídeo vai trazer os meus comentários sobre o filme, que estreou no último dia 16, e o último vídeo é sobre livros que são inspirados em A Bela e a Fera. Espero que vocês gostem e acompanhem todo o especial.


A Bela e a Fera
Jeanne-Marie Leprince de Beaumont...
Editora Zahar: Twitter/Facebook

Adquira o livro nos seguintes links e ajude o site: 

A Bela e a Fera - Zahar || Especial 1/3

22.3.17

1.11.15

Últimos lançamentos da Editora Zahar

Tá que o Halloween foi ontem, mas essa novidade da Editora Zahar vale para a vida toda!! Eles lançaram uma edição comentada e ilustrada de Drácula. Todos os links ativados vocês encontram aqui.

Aguardem as resenhas dos livros do Sherlock Holmes aqui no site.


Últimos lançamentos da Editora Zahar

1.11.15

21.10.15

Caixa de Correio #80 - Cortesia das editoras parceiras!

Mais uma caixinha de correio, e essa deveria ser temática editora Aleph. Chegou bastante coisa deles e de outras editoras também. Confiram!


*Cortesia editora Harlequin*

1. Feridas de amor - Diana Palmer

*Cortesia editora Zahar*

2. O signo dos quatro - Arthur Conan Doyle
3. O vale do medo - Arthur Conan Doyle

*Cortesia editora Novo Conceito*

4. Preciso do seu amor - Bella Andre 

*Cortesia editora Essência*

5. Pela lente do amor - Megan Maxwell

*Cortesia editora Aleph*

6. Sombras do império - Steve Perry
7. Takin - James Luceno
8. Tropas estelares - Robert A. Heinlein
9. Cyberstorm - Matthew Mather

Caixa de Correio #80 - Cortesia das editoras parceiras!

21.10.15

26.7.15

Editora Zahar lança edição comemorativa de Alice no país das maravilhas

Em 2015 o livro Alice no país das maravilhas completa 150 anos e para comemorar a data a editora Zahar lançou uma linda edição, comemorativa, do livro. Confiram mais detalhes do livro e outros lançamentos de julho da editora.

Alice: edição comemorativa 150 anos
Alice no País das Maravilhas e Através do espelho e o que Alice encontrou por lá
Lewis Carroll
312 páginas
De R$89,90 por R$79,90


Edição luxuosa e limitada que comemora os 150 anos de Alice. Reúne em um só volume as duas obras mais emblemáticas de Lewis Carroll com texto integral em excelente tradução vencedora do Prêmio Jabuti, além de projeto gráfico primoroso em dupla face, capa dura e com ilustrações de uma especialista no mundo de Alice: Adriana Peliano, artista plástica e presidente da Sociedade Lewis Carroll do Brasil. Saiba mais.

Editora Zahar lança edição comemorativa de Alice no país das maravilhas

26.7.15

29.5.15

Últimos lançamentos da editora Zahar e Pequena Zahar

Confiram abaixo os últimos lançamentos da editora Zahar e Pequena Zahar.




Últimos lançamentos da editora Zahar e Pequena Zahar

29.5.15

13.5.15

Caixa de Correio #75 - Cortesia das editoras parceiras!

Caixa de correio no ar!! Já tem um tempinho que não gravo, mas não chegou tanta coisa assim de lá para cá. A próxima também vai demorar um pouco.


*Cortesias do Grupo Record*

1. Uma história de amor e TOC - Corey Ann Haydu (Resenha)
2. Pequenos Deuses - Terry Pratchett
3. As Mais Belas Histórias da Antiguidade Clássica - Gustav Schwab (Resenha)
4. A vidente - Barbara Wood (Resenha)

*Cortesia Geração Editorial*

5. Daisy está na cidade - Rachel Gibson

 *Cortesia Editora Zahar*

6. Hamlet ou Amleto? - Rodrigo Lacerda (Resenha)

 *Cortesia Editora Aleph*

7. Kenobi - John Jackson Miller

*Cortesia Editora Arqueiro*

8. A transformação de Raven - Sylvain Reynard (Resenha)
9. Bruxa da noite - Nora Roberts (Resenha)
10. Segredos de um pecador - Madeline Hunter
11. Ligeiramente maliciosos - Mary Balogh

Caixa de Correio #75 - Cortesia das editoras parceiras!

13.5.15

27.4.15

Resenha: Hamlet ou Amleto?


Um guia que conduz o leitor numa jornada irresistível pelo universo shakespeariano e por um dos textos mais importantes e centrais do teatro e da nossa cultura. 

O premiado escritor Rodrigo Lacerda faz uma adaptação que não apenas reconta a história do príncipe Hamlet, tal qual Shakespeare a escreveu, mas põe o jovem leitor curioso (e também o adulto preguiçoso) em contato direto com a força de sua poesia dramática. 

Muito mais que uma simples adaptação, o que temos é, de fato, um guia para Hamlet. O autor apresenta o original de Shakespeare - informando, comentando e mergulhando em todas as referências sobre cada ato e cena da peça - e o costura com a sua própria narrativa moderna e em linguagem contemporânea da história do príncipe dinamarquês.

Como diz Luis Fernando Verissimo no texto de quarta capa, "o que o Rodrigo fez não foi Shakespeare para os simples, foi ajudar a vencer os obstáculos e ir direto ao inesquecível, o fantástico e o poético. Hamlet depurado, um atalho para o encantamento". 

Ao final, o livro traz um apêndice com três breves seções onde Lacerda indica e lista: "Hamlets que li", "Hamlets que vi" e os "Elogios, críticas, paródias e anedotas sobre Hamlet".

Duvida que as estrelas sejam fogo, 
Duvida que o sol tenha luz e calor; 
Duvida da verdade como um jogo, 
Mas não duvides, nunca, do meu amor.

Hamlet é uma peça escrita ora em prosa, ora em verso e conta a história do príncipe Dinamarquês, Hamlet. Após perder o pai, o reio da Dinamarca, sua mãe se casa novamente com seu tio Claudius, gerando nele grande desconforto, ressentimento e dúvidas. Enquanto isso, em outro lugar, seu amigo Horácio e mais um soldado veem o espectro de seu pai, porém não conseguem se comunicar com ele.

Resenha: Hamlet ou Amleto?

27.4.15

4.3.15

Últimos lançamentos das editoras Zahar e Pequena Zahar

Quando eu recebo esse email de novidades da editora Zahar e Pequena Zahar é sempre uma alegria, muito livro interessante que a gente até se perde. Vejam só!




Últimos lançamentos das editoras Zahar e Pequena Zahar

4.3.15

8.2.15

Novidades da editora Zahar e Pequena Zahar

A editora Zahar e Pequena Zahar estão com ótimas novidades. As edições bolso luxo ganham um novo livro e vejam os outros que estão por vir. Mais lançamentos abaixo.




Leia o primeiro capítulo do livro com exclusividade no site da Zahar!


Novidades da editora Zahar e Pequena Zahar

8.2.15

17.12.14

Últimos lançamentos do ano da editora Zahar

Era para eu ter postado essas novidades bem antes, mas o que vale é conferir quais são os últimos lançamentos da Zahar. Estou com uma curiosidade imensa para conhecer o autor Stefan Zweig.


O posfácio e prefácio do livro é de Alberto Dines, autoridade internacional em Zweig. Assista, com exclusividade no canal da Zahar no Youtube, ao jornalista falando sobre a trajetória do autor.

Últimos lançamentos do ano da editora Zahar

17.12.14

14.11.14

Novidades da editora Zahar e Pequena Zahar

Novembro está recheado de novidades da editora Zahar e Pequena Zahar. Entre elas um novo livro comentado do Doyle, e não é da série Sherlock. Vejam também que gracinha a foto da editora com o livro A raiva do selo infantil deles.




'Martin Luther King por ele mesmo', Revista Isto É 

'A vida é uma história contínua de sonhos destruídos', escreveu ele poucos dias antes de ser assassinado em um quarto do Hotel Lorraine, em Memphis.'

Novidades da editora Zahar e Pequena Zahar

14.11.14

28.9.14

Últimas novidades e lançamentos da editora Zahar e seu selo Pequena Zahar

Vamos conhecer os últimos lançamentos e as novidades que a Zahar e a Pequena Zahar preparou? Destaque para o infantil Grimble que já chegou para o site e em breve será resenhado e sorteado.



Trótski 
Exílio e assassinato de um revolucionário 
Bertrand M. Patenaude


Baseado em vasta pesquisa original e com impressionante força narrativa, Bertrand M. Patenaude apresenta a trágica e fascinante biografia de Leon Trótski, tendo como ponto de partida seu exílio no México, entre 1937 e 1940, quando é assassinado. 

O autor entrelaça magistralmente a história dos últimos anos de vida de Trótski com flashbacks de episódios cruciais de sua carreira como jovem marxista, herói revolucionário, chefe do Exército Vermelho, líder bolchevique, proscrito da URSS de Stálin e finalmente herege do Kremlin, marcado para morrer pela polícia secreta do regime. 

408 páginas 
Impresso: R$59,90 
e-book: R$39,90 

Últimas novidades e lançamentos da editora Zahar e seu selo Pequena Zahar

28.9.14

20.8.14

Resenha de Ouro: Os Maias



O que se faz ao longo dos dezoito capítulos deste romance de Eça é a dissecação da sociedade portuguesa de sua época, que ele se esmera em expor para apontar os males e a degeneração. Vêem-se, assim, no grande quadro social anatomizado pelo realismo de Eça de Queirós: o clero e a sua influência danosa ao pensamento e modo de vida portugueses; as moléstias sociais das média e alta burguesia lisboetas, com seus inúmeros e desastrosos casos de adultério; os ambientes literários e políticos, sua corrupção e tacanhice intelectual. 

Se é fato que a ironia é um dos grandes trunfos para a grandeza da escrita queirosiana, em Os Maias ela serve como potencializadora da tarefa trágica e também tão irônica do Destino. Talvez isso explique, em parte, a força de um romance, que, mais de um século depois de sua primeira publicação, é ainda capaz de atrair tantos leitores e de criar tamanho interesse.

Os Maias conta a estória da família Maia passando por três gerações. Primeiro com Afonso da Maia, depois Pedro da Maia e por fim Carlos da Maia, sendo esse último o foco da narrativa. Carlos é filho de Pedro e neto de Afonso, sendo que o do meio falece em um determinado ponto e o filho fica aos cuidados do avô. Todas as três gerações vivem em um casarão chamado Ramalhete, que tem um simbologia importante percebida ao longo da narrativa. Quando se estabelece no casarão ao lado do avô e já formado em medicina, Carlos se apaixona por Maria Eduarda, sem saber que a mesma é sua irmã e que eles foram separados antes do pai de ambos falecer. O enredo se desenvolve entre dois paralelos, o romance entre Carlos e Maria e as intrigas da sociedade portuguesa do séc. 19.

Embora fale sobre três gerações, o livro pode ser dividido em duas partes: antes e depois de Carlos. A parte que o Pedro aparece é bem mais trágica e menor se levarmos em consideração que os reais protagonistas só aparecem depois que ele morre e na segunda parte. Carlos da Maia tem uma personalidade forte e que costuma impor o que deseja. Na verdade ele pensa mais no que quer, no que é certo. Quando descobre que é irmão de Maria Eduarda, ele deseja levar o romance adiante mesmo assim e não conta logo de cara para ela o parentesco entre eles. Já a Maria Eduarda é mais condescendente em relação aos desejos de Carlos. Ela só toma uma atitude em relação aos dois, quando algo de grave acontece envolvendo a família.

Resenha de Ouro: Os Maias

20.8.14

22.7.14

Editora Zahar lança edição ilustrada e comentada de Robin Hood

Sempre que posto novidades da editora Zahar é uma animação sem tamanho, porque vocês sabem que vem clássicos em edições lindíssimas por aí. Só que como digo nos posts, se atenham também para os outros lançamentos da editora como na área de Ciências Sociais, História e os infantis com o selo Pequena Zahar.

As aventuras de Robin Hood - Alexandre Dumas

O clássico Robin Hood encontra sua melhor versão literária no talento inquestionável de Alexandre Dumas.

Essa edição reúne pela primeira vez os dois volumes de Alexandre Dumas sobre Robin Hood: O príncipe dos ladrões e O proscrito. Além do texto integral em cuidadosa tradução, traz ainda dezenas de notas, cronologia e uma esclarecedora apresentação.

Ambientado na Inglaterra nos séculos XII e XIII, em especial sob o tumultuado reinado de Ricardo Coração de Leão, o livro traz as peripécias do fora da lei e seu bando dos alegres homens da floresta em busca de justiça e igualdade, e também de diversão.

Nas matas de Sherwood e Barnsdale, acompanhamos os embates de Robin com o xerife de Nottingham, sua história de amor com Lady Marian e sua parceria com o leal João Pequeno e frei Tuck - tudo isso, e muito mais, na narrativa ágil e mordaz que é marca registrada do autor.

Alexandre Dumas (1802-1870) foi um romancista francês autor de clássicos da literatura de aventura, como Os três mosqueteiros e O conde de Monte Cristo. Suas histórias foram traduzidas para cerca de uma centena de idiomas e inspiraram mais de 200 filmes. Além das obras citadas acima, a Zahar já lançou do autor A mulher da gargantilha de veludo e outras histórias de terror – volume com duas novelas; a biografia Napoleão; e os livros de culinária Memórias gastronômicas de todos os tempos e Grande dicionário de culinária.


Os detetives do Prédio Azul: Os mistérios de Mila - Flávia Lins e Silva 

Mais aventura e muito mais mistério com os inseparáveis detetives do Prédio Azul.

Escrito a partir do sucesso da série homônima exibida no canal infantil Gloob, esse é o segundo livro da série que traz as divertidas aventuras de Capim, Mila e Tom, amigos que brincam de detetive e desvendam todos os mistérios que surgem no prédio em que moram. A maior inimiga da turma é a síndica dona Leocádia, que odeia crianças e gosta de dar ordens em todo mundo.

Nessa aventura, narrada pela detetive Mila, uma missão mais do que enigmática, cheia de magia, com plantas que falam e um livro de bruxaria!

"Coisas pra lá de estranhas acontecem no Prédio Azul... Além de a minha bateria ter sumido, encontrei uma misteriosa mala escondida atrás da cama do meu pai. Dentro dela, quatro objetos mais do que enigmáticos: uma capa preta, o diário de uma certa Anete L., um frasco com um líquido cor-de-rosa e um livro de... bruxaria! Por que meu pai guardaria tudo aquilo? Eu não tinha a menor ideia! E o que dona Leocádia, a síndica - e nossa suspeita preferida -, teria a ver com isso? É o que eu, Tom e Capim, meus melhores amigos, vamos tentar descobrir nessa missão que pode mudar a minha vida! Abra o livro e embarque com a gente nessa aventura cheia de magia! Ass: Detetive Mila."

Flávia Lins e Silva cresceu lendo os livros de suspense de Agatha Christie, Arthur Conan Doyle, e também a série de livros A inspetora, escrita por Ganymédes José. Trabalhou durante dezesseis anos como roteirista da TV Globo e, em 2012, criou para o canal Gloob a série Detetives do Prédio Azul. Tem mais de dez livros publicados, entre eles Diário de Pilar na Grécia, Diário de Pilar na Amazônia, Diário de Pilar no Egito, Diário de Pilar em Machu Picchu e Nas folhas do chá, editados pela Zahar. Veja mais em www.flavialinsesilva.com.br


Uma história do mundo em doze mapas - Jerry Brotton 

Um olhar fascinante sobre doze mapas - da Grécia Antiga ao Google Earth - e como eles marcaram o nosso mundo Objetos de encanto e deslumbramento, os mapas têm sido usados através dos séculos para promover interesses políticos, religiosos e econômicos. 

Da tabuleta de argila à tela de computador, passando por Ptolomeu, o "pai da geografia", pelos mundos árabe e oriental e pelo Renascimento, o historiador e especialista em cartografia Jerry Brotton explora doze dos mapas mais importantes da história, num panorama repleto de controvérsias e manipulações.

Repleto de belíssimas ilustrações, o autor analisa os mapas abaixo recriando o contexto de cada um deles, conta as histórias de quem os criou e por quê, e revela a sua influência sobre a forma como vemos o mundo:

- A Geografia de Ptolomeu, c.150 d.C.
- Al-Idrisi, 1154 d.C.
- O mapa-múndi de Hereford, c.1300
- O mapa mundial Kangnido, 1402
- Martin Waldseemüller, mapa do mundo, 1507
- Diogo Ribeiro, mapa do mundo, 1529
- Gerard Mercator, mapa do mundo, 1569
- Joan Blaeu, Atlas maior, 1662
- Família Cassini, mapa da França, 1793
- Halford Mackinder, "O eixo geográfico da história", 1904
- A projeção de Peters, 1973
- Google Earth, 2012


"É maravilhosa a ideia de Brotton de traçar com os mapas os padrões do pensamento humano e da civilização." The Guardian

"Brotton é extremamente sensível aos contextos sociais, políticos e religiosos que desvendam por que os mapas foram feitos, por quem e com que objetivos." History Today

"A base intelectual por trás das imagens é transmitida com uma erudição encantadora. Não há nada mais subversivo que um mapa." Spectator

"Como demonstra esse livro deslumbrante e lindamente ilustrado, desde os tempos mais remotos os mapas carregam um grande peso simbólico... Uma história rica e infinitamente cativante." Daily Telegraph

"Leitura absorvente." Financial Times

"Um estudo estimulante e provocador de como a mistura de ciência, política e até mesmo religião influenciou e continua a influenciar a cartografia." Booklist 

Jerry Brotton é professor de Estudos do Renascimento na Queen Mary University of London e um dos maiores especialistas em cartografia renascentista e história dos mapas. Autor de livros traduzidos para mais de quatorze línguas, como The Sale of the Late King’s Goods e The Renaissance, também escreve e apresenta programas de TV e rádio.


Cegueira moral: A perda da sensibilidade na modernidade líquida
Zygmunt Bauman e Leonidas Donskis

Do mesmo autor do best-seller Amor Líquido. O mal não está restrito às guerras ou às circunstâncias nas quais pessoas atuam sob condições de coerção extrema.

Hoje ele se revela com frequência na insensibilidade diária diante do sofrimento do outro, na incapacidade ou recusa de compreendê-lo e no desejo de controlar a privacidade alheia. A maldade e a miopia ética se ocultam naquilo que consideramos comum e banal na vida cotidiana.

Em um mundo em que se você não está nas redes sociais, não está em lugar nenhum, novas formas de censura correm soltas nas demonstrações de ódio via internet. E esse é apenas um dos sintomas dessa cegueira moral que caracteriza nossas sociedades.

Com originalidade, ela é analisada por Zygmunt Bauman e pelo filósofo e cientista político lituano Leonidas Donskis em cinco diálogos organizados segundo temas.

Uma leitura fundamental e de grande interesse para todos aqueles que se preocupam com as mudanças mais profundas que, silenciosamente, moldam a vida dos homens na modernidade líquida.

Zygmunt Bauman é o grande pensador da modernidade – a qual qualificou com o célebre conceito de “liquidez”. O sociólogo tem vasta obra sobre temas contemporâneos, com destaque para o best-seller Amor líquido. Nasceu na Polônia e mora na Inglaterra desde 1971. Professor emérito das universidades de Varsóvia e Leeds, tem mais de trinta livros publicados no Brasil pela Zahar, com enorme sucesso de público.

Leonidas Donskis é filósofo e cientista político, professor na Universidade Vytautas Magnus, na Lituânia, e membro do Parlamento Europeu.


O voo de Vadinho - Fernando Vilela
Com texto do poeta e compositor Álvaro Faleiros e ilustrações do premiado Fernando Vilela


Vadinho é um vaga-lume que desperta sempre devagarinho. Quando o dia surge recomeça seu caminho, sem saber qual será o seu destino... E vagando por aí, encontra uma porção de bichos, cada qual com seu poema.

Barbara, a barata, com sua vidinha ingrata.
Milena, a minhoca, que rebola e se enrosca.
Mariana, a mosquinha bacana.
Olga, a pulga, que pula, pula e dança polca.
Livia, que é mesmo uma bela libélula, e também é muito rápida...
Mas alguém sabe onde anda a menina Marieta, a linda borboleta?
E Zizi, a muriçoca, que se casou com Zito, o mosquito?

De bicho em bicho, Vadinho segue seu passeio, descobrindo os encantos que se encontram no jardim. E lá se vão mais um dia, mais uma tarde... Até que a noite chega e escurece tudo em volta. O que será que Vadinho encontrará?

Fernando Vilela é artista plástico, designer, professor, escritor e ilustrador de livros. Autor e ilustrador de livros para crianças e jovens, recebeu o Prêmio Jabuti por três vezes. Como artista plástico, participou de mostras no Brasil e no exterior e seus trabalhos constam de importantes coleções de museus como o MoMA de Nova York, a Pinacoteca do Estado de São Paulo e o Museu Nacional Belas Artes do Rio de Janeiro. Seus trabalhos podem ser vistos em www.fernandovilela.com.br 

Álvaro Faleiros é poeta, tradutor, compositor e professor de literatura francesa na USP. Publicou diversos livros de poesia, dentre os quais Coágulos, Meio mundo e o cordel Auto do Boi d’Água, e como compositor tem dois discos gravados, Água minha e Da pé. É autor de outros dois livros infantis, O sapoeta, em parceira com Fernando Vilela, e O caminho das pedras. 

Editora Zahar lança edição ilustrada e comentada de Robin Hood

22.7.14

13.6.14

Ano de estreia da Pequena Zahar é marcado por prêmios + Lançamentos da Zahar

Com apenas um ano de idade o selo infantil da editora Zahar, Pequena Zahar, marca presença nas listas de prêmios. Confiram quais o selo já ganhou e os seus lançamentos. Aqui vocês conseguem ver a postagem abaixo completa, com todos os links funcionando.

No fim do pots tem os últimos lançamentos da Zahar, incluindo o lindo clássico Os Maias (edição comentada e ilustrada), que o site já recebeu e em breve vocês conferem a resenha por aqui.







Lançamentos da Zahar

*Clique nas imagens para mais informações sobre o livro.

http://www.zahar.com.br/livro/os-maias-0 http://www.zahar.com.br/livro/pense-no-garfo http://www.zahar.com.br/livro/matem%C3%A1tica-nos-tribunais
http://www.zahar.com.br/livro/nietzsche-na-it%C3%A1lia http://www.zahar.com.br/livro/o-que-o-c%C3%A9rebro-tem-para-contar

Ano de estreia da Pequena Zahar é marcado por prêmios + Lançamentos da Zahar

13.6.14

25.5.14

Caixa de Correio #59 - Cortesia das editoras parceiras!

Este mês de maio só fiz uma caixa de correio, juntei tudo o que chegou e mostrei no vídeo abaixo. Ficou um pouco longo, mas espero que gostem.


*Cortesias editora Novo Conceito*

1. Os solteiros - Meredith Goldstein
2. A rosa da meia-noite - Lucinda Riley
3. O retrato - Charlie Lovett
4. Boneca de ossos - Holly Black

*Cortesias editora Harlequin*

5. Em busca do amor - Shirley Jump
6. Coração em fúria - Diana Palmer

*Cortesias editora Record*

7. Austenlândia - Shannon Hale (Resenha)

*Cortesias editora Galera*

8. Sempre teremos o verão - Jenny Han

*Cortesias Única Editora* 

9. O teste - Joelle Charbonneau

*Cortesias editora Biruta*  

10. Primavera - Oskar Luts

*Cortesias editora Geração*  

11. Chamado ás armas - Elle Casey

*Cortesias editora iD*   

12. Partials - Dan Wells

*Cortesias editora Zahar*   

13. Os Maias -Eça de Queirós

Caixa de Correio #59 - Cortesia das editoras parceiras!

25.5.14

2.5.14

Novidades das editora Zahar e Pequena Zahar

Espero que todos tenham gostado do mês especial que fiz no site com várias resenhas da editora. Quem não acompanhou é só colocar o nome da Zahar na pesquisa que vai aparecer. Adorei fazer e com todas as resenhas as novidades acabaram não sendo postadas. Então vamos as novidades recentes tanto da Zahar quanto do seu selo infantil, Pequena Zahar.

Dou uma boa dica pra vocês no fim do post, confiram também.

O Misantropo - Molière


Considerada um dos pontos mais altos da obra de Molière, O misantropo tem impecável tradução de Barbara Heliodora. 

"A Europa olha para esse livro como a obra-prima da alta comédia." - Voltaire 

"Reli incessantemente O misantropo, uma das peças que me são mais caras." - Goethe 

Encenada pela primeira vez em 1666, a peça narra as dificuldades sociais de Alceste, um cavalheiro do século XVII extremamente crítico da hipocrisia e da falsidade dos modos elogiosos e educados da corte de Luís XIV, e apaixonado por Célimène, uma coquete que se deixa cortejar por outros homens e se entedia profundamente com as convenções e obrigações da sociedade da época. O "embate" entre os dois, personalidades muito diferentes, é contado em cinco atos, com as falas compostas em versos alexandrinos. 

 Como ouvir as crianças - Claude Halmos


Em linguagem extremamente acessível, Como ouvir as crianças é leitura essencial a todos os que estão às voltas com as dores e as delícias de educar, sejam pais, psicólogos ou professores. 

Unindo fundamentos teóricos com a prática diária, a experiente psicanalista Claude Halmos tem uma forma muito clara de se posicionar. Ela se propõe aqui a ajudar os pais a ouvir seus filhos e a entender a importância de falar corretamente com eles, através de uma fala que não os infantilize demais. 

Partindo de perguntas que lhe são feitas por crianças e adolescentes em sua coluna na revista Psychologies, a autora ajuda os pais, professores e psicólogos a descobrir a melhor maneira de estabelecer contato com as crianças e a compreender com clareza os sentimentos, dilemas e inquietações mais comuns nas primeiras fases da vida.

De que é feito o Universo? - Richard Panek

A história por trás do Prêmio Nobel de Física

"Um relato extraordinário de como os astrônomos descobriram que não sabemos quase nada sobre 96% do cosmo." Kirkus Reviews

Só 4% do Universo são compostos pela matéria que forma as coisas, as pessoas, tudo o que podemos ver. Bem, e o resto? O resto é matéria escura e energia escura - e até agora ninguém sabe o que é isso. A história dessa revelação fantástica é o que conta o brilhante jornalista Richard Panek.

Cientistas se digladiam por mais tempo nos telescópios, por verbas de pesquisa e, em última instância, por um Nobel. Nesse ínterim, o leitor compreenderá um dos problemas mais intrigantes da ciência - de que é feito o Universo? - enquanto torce, se surpreende e se deleita com episódios mais do que humanos da história da pesquisa científica.

"Retratando de forma brilhante paixões e adversidades, Richard Panek transformou essa aventura cósmica em algo empolgante e fácil de entender." Walter Isaacson, autor de Einstein: sua vida, seu universo.

"Fascinante. ... Uma das mais importantes histórias dentro da história da ciência." The Washington Post

"Pesquisa de impecável precisão, altamente agradável de se ler." New Scientist

Diário de Pilar em Machu Picchu - Flávia Lins e Silva


Quarta aventura de Pilar pelo mundo e o primeiro livro da série a sair pelo selo Pequena Zahar!

Onde será que o gato Samba se meteu? É o que Pilar e Breno precisam descobrir! Num pulo, os dois entram na rede mágica e... lá se vão para uma aventura de tirar o fôlego. No alto das montanhas do Peru, eles desbravarão os segredos de Machu Picchu, a Cidade Sagrada, e tentarão evitar que a jovem Yma, escolhida do deus Sol, fique ali para sempre.

Ao mesmo tempo em que conhecem as tradições e lendas da civilização inca, Pilar, Breno e Samba vivem momentos tão inesquecíveis quanto perigosos - trilham as margens do rio Urubamba, enfrentam o poderoso Sacerdote Supremo, escondem-se nos templos de pedra, deliciam-se com choclos e quinoa e aprendem um monte de palavras no idioma quéchua.

Essa edição traz dicionário de palavras inventadas por Pilar, um pequeno dicionário de quéchua (o idioma dos incas), mapa de Machu Picchu e da trilha inca e mapa da América do Sul. E mais: a partitura do "Samba do Samba", composto por Pilar e Breno.

Um preço muito alto - Carl Hart


"Não é sempre que lemos um livro que detona tudo que foi falado sobre drogas. Parte relato, parte demolidor de mitos, uma leitura fascinante." The Huffington Post

"O relato de Hart é tão pungente quanto sua reivindicação para que se mude o modo como a sociedade pensa a respeito de raça, drogas e pobreza." Scientific American 

Misto de memórias e divulgação científica, no provocante Um preço muito alto, Hart conta a história da sua infância e juventude num dos bairros mais violentos de Miami e de como - a despeito da desigualdade e da falta de oportunidades - tornou-se o primeiro professor de neurociência negro da prestigiosa Universidade Columbia e foi levado a um trabalho inovador no terreno da dependência química e das drogas. 

Criticando os movimentos antidrogas, Hart corajosamente analisa a relação entre drogas, prazer, escolhas e motivações, lançando nova luz sobre as ideias correntes a respeito de raça, pobreza, dependência, e explicando o fracasso das atuais políticas proibicionistas nesse campo. 

A dica que eu falei no começo do post é sobre o Cupo Nation, um site especializado em cupons nas mais variadas lojas. Mas porque eu estou falando dele? Porque dentro dessas variadas lojas tem aquelas de livros como Saraiva, Submarino, Americanas e até Ponto Frio, que vende muitos livros baratos também.

Se você se interessou por alguns dos livros da Zahar que coloquei acima ou de outras editoras, não deixem de dar uma olhada no site antes para pegar cupons nas livrarias virtuais. É isso, espero que tenham gostado da dica e falarei sobre a empresa em outras postagens para lembrá-los de passar por lá.

Novidades das editora Zahar e Pequena Zahar

2.5.14

25.4.14

Resenha de Ouro: Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda



O ilustrador e escritor Howard Pyle revive, em palavras e imagens, a saga do Rei Arthur e seus cavaleiros, desde o momento em que Arthur estabelece seu direito ao trono, ao retirar de uma bigorna a espada nela cravada. O livro relata suas batalhas com o Cavaleiro Negro e com o Duque da Nortúmbria, e seus esforços para manter consigo a mágica Excalibur; seu amor por Lady Guinevere e as origens da Távola Redonda; Merlin, traído pela feiticeira Vivien, além de Morgana e a Dama do Lago; Sir Pellias, Sir Gawaine e tantos outros nobres cavaleiros. E, ao fim, vê-se formulado o enigma de cuja resposta depende a vida de Arthur... 

Essa Edição Comentada e Ilustrada inclui todas as 41 ilustrações e o texto integral do primeiro livro de Pyle sobre a saga de Arthur, rei da Bretanha. A linguagem e a diagramação do livro são inspiradas nos textos medievais, com resumos da história em pequenos destaques ao longo do texto. 

Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda vai narrar as lendas sobre o Rei Arthur e algumas pessoas que o cercavam. No vou dizer apenas cavaleiros porque uma das partes do livro fala sobre o Merlin, que era mais um conselheiro. Além da apresentação inicial que a Lênia Márcia Mongelli faz, o livro é dividido em duas partes. A primeira sobre o Rei Arthur e a segunda sobre três homens importantes: Merlin, Sir Pellias e Sir Gawaine. Todas elas são narradas em terceira pessoa e comento mais para baixo como é feito essa narrativa. Mesmo que a segunda parte seja sobre outros personagens que não o Arthur, ele esta presente, então da para perceber que tudo gira na estória do Rei. Desde o seu nascimento até a sua acensão, passando claro, pelo casamento.

As duas partes do livro são boas, mas com certeza a que mais me agradou foi a do Rei Arthur, isso porque eu já tinha um conhecimento, meio por cima, sobre o que esperar. No caso nem me incomodei com spoiler e acredito que hoje poucas pessoas não conheçam pelo menos o básico da lenda do menino que tirou uma espada da pedra e se tornou rei. Saber mais detalhes sobre isso foi interessante para encaixar peças que eu não sabia ou me lembrava. Já as outras partes, relativas aos homens importantes, são mais dramáticas, principalmente a do Merlin, pois sua parte é sobre um romance mal sucedido entre ele a Vivien. Os outros dois são cavaleiros da Távola e as suas partes são trechos de aventuras, nada muito extenso. Aliás o livro não é tão grande assim e a parte do Arthur é a maior.


Eu lembro de ter comentado com vocês sobre os autores que criam um personagem na hora de narrar as suas estórias e esse narrador ser bem próximo do leitor. Em Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda acontece quase isso, a diferença é que o autor está mesmo narrando. O Pyle coloca prefácios antes dos livros e de alguns capítulos falando diretamente com a gente. Ele antecipa o que o capítulo vai ter, sobre o que é e faz agradecimentos por conseguir escrever as estórias, isso mais no fim. Nesse agradecimento final ele expressa o desejo de continuar escrevendo sobre outros cavaleiros que não os citados durante a narrativa e na biografia dele comentaram que existe mais três estórias após essa. A Zahar ainda não lançou, mas eu espero que lance. O fato de Pyle narrar o livro deixa tudo mais próximo e íntimo, como se ele estivesse no centro de uma roda contando as aventuras do Rei Arthur e de quem fazia parte da vida dele.

Como uma fã das estórias sobre esse personagem foi interessante ler esse livro, mas tenho algumas ressalvas sobre ele. Não tenho um parâmetro grande sobre o assunto, porque embora goste, esse é o segundo livro do assunto que leio. E assim como o anterior, achei a narrativa dele bastante infantil e repetitiva. Infantil no sentido de que dá a impressão de que o autor queria atingir esse público quando narra. Então ele utiliza palavras mais amenas na hora das batalhas, tem várias expressões pomposas e o tom acabou sendo diferente. No caso da repetição, algumas partes ficaram quase iguais nos livros, como as batalhas. Faltou o autor usar modos diferentes para narrar um assunto em comum. Esses aspectos me incomodaram? Sim, mas nem por isso o livro foi ruim.


Além de ser comentado o livro também é ilustrado e as ilustrações, embora com traços mais fortes e escuros, dão uma visualização melhor do que o autor queria passar. E foi legal que o livro tem muitos desenhos, acho que é o mais ilustrado que eu tenho da Zahar. Fiquei com essa impressão. Ah, sobre os comentários. Além das notas de rodapé, do lado de algumas passagens vem pequenas frases resumindo sobre o que aquela parte fala. No começo eu achei que elas eram as informações extras, mas não, são só para situar o leitor sobre o que esta acontecendo. Em resumo, foi uma boa leitura e tirando as partes que citei como não positivas não vi problema algum. Só que assim, o que eu disse que não me agradou pode não ser levado em conta por outros leitores. Isso aconteceu porque eu esperava algo mais histórico e verdadeiro, e não uma aparência de contos de fadas. Então vai depender do que você espera do livro num primeiro momento e se quando isso muda, gosta da nova proposta.

Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda
Howard Pyle
Editora Zahar: Twitter/Facebook

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http://www.seja-cult.com/2014/04/abril-especial-editora-zahar.html

Resenha de Ouro: Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda

25.4.14

23.4.14

Resenha de Ouro {Complementar}: Lady Susan e Jack & Alice



Como eu comentei com vocês na resenha de Persuasão (quem não leu clique aqui), a edição da Zahar além de comentada vem com duas novelas inéditas da Jane Austen. A primeira delas se chama Lady Susan e é em formato epistolar, ou seja, de cartas. São cartas dá e para a Lady Susan e entre outros personagens da trama, e elas narram alguns acontecimentos da vida dessa coquete, como é descrita. Mesmo quando as cartas não são diretamente para ela ou ela escrevendo, envolvem a sua pessoa. Quando as cartas começam, a Lady Susan se corresponde com uma amiga avisando que está indo para a casa do irmão, no campo, pois seus planos de casar a filha com um bom partido não deram certo. Além disso, ela se envolveu em uma intriga com um homem casado e por agora precisa sair de Londres para que tudo se acalme.

No começo dessa novela eu fiquei um pouco perdida, nas duas aliás, porque a gente não tem a base de explicação de quem são os personagens, qual o grau de parentesco entre eles, como se conheceram e assim por diante. Essas deduções acontecem ao lango da narrativa, então se você pular alguma carta não vai entender muita coisa, pois elas seguem uma sequência de acontecimentos. Percebi também que a novela contém dois núcleos, o principal envolvendo a Lady Susan e um secundário envolvendo a sua filha, Frederica. Em alguns momentos eu fiquei mais curiosa para saber o que aconteceria com a filha, já que ela é forçada pela mãe a fazer coisas que não deseja. Sem contar que o núcleo da Frederica é um romance mais a cara da Jane, enquanto o outro é uma faceta nova dela para mim.

Por que essa novela me revelou uma faceta nova da autora? Pela quantidade de acidez da narrativa. Eu nunca tinha lido uma Jane Austen tão afiada e mordaz com suas personagens. A Lady Susan é um mau exemplo tanto de mulher quanto de mãe, o último é o que mais vai assustar as pessoas. A personagem é totalmente dissimulada, egoísta, intriguenta e mais vários nomes no estilo. A forma como ela manipula os homens também é digno de nota e o pior é que no fim ela consegue o que quer. Já a filha desperta uma sensação de proteção e passamos a torcer para que ela tenha um final feliz.

Essa novela me fez pensar que se a autora tivesse desenvolvido uma narrativa mais longa e com todos os detalhes para ficar tudo amarrado seria um livro muito bom, que faria com que a gente tivesse uma ideia diferente da Jane. Todas essas cartas são diferentes de todos os outros livros que já li dela, com toda certeza. E por se tratar de algo inacabado, no fim das cartas tem uma pequena narrativa de texto corrido finalizando a estória dos personagens, de forma rápida, porém, satisfatória.

A segunda novela já foi um problema para mim, pois foi muito mais confuso do que a primeira, nossa, bem mais. Ela não é em formato carta, mas sim em terceira pessoa e começa com um baile de máscaras para comemorar o aniversário do sr. Johnson. Durante esse baile, eu não consegui entender se houve mesmo um envolvimento entre a Lady Williams e Charles Adams, o solteiro mais cobiçado da pequena cidade em que a estória se passa, mas é essa a impressão que passa pelo menos. Charles é um homem arrogante e que se acha perfeito, não aceitando o pedido de casamentos das pobres moças que se encantam por sua beleza, como Lady Williams. No decorrer da narrativa outros personagens aparecem e estão relacionados a essa trama central, das moças da cidade apaixonadas pelo Charles Adams e ele esnobando elas.

Jack & Alice tem um ar mais de comédia e umas cenas que não fizeram muito sentido, pelo menos para mim. Das duas, essa é a que menos foi trabalhada e a que menos tem páginas também, então não dá para saber como a autora trabalharia isso depois. Ambas tem um fechamento, mas a segunda deu a impressão de ser corrido e foi mais direto ao ponto, sem muitas explicações. Enfim, mesmo que as novelas tenham problemas quanto ao desenvolvimento curto demais, dá para perceber que elas tinham potencial se ganhassem um desenvolvimento melhor. Bom, pensando que a autora quisesse isso, porque às vezes essas estórias são só um treino para os livros mesmo e acabaram ficando assim. Para os fãs da Austen vale a pena ter essa edição da Zahar com Persuasão e seus comentários e ainda essas novelas, que é uma escrita diferente do que a gente conhece. Recomendado!

*Imagens do Google Imagens.

Persuasão/Lady Susan e Jack & Alice
Jane Austen
Editora Zahar: Twitter/Facebook

Resenha de Ouro {Complementar}: Lady Susan e Jack & Alice

23.4.14

21.4.14

Resenha de Ouro: Persuasão



O enredo deste empolgante livro gira em torno dos amores de Anne Elliot que se apaixonara pelo pobre, mas ambicioso jovem oficial da marinha, capitão Frederick Wentworth. A família de Anne não concorda com essa relação e a convence romper seu relacionamento amoroso. Anos após Anne reencontra Frederick, agora cortejando sua amiga e vizinha, Louisa Musgrove. 

"Persuasão" é amplamente apreciado como uma simpática história de amor, de trama simples e bem elaborada, e exemplifica o estilo de narrativa irônica de Jane Austen, sendo original por diversos motivos, entre eles, pelo fato de ser uma das poucas histórias da escritora que não apresenta a heroína em plena juventude. O romance também é um apanágio ao homem de iniciativa, através do personagem do capitão Frederick Wentworth que parte de uma origem humilde e que alcança influência e status pela força de seus méritos e não através de herança. 

Anne Elliot e o capitão Frederick Wentworth se conheceram, apaixonaram-se e decidiram se casar, mas o enlace não foi aprovado pela família dela que a persuadiu a desistir do capitão por não ter aspirações de ser um homem com posses e bem sucedido. Apesar de seu coração ser dele, Anne desiste do casamento e o capitão parte junto com a Marinha. Oito anos depois desse rompimento, os caminhos dos dois se cruzam e a antiga paixão é reavivada, já que ambos ainda estão solteiros. Porém, Wentworth ainda se recente do rompimento e agora que é um rico, não vai querer ter por perto as pessoas que o rejeitaram. Só quem é que pode mandar no coração não? Os dois passam a conviver, por terem o mesmo circulo de amigo e conflitos, intrigas e novos pretendentes vão testar ainda mais o coração desses personagens, que vão ter que escolher entre se perdoarem ou se separarem de uma vez por todos.

Alguns leitores quando começarem a ler Persuasão vão tomar um susto com a descrição da Anne, pois sendo a sua protagonista, era de se esperar que autora fosse mais complacente. Mas se você pensa assim, sei que não leu nada da Jane, pois ela gosta de uma verdade verdadeira em relação aos seus personagens e narrativas, doa a quem doer. A Anne é uma menina tímida, de personalidade um pouco volúvel e que leva em alta conta o que família diz. Nos seus 27 anos já perdeu a muito tempo o viço e por causa disso, já esta na classificação de' não vai despertar o interesse de ninguém', porém, com o decorrer do livro percebemos que isso nada importa, já que a inteligência e tato para algumas situações se sobrepõe a beleza. Anne acaba sendo levada mais em conta pela roda de amigos do que sua irmã, tão mais bonita do que ela.

Ele não havia perdoado Anne Elliot. Ela o havia maltratado, abandonado e decepcionado. Pior ainda: ao fazê-lo havia demonstrado uma fraqueza de caráter que o temperamento decidido e confiante dele não podia suportar.

Os seus mocinhos sim costumam ter uma mão mais leve da autora e com o capitão Frederick Wentworth não foi diferente. Embora o narrador da estória, que comento mais para frente, acompanhe sempre a Anne e e seja por ela que vemos ele, não dá para ter uma imparcialidade em relação a sua personalidade. O fato de o amor que ele sentia pela Anne não ter mudado é o ponto que mais vai agradar as leitoras e não é diferente com essa que escreve a resenha. O fato de ele passar uma parte da narrativa dando mais atenção para outras moças pode causar uma certa raiva, mas quando lembramos de que ele foi rejeitado pela Anne, vemos que é seu direito. As coisas se ajeitam no final, claro, e vali aqui deixar o meu amor por ele e pela carta que ele escreve no final, linda e de deixar um sorriso bobo nos lábios.

Essa foi a minha primeira leitura de Persuasão e agora eu entendo porque as pessoas gostam tanto desse livro, até mais do que de Orgulho & Preconceito, também da Jane. Confesso que o segundo ainda é o meu favorio, mas eu concordo que esse é igualmente bom e merece estar no patamar de melhores leituras da autora e de um mudo geral. O amor que espera, aquele que o tempo não faz esquecer mexe com qualquer pessoa e sendo o tema central deste romance é natural que seja classificado como um dos melhores. Eu parto do principio que a maioria, nunca posso generalizar, quer viver um amor que dure o máximo de tempo possível, que tenha na sua base a longevidade dos sentimentos iniciais. E quando lemos no começo que o amor foi rompido, mas que da parte de Anne ainda vive, logo começamos a torcer para que da parte do capitão Wentworth também seja assim, para que agora, tanto tempo depois, ele se realize.

Ao contrário de outros livros da Austen, este não possui tantos diálogos e consequentemente, juras de amor fervorosas e várias conversas inteligentes e perspicazes, não que não tenha, mas é em menor número. O que eu senti foi que esse livro tem uma narrativa mais madura, isso tanto nos personagens quanto na forma de guiar a estória. A autora preparou todo um terreno antes de dar para o leitor o que ele queria. Inseriu outros personagens, conflitos e reflexões. Nos deixou angustiados com a demora e nos proporcionou um pouco do que os protagonistas sentiram ao ter que esperar mais de oito anos para ficarem juntos. Persuasão é o último livro que a Jane escreveu e após lê-lo considero o ápice de sua escrita. Digo isso pelas sensações que ele me passou, uma mistura de tranquilidade com angustia no começo e um sentimento de dever cumprido no fim. Não sei, foi diferente. É como se ela tivesse dito após escrever 'tudo o que eu escrevi antes me trouxe até aqui'.

... não poderia ter havido um par de corações tão aberto, nem gostos tão similares, sentimentos tão harmoniosos, comportamento tão amados. Agora eles eram como dois estranhos; não, pior do que estranhos, pois nunca poderiam vir a se conhecer. Viviam um afastamento perpétuo.

A forma como a Jane narra as suas estórias é outro fator que pega o leitor. Eu sempre achei que fosse ela narrando diretamente para mim, em terceira pessoa, mas pesquisando sobre o livro e ela, descobri que nada verdade ela cria um personagem para narrar. A impressão que a gente tem é que uma pessoa, real, esta contando a estória para gente, e essa sensação é verdadeira, só que não é a autora é essa personagem que ela cria para aproximar o leitor da narrativa. Isso é muito comum em clássicos e que ao longo dos anos foi deixando de aparecer. Em Persuasão vocês vão sentir essa aproximação bem sutilmente, mas esta lá. A apresentação que o Ricardo Lísias faz no começo do livro conta um pouco mais as nuances que a narrativa possuí, para alertar o leitor que ele não vai ler apenas um estória de amos, mas muito mais que isso. Porém, como tenho feito em todos os livros literários da Zahar, leio a apresentação depois de ler a estória, para não pegar trechos da obra.

Sendo essa resenha parte do mês da editora Zahar, claro que o livro que eu li é da editora e como todos os seus livros, esta perfeito. Além da apresentação do Ricardo Lísias, ele vem com duas novelas inacabadas da autora. Para a resenha não ficar tão longa, decide fazer uma resenha à parte dessas novelas na quarta feira, então apreçam por lá depois para ler o que achei. Sobre Persuasão eu não tenho o que falar mais, passei o feriado da semana Santa em ótima companhia e nem vi o tempo passar. O que eu mais gosto dos livros da Jane Austen é que as criticas sempre aparecem e muitas nas entrelinhas, você precisa ler com atenção para não perder algumas coisas. Então ela te encanta [com seus romances e te faz refletir sobre as questões da época, mas que você consegue trazer para os dias de hoje. Eu acredito que a gente nunca vá parar de debater o papel da mulher num casamento ou em relação a ser inferior aos homens, ou se ainda existam casamentos por conveniência ou por dinheiro. Jane Austen vai te entreter com inteligencia e talvez seja por isso, ou melhor, talvez isso seja apenas uma parte, do que faz ela ser tão lida e aclamada ao longo dos anos.

Os dois foram se conhecendo aos poucos e, depois de se conhecerem, apaixonaram-se rápida e profundamente. Seria difícil dizer qual dos dois viu no outro perfeição mais altaneira ou qual dos dois foi mais feliz: ela ao ouvir suas declarações e pedidos dele ou ele em vê-los aceitos.

Persuasão
Jane Austen
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Resenha de Ouro: Persuasão

21.4.14

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