Editora Arqueiro

20.12.21

Uma Herdeira Apaixonada || Lisa Kleypas - Os Ravenels # 05


Eu lembro de ter comentando no final da resenha de Um estranho irresistível, link abaixo, que achava que este seria o último da série, só que não, ainda tem mais dois livros e aí sim finaliza. Então estou atrás desses dois últimos livros, recém lançados, para concluir mais uma série da Lisa. Eu também comentei que essa série vinha num crescente, com os livros melhorando a cada lançamento, porém o romance do West não é tão bom quanto os outros e logo explico o motivo. Avisando que o West aparece lá no começo da série, claro que não como protagonista, mas a gente já começa a vislumbrar sua personalidade. Por isso é importante ler os livros na ordem de lançamento. Para quem leu a série As quatro estações do amor, toda resenhada aqui no site, também vai reencontrar esses personagens.

Depois de anos de uma vida boemia, West Ravenel agora administra as terras que o irmão, protagonista do primeiro livro da série, herdou. Trazendo sua visão futurista, força de vontade de mudar, ele embarca em tudo o que envolve a grande propriedade, como a lida com os animais, colheita, conhecer mais os arrendatários e até mesmo os cuidados com a cozinha. Pode não ser a vida agitada de antes, mas para ele é muito mais recompensador. West guarda uma mágoa imensa de ter sido criado por uma mãe ausente e um pai abusivo. Passou a maior parte da infância em internatos e quando se tornou mais velho, não teve em quem se apoiar a não ser o irmão. Casamento não está em seus planos, já que tem muita bagagem para carregar e prefere fazer isso sozinho.


Phoebe, mais conhecida como Lady Clare, é uma jovem viúva que tem duas crianças pequenas para cuidar e uma propriedade para administrar. Ela casou com o amor de infância, Henry, que tinha uma doença não identificada no livro, e que morre logo nas primeiras páginas. Porém, o primo do marido, Edward, quer assumir o lugar dele como esposo de Phoebe e cuidar da herança dela. Phoebe estava tentada em aceitar, já que Edward é um bom homem e estava ao lado dela, mas quando vai para o casamento do irmão conhece West e fica balançada por ele. Acontece que Henry e West tiveram um desentendimento quando crianças e Henry nunca superou. Phoebe acaba ficando com essa impressão ruim de West, até que o conhece pessoalmente e pouco a pouco ele vai destruindo essa barreira.

O livro não me agradou tanto quanto os outros porque dá a impressão de que acontece tudo rápido demais e o final também é corrido. Me deu a impressão, e essa é a primeira vez que tenho isso com um livro da Lisa, de que ela precisava de um livro para o West e ajeitou tudo bem rápido, porque seria estranho não ter um livro sobre ele. Não falta química entre os protagonistas, mas falta tempo para tudo se encaixar de uma forma mais interessante. O West é um personagem que causa curiosidade justamente por aparecer nos outros livros sempre com comentários espirituosos, então eu esperava um pouco mais do livro sobre ele. Já a Phoebe começa como uma mulher submissa aos desejos de um marido doente e no fim decide o que quer.

Mesmo não sendo o melhor da série, ainda é um bom livro. O casal combina, têm várias cenas fofas do West com os filhos da Phoebe. E é engraçado porque o West nunca quis ser pai, pois achava que reproduziria o que tinha acontecido com ele, o que o pai fez com ele, e no fim ele acaba sendo um ótimo modelo para as crianças. Além de ajudar Phoebe com a administração de sua propriedade. O próximo romance da série é sobre a Cassandra, uma personagem que também aparece nos livros anteriores e logo devo comprar para ler. Não tenho mais a expectativa de que a série vai terminar incrível, até pelas resenhas que tenho lido, mas não imagino menos da Lisa do que uma boa leitura. Hoje é a autora de romances de época que dou mais atenção e tento ter a coleção em dia.

Uma Herdeira Apaixonada Os Ravenels # 05 
Lisa Kleypas 
Editora Arqueiro: Facebook/Instagram

Resenha dos primeiros livros da série:

Onde comprar (links comissionados):

Uma Herdeira Apaixonada || Lisa Kleypas - Os Ravenels # 05

20.12.21

31.8.20

A pequena livraria dos sonhos || Jenny Colgan


Devo confessar que fiz essa leitura totalmente influenciada pelos perfis literários no Instagram que sigo e que só comentavam coisas boas sobre este livro. Eu não estava por dentro desse novo selo da Arqueiro, Romances de Hoje, que lança os famosos chick-lit, romances contemporâneos. Acredito que esse tenha se sobressaído por ser um livro feito para as leitoras. Logo nas primeiras páginas a autora já conversa com a gente dizendo que escreveu esse livro baseado no que ela, como leitora, gostaria de ler. Então ela não nos engana e entrega um romance envolvendo livros e caras gatos. A protagonista se chama Nina Redmond, uma bibliotecária amante de livros e que tem uma biblioteca em casa; ela é daquelas que não pode ver um livro dando sopa por aí que já pega e leva.

A biblioteca em que ela trabalha está passando por uma reformulação e os funcionários serão reduzidos. É nesse momento, durante uma palestra motivacional, que Nina decide seguir um sonho antigo: o de ter sua própria livraria. Só que não física e sim itinerante, dentro de uma van que ela encontra na Escócia. É uma loucura esse plano, abandonar tudo para viver de vender livros, mas Nina não tem mais o que perder e se arrisca. Ela acaba saindo de Londres e indo para uma pequena vila no interior da Escócia. Lá ela encontra uma comunidade unida e bastante receptiva a sua proposta. Tudo indo bem no trabalho, mas no amor existe uma complicação, duas na verdade. Marek e Lennox despertam sensações diferentes em Nina, o primeiro é o carinha legal e o segundo é o turrão, e vão brigar por um espaço no coração da nossa mocinha.

Se você não era uma pessoa extrovertida, se não passava o tempo inteiro se colocando sob os holofotes, postando selfies, exigindo atenção, falando sem parar... bem, então as pessoas simplesmente não viam você.


O livro tem uma pegada leve e divertida, nada muito elaborado ou que exija demais da gente enquanto leitor, é para passar o tempo. O começo é um pouco arrastado, mas quando a Nina decide seguir seu sonho a leitura flui com mais facilidade. A autora deu um panorama muito interessante das Terras Altas, falando sobre a cultura e descrevendo o ambiente. Ela coloca o leitor lá com suas paisagens de campos floridos, dias ensolarados e uma comunidade acolhedora, em que todo mundo se conhece e compartilha o afeto pelo local e as pessoas. Tem uma cena de festa que é descrito as comidas, danças e roupas. Por mais que a Nina seja uma estrangeira, as pessoas do local acolhem ela e a tratam como parte deles. Essa sensação faz com que a Nina não se veja mais morando em outro lugar e comparando a vida que tem na Escócia, mais simples e gostosa, com a que tinha na Inglaterra, mais estressante e afastada das pessoas.

A Nina é a típica protagonista de livro e os mocinhos também, outra coisa que a autora não mentiu no que se propôs. Ela é quieta, sonhadora, deseja transpor as páginas dos livros e trazer para a realidade o que lê. Se afasta das pessoas para estar no mundo imaginário dos romances, que vamos combinar é muito melhor do que a realidade em vários momentos. Mas tem uma hora que ela percebe que ler e viver são coisas completamente diferentes e não excludentes. Você não precisa deixar de viver para ler e para ler você não precisa não interagir com a realidade. Quando ela percebe isso as coisas começam a fazer mais sentido para ela e Nina se aventura no amor. E sim, o envolvimento da Nina é um triângulo amoroso, e ela se decepciona com um e fica com o outro. Com quem, só lendo para saber.

A pequena livraria dos sonhos pode ser aquele livro previsível pelo fato da autora já falar a que veio, mas nem por isso menos interessante de ler. Embora a gente já saiba de muita coisa foi bom acompanhar o crescimento da Nina ao longo da narrativa, como ela aposta mais na realidade e quebra a cara, mas depois continua em frente. Fora que qual ávido leitor não gostaria de ter a sua própria livraria ou editora? Eu já sonhei com as duas, inclusive já fiz um plano de negócios a muito tempo para abrir minha própria livraria-café. É um sonho, hoje bastante distante, mas o coração não deixa de acelerar quando leio sobre o assunto, é inspirador no fim das contas. Gostei do livro mesmo achando o começo arrastado e o final rápido demais e pretendo ler os outros livros da autora que a Arqueiro já lançou.

*Preciso dizer que como leitora senti falta da autora deixar para gente a lista de livros citados no roamance.

Nina acreditava de coração que havia um livro perfeito para cada pessoa. Pena que isso não valia para todas as outras coisas da vida.

A Pequena Livraria dos Sonhos ... onde os finais são sempre felizes. Romances de Hoje
Jenny Colgan
Editora Arqueiro: Facebook/Instagram

Adquira o livro em um dos nossos links comissionado:
Amazon/Americanas/Submarino

A pequena livraria dos sonhos || Jenny Colgan

31.8.20

20.4.20

Um Estranho Irresistível || Lisa Kleypas - Os Ravenels #4


Um Estranho Irresistível é um dos livros mais aguardados por quem lê a série Os Ravenels. Garret Gibson é a primeira médica a exercer a profissão na Inglaterra e esse fato chama a atenção desde o livro dois, quando ela aparece pela primeira vez. Ethan Ransom, seu par romântico no livro, também aparece em livros anteriores o que pede para que a série seja lida na ordem. Os dois se conhecem nos outros livros por alto, o relacionamento mesmo vai acontecer neste. Garret chama a atenção de Ethan por ser uma mulher forte e determinada, sendo capaz de cuidar de qualquer problema como se fosse um homem. Ethan tem um passado sombrio, cheio de segredos, e por isso não se envolve com ninguém. Ele trabalha para o serviço secreto londrino e qualquer pessoa que se envolve com ele pode se tornar um alvo.

No começo do livro Ethan salva Garret de um ataque e passa a dar aulas de defesa para ela, é assim que eles se aproximam. A Garret vai passar a olhar para ele com outros olhos por causa do seu mistério e atrevimento, ele é diferente dos outros homens que ela conheceu. Por mais que Ethan não queira se envolver, ele sempre acaba dando um jeito de estar perto de Garret e claro, o romance vai acontecer. Só que o Ethan não quer se envolver para não colocá-la em perigo, o que acontece justamente ao contrário. Outras questões também aparecem pelo caminho, como o motivo de ele estar na série Os Ravenels. Por mais esquivo que o Ethan seja, ele é um personagem bastante apaixonado, que estava esperando só a mulher certa aparecer, aquela que motivasse ele a repensar a espionagem. A Garret é uma mulher incrível, à frente do seu tempo, e que também estava esperando um homem que despertasse um tipo de amor diferente do que ela sente pela medicina.

As pessoas sempre dirão que nossos sonhos são impossíveis. Mas isso não pode nos impedir, certo? A menos que concorde com elas.


Como sempre a autora conseguiu me envolver com seus personagens. O fato da Garret ser médica não está no livro por acaso, não é só para destacar um feito importante para a classe feminina. A Garret exerce a profissão durante a narrativa e a autora deu um panorama de como era a medicina nessa época, séc 19. Tem a rotina dela lidando com a pressão dos pacientes não quererem ser atendidos por uma mulher, as dificuldades de não ter os equipamentos e medicamentos que temos hoje. Tanto que tem uma cena, não vou dar muitos detalhes para não contar demais, que é feita uma transfusão de sangue. Um procedimento que hoje é comum, mas que na época era uma aleatoriedade. Na maioria das vezes não dava certo porque misturavam os sangues, não se sabia que para funcionar precisava da combinação dos sangues iguais. Muitas pessoas morriam após o procedimento, como é explicado na cena. Essa parte foi bem interessante e explicada e não simplesmente estava lá por estar.

Esse livro é diferente dos outros da série porque a autora usa a espionagem de Ethan para colocar ação na trama. Muitas resenhas falaram que isso era ruim, que a autora tinha deixado de lado o romance para dar espaço a ação. Na minha opinião a autora foi coerente com os personagens nesse caso. O Ethan é espião, isso faz parte de quem ele é e do que ele faz e não faria o menor sentido se isso não aparecesse na narrativa. A Garret é uma mulher que vive para o trabalho, isso foi mostrado nos outros livros, a diferença é que o Ethan despertou a paixão nela. Tem sim romance, cenas sensuais e fofas até, só que não em exagero. Os dois não são assim, eles são mais ligados às questões práticas e o romance fica um pouco em segundo plano. Mas não me incomodou de forma nenhuma que isso tenha acontecido, pelo contrário, destoou positivamente do que vinha sendo feito.

– Uma rainha, é o que você é – disse ele baixinho. – Eu poderia viajar pelo mundo pelo resto da vida e nunca encontraria outra mulher com metade das suas qualidades.


Um ponto que eu não posso deixar de comentar é que a Garret foi inspirada em uma mulher real, que foi a primeira médica da Inglaterra. No fim do livro tem um adendo sobre isso, além de uma receita de sorbet que eu quero muito experimentar. Um Estranho Irresistível foi uma ótima leitura e eu continuo afirmando que essa série vai num crescente de qualidade, a cada livro ela vai ficando melhor. O próximo, e talvez o último, é sobre um personagem que também chama a nossa atenção desde o começo, West Ravenel. Ele é bastante espirituoso e afiado nos comentário, o que obviamente acaba despertando o meu interesse. Ainda não tenho esse livro, infelizmente, mas assim que consegui-lo vou ler. A Lisa tem feito um trabalho maravilhoso com essa série e quem não a conhece está perdendo ótimas estórias!

Um Estranho Irresistível Os Ravenels # 3
Lisa Kleypas
Editora Arqueiro: Facebook/Instagram

Resenha dos primeiros livros da série:
Um Sedutor sem Coração
Uma noiva para Winterborne
Um Acordo Pecaminoso

Onde comprar (links comissionados):
Amazon/Submarino/Americanas

Um Estranho Irresistível || Lisa Kleypas - Os Ravenels #4

20.4.20

11.5.19

Manhã de Núpcias || Lisa Kleypas


Esse é o último livro da série que eu tenho e aproveitei o embalo para ler, já que seria o romance do Leo. Um personagem que aparece desde o primeiro livro e encanta a gente com o seu sofrimento e sarcasmo. O Leo perde o grande amor da vida dele e se fecha para o mundo, durante um tempo. Vira um libertino mesmo, extrapola em tudo e depois cai na resiliência de ter uma vida aquém da expectativa. Só que a chegada da governanta Catherine Marks, no segundo livro da série, muda as coisas para ele. Os dois não se bicam de jeito nenhum. Algo no modo certinho de Marks inspira o pior de Leo, que vê na moça uma presa fácil para o seu divertimento.

A reciproca é verdadeira e a governanta não suporta o patrão. Ele representa tudo o que ela detesta nos homens e se mantém distante dele. Mas o casamento de Harry, personagem que aparece no terceiro livro, muda o rumo das coisa para Catherine, que vê o seu passado sombrio e cheio de segredos se aproximando. Ela não teve experiências boas com os homens e Leo é o pior entre todos, por isso que a atração que começa a sentir por ele a assusta tanto. Ao mesmo tempo que é sarcástico e distante, Leo demonstra uma paixão quando se dedica que é surpreendente. Para os dois, na verdade, a atração será uma surpresa a diferença é que Catherine tentará ser mais firme na recusa, só que não por muito tempo.

Leo tentava compensar as falhas para com sua família. E, acima de tudo, estava determinado a evitar se apaixonar novamente. Agora que tinha consciência da profundidade fatal de sentimentos da qual era capaz, nunca mais concederia a outro ser humano tal poder sobre ele. 


Aqui nós vamos ter um romance que começa no desentendimento. Fica nítido que os dois vão se envolver, mas isso só começa a acontecer no terceiro livro da série. A Catherine tem muitos segredos e o Leo quer desvendar todos. Fora que surge um elemento novo que pressiona o casamento de Leo com alguém, qualquer mulher. Já mexido com a Catherine, ele a escolhe como pretendente e é aí que o mundo cai mesmo. Ele vai cortar um dobrado para conquistá-la. A estória dos dois requer paciência como vocês podem ver. As coisas não acontecem de uma hora para a outra e são vários livros conhecendo os personagens e se envolvendo. Para mérito da autora, ela soube amarrar bem os acontecimentos e o romance entre os dois. A gente se envolve e não pensa muito na quantidade de livros, pelo menos comigo aconteceu isso.

Do livro passado para cá comecei a pensar e analisar com mais atenção os mocinhos. Comentei na resenha anterior que o Harry tinha quase extrapolado a linha do abuso com a Poppy. Aqui foi diferente, mas teve momentos que o Leo passou do cara que protege para aquele superprotetor demais. Exagerado. Ele foi um personagem que eu me encantei desde quando apareceu, só que ele sempre foi secundário, então não dava para ter o panorama completo de sua personalidade. Leo é bastante intenso no amor, ele mesmo diz isso algumas vezes, mas é preciso ter cuidado para saber até que ponto essa intensidade mascara uma atitude agressiva. Isso não acontece no livro, que fique claro, só está cada vez mais difícil não refletir sobre as relações entre homens e mulheres em todas as épocas.

Eu ainda não tenho o último livro da série, chamado Paixão ao Entardecer, mas assim que eu tê-lo em mãos já vou finalizar a série. Embora seja antiga recomendo investir nela, em todas as séries da Lisa aliás. Esse começa com ciganos e depois, mesmo não tendo eles, traz personagens interessantes e cativantes. Manhã de Núpcias vai ser um dos mais aguardados por quem começar a série, já que a estória dos dois vem só no quarto livro e você precisa ler na ordem para pegar todos os detalhes que a autora deixa. Mas vale a pena, vai na minha. Esse é um romance em que muitos segredos são revelados, situações resolvidas e o próximo será só sobre a Beatrix, sem nenhuma ponta solta. Não vejo a hora de ler sobre a irmã que adora os animais e a principio tem cleptomania.

Leo nunca imaginara que a mulher que antes despertara o pior dele agora despertasse o melhor. E nunca sonhara que seu amor por ela fosse se tornar tão profundo a ponto de ele não conseguir controlá-lo ou contê-lo. 

Manhã de Núpcias - The Hathaways - Livro 04
Lisa Kleypas
Editora Arqueiro: Facebook/Instagram

Resenha dos primeiros livros da série:
Desejo à Meia-noite
Sedução ao Amanhecer
Tentação ao Pôr do Sol 

Onde comprar (link comissionado):
Amazon

Manhã de Núpcias || Lisa Kleypas

11.5.19

15.4.19

Tentação ao Pôr do Sol || Lisa Kleypas


Dando continuidade a série The Hathaways, Tentação ao Pôr do Sol é sobre a Poppy, irmã mais "normal" da família. A Poppy é uma personagem interessante justamente por querer se destacar pela normalidade, por querer um casamento tranquilo. Ela está ficando mais velha e com isso, os pretendentes vão rareando. Acontece que a Poppy é inteligente e espirituosa, para conseguir um marido ela tem que esconder essas qualidades que se revelam nos momentos inoportunos. Seu caminho cruza com o de Harry Rutledge num desses momentos. Ela estava correndo atrás de um furão de estimação que estava roubando uma carta sua. Harry acaba encontrando Poppy em um lugar que ela não deveria estar e fica encantado com a moça.

Harry é um homem com um passado sombrio. Ele é americano e construiu uma rede hoteleira do nada em Londres e nessa jornada fez vários inimigos. Harry tem jeito para a invenção e é inescrupuloso, então quem paga mais por suas ideias leva. Quando conhece Poppy, ele a deseja e não mede esforços para conseguir se casar com ela. Para isso, ele arma um escândalo e Poppy é vista com ele em um momento comprometedor. Antes de se casar Poppy descobre a armação e mesmo assim decide dar uma chance a Harry, ela acha que tem algo mais ali do que um homem frio e calculista. Poppy está certa, mas vai ter que cavar bem fundo para achar essa essência em Harry.

Havia algo nela, alguma coisa... Era o que os franceses chamavam sprit, uma vivacidade de mente e espírito. E aquele rosto... inocente, cheio de conhecimento e franqueza.
Ele a desejava.


Esse é um daqueles livros que tem casamento no meio e não no final, então os personagens por algum motivo se casam e a estória se desenvolve a partir dai. A Poppy, a principio, pode parecer uma personagem desinteressante por querer ser comum, mas a sua perspicácia faz dela interessante. Ela aceita o desafio de se casar com um homem que mal conhece e vai contornando a situação, com cuidado, para que seja feita a sua vontade. O hotel onde eles moram é um lugar profissional e ela o transforma em familiar. Ela consegue com que Harry tenha mais tempo para ela e para si mesmo, já que ele vive para o trabalho. Poppy consegue mudar tudo a volta de Harry, mas em uma situação não será com jeitinho, vai ser a força mesmo.

O Harry é um personagem que a gente tem que ter um pouco de atenção. Lembrar o contexto histórico em que o livro está inserido justifica suas atitudes, mas não deixam de causar uma certa preocupação. Ele é daquele tipo de homem protetor demais, sufocante demais. Quando ele quer, vai lá e pega e tira do caminho qualquer obstáculo. Suas falas sobre a Poppy nunca o deixar, eles estarem juntos até a morte, me causaram calafrio. Novamente, para a época era comum; hoje não mais. Ele é um cara que a Poppy tem que tirar muitas camadas até encontrar algo bom e mesmo assim não é de todo a melhor pessoa. Mesmo deixando isso claro, ele forçou o casamento. Não deixei de avaliar bem o livro por causa de algo coerente com o contexto, mas quis deixar esse comentário.

Esse livro tem um suspense quase no final, algo envolvendo as armas que o Harry projeta, o que dá uma quebrada no romance, no bom sentido. O livro é muito bom, caminha de força diferente dos outros com o casamento acontecendo no meio e não no fim. É um livro com um personagem masculino controverso, que amadurece até certo ponto. Ou você aceita ou não gosta, eu gostei com ressalvas. O romance é quente, tem cenas divertidas e personagens secundários que afloram a curiosidade. O próximo eu já estou lendo que é com o único irmão, Leo, que conhecemos desde o primeiro e a Srta. Marks, uma acompanhante e professora das meninas.

Havia se apaixonado por um príncipe, mas acabara nos braços do vilão. E seria tudo mais fácil se continuasse vendo a situação nesses termos simplistas. Porém seu príncipe não chegava nem perto de ser perfeito como parecia... e o vilão era um homem atencioso, de sentimentos intensos.

Tentação ao Pôr do Sol - The Hathaways - Livro 03
Lisa Kleypas
Editora Arqueiro: Facebook/Instagram

Resenha do primeiro livro da série:
Desejo à Meia-noite
Sedução ao Amanhecer

Onde comprar (link comissionado):
Amazon

Tentação ao Pôr do Sol || Lisa Kleypas

15.4.19

25.3.19

Sedução ao Amanhecer || Lisa Kleypas


Decidi voltar a ler a série The Hathaways, Lisa Kleypas, que a Arqueiro começou a lançar lá em 2014 e que eu só tinha lido os dois primeiros, de cinco. Essa é uma releitura porque não tinha feito resenha para ele, então agora vou poder continuar com tudo organizado. Esse livro fala de Kev Merripen e Win Hathaways. Kev é cigano e apareceu na propriedade dos Hathaways quando criança e muito machucado. Arredio, o garoto só aceitava a aproximação de Win, uma garota delicada e encantadora. Ele logo se apaixona por ela e ela por ele. Só que ele sabe que esse amor é impossível, já que ele é um cigano sem ter onde cair morto e ela é uma inglesa de boa família.

Kev foi maltratado em sua tribo, por isso não aceita contato físico, não gosta de conversar nem de pessoas. A única que importa para ele é Win. Tanto que quando ela fica doente, é Kev quem a salva, mas depois Win fica muito debilitada e frágil. Fazer coisas do dia a dia a cansa muito. Quando surge a oportunidade de ela ir para outro pais tratar suas doença ela vai, pensando em melhorar para quando voltar ficar com Kev. Mas ele se recusa a ficar com ela, a lhe dar esperanças. Para ele Win é algo inalcançável. Anos se passam e Win volta curada, ela agora pode viver plenamente. Só que ela não volta sozinha e sim com o médico que a tratou e quer torná-la sua esposa. Se Kev não tomar uma decisão e se arriscar, pode ficar sem Win para sempre.

Merripen era um homem da natureza: gostava do contato com a terra e de ter o céu como teto. Nunca seria mais do que meio domesticado. Ele e Win eram tão diferentes quanto um peixe e um pássaro.


O livro é narrado em terceira pessoa acompanhando o casal protagonista. O Kev é um homem que a gente tem que ter paciência ao ler e entender seu lado. Ele foi criado para ser um lutador desleal. Não conheceu afeto, carinho e não teve nada que uma criança normal precisa para ser receptiva. Quando ele conhece a Win e se apaixona por ela, ela se torna algo inatingível porque ele se vê como incapaz de oferecer qualquer coisa para ela. Ao longo do livro a gente vê que ele cresce enquanto ser humano, aprende a ler e escrever, torna-se administrador da propriedade, tem o respeito dos outros moradores desse local, mas ainda insiste não ser bom para Win. Casando-se com ele, ela não poderá mais andar nos altos círculos de Londres. Mas Win tá pouco se lixando pra isso, ela quer mais é ficar com o homem que sempre amou.

Embora aparente ser delicada, Win tem uma personalidade forte e não desiste de ter Kev ao seu lado. Ela nunca quis um nobre, nem se importou com isso. O romance entre eles será intenso, mas aos poucos. O Kev vai demorar a ceder e até lá, Win vai testá-lo com o amigo médico que está fazendo sua corte. O interessante desse livro, assim como o anterior, é que a autora explora a cultura do ciganos. Aqui ela mostra um lado mais obscuro, que é o que foi feito com Kev, mas nem por isso menos interessante. O ritual de Kev com a Win é curioso, a estória de não revelar o verdadeiro nome para os outros, o desapego com as coisas materiais, a ligação com a natureza são só alguns detalhes que a autora apresenta.

Assim que eu li o primeiro dessa série já fiquei com vontade de ler o segundo, porque sabia que seria a estória de Win e Kev, que tinha impedimentos pessoais e a doença de Win no caminho. Em alguns momentos me lembrou O morro dos ventos uivante com o cigano e sombrio Heathcliff. Eles não são iguais, mas me veio essa lembrança. O livro é pequeno, mas muito delicioso de ler. O Kev é um personagem que a gente torce para ter um final feliz depois de tanto sofrimento. Ler na ordem vai ser importante para saber o que Cam e Kev tem em comum e para entender o final da estória dos dois no final desse. O próximo é sobre a Poppy que vou pegar para ler muito em breve.

Havia uma aura de mistério impenetrável em Kev Merripen. Win era obcecada pela ideia provocante de desvendar todos os seus segredos e alcançar a essência extraordinária que ele guardava tão bem.

*A Arqueiro disponibiliza em seu site, gratuitamente, um bônus desse romance. Para saber o que é, e muitos podem achar isso um spoiler, clique aqui.

Sedução ao Amanhecer - The Hathaways - Livro 02
Lisa Kleypas
Editora Arqueiro: Facebook/Instagram

Resenha do primeiro livro da série:
Desejo à Meia-noite

Onde comprar (link comissionado):
Amazon

Sedução ao Amanhecer || Lisa Kleypas

25.3.19

18.3.19

A Torre do Amor || Eloisa James


Quarto livro da série Contos de Fadas e uma releitura de Rapunzel, A torre do amor fala sobre o relacionamento de Gowan, duque de Kinross, e lady Edith. Gowan decide de uma hora para outra que precisa se casar e no baile de apresentação de Edith decide pedi-la em casamento, assim, na primeira vez que a viu. Ele ficou encantado com a doçura dela e o quanto aparentava ser uma moça submissa e angelical. Só que na noite de sua apresentação, Edie, como gosta de ser chamada, estava sob efeitos de remédios para curar uma gripe e não se lembra muito bem da noite nem de Gowan. Mas mesmo assim ela aceita o pedido de casamento e os dois passam a trocar cartas e se conhecer.

Quando Gowan percebe que Edie não é a noiva que ele esperava, o compromisso não pode ser mais desfeito e só resta a ele aceitar a personalidade de Edie. Para ela tudo é mais simples. Edie é uma mulher prática, que não acredita no amor e nem nas relações carnais. Tendo o pai e a madrasta como modelo, ela não quer, de jeito nenhum, um casamento como o deles: apaixonado e tempestuoso, mas é exatamente o que ela recebe quando se casa com Gowan. Com a convivência Edie passa a gostar dele e não saber como lidar com isso, e também não sabe lidar muito bem com o que acontece na cama, como vou explicar mais a seguir. Com Rapunzel o livro só se parece mais para o fim.

Vou me casar com um escocês do tamanho de uma maldita arvore, sem senso de humor e com tendência a ser impulsivo.


Vamos lá ao que tem de diferente nesse livro e me agradou bastante. Os outros livros dessa série são só com personagens ingleses, aqui o protagonista é escocês e a autora vai explorar o imaginário do que isso envolve. Gowan tem o estereótipo masculino das Terras Altas, que muito me lembrou o Jamie de Outlander, um macho alfa que anda de kilt e tem suas vontades aceitas. A Edie vai com ele para a Escócia e alguns detalhes sobre o país e os costumes são comentados. Outra coisa interessante é a paixão que a Edie tem pela música e seu violoncelo. O Gowan não entende muito de música, mas ele sabe que isso é importante para ela, tanto que a maior parte do tempo de Edie é dedicado ao estudo. Ele até se questiona se teria espaço no coração dela, além da música.

O que eu nunca tinha lido em um romance de época e apareceu aqui, é a questão do prazer feminino. Os dois personagens são inexperientes na cama e logo na primeira noite a Edie detesta o ato. Doeu, ela não se sentiu confortável, e passa a pensar que o problema é ela, já que para Gowan o sexo é bom. Eu vi isso como uma crítica da autora para o fato de sempre ser culpa da mulher quando as coisas não vão bem na cama e ela acaba fingindo o orgasmo. Isso acontece com a Edie, que passa a abominar o sexo e tentar adiar ao máximo o ato. Depois disso, tudo na vida dela desanda. Ela começa a se apaixonar pelo Gowan, mas não lida com o sexo e a vontade que ele tem de fazer sempre e não só à noite.

Será que ela era a única mulher do mundo que achava profundamente perturbador ficar debaixo de um homem grande enquanto ela inseria uma parte de si dentro dela?

A Torre do Amor || Eloisa James

18.3.19

30.1.19

No meu sonho te Amei || Abbi Glines


Vale McKinley e Crawford se conhecem desde muito novos e estão juntos há muitos anos como um casal. No dia da formatura de ambos, um terrível acidente de carro acontece e Vale logo se dá conta de que sua vida mudou completamente a espera de que Crawford abra os olhos e acorde para voltar para ela. Enquanto isso, Vale conhece Slate Allen, um cara completamente diferente de Crawford, com uma aparência de bad boy e fama de pegador. Ele é um cara gentil com ela, que está sempre levando cafezinhos e tentando animá-la. De início, Vale pensa que ele quer apenas conquistá-la, mas logo se dá conta de que Slate é muito mais que um rostinho bonito que todas as mulheres querem beijar. Ele é um cara de bom coração que também tem seu quinhão de tristezas.

Não posso falar muito desse livro, porque vou acabar estragando, mas essa é minha segunda leitura da Abbi Glines, que foi seguida de Sem Escolha (que eu não curti tanto) e que me surpreendeu. Não que eu não esperasse que o livro fosse ser bom, pois apesar de não ter me conectado com a outra série, achei a premissa de No Meu Sonho Te Amei bastante interessante, mas não tinha ideia de que essa história fosse me tocar tanto. Vale é uma personagem que, ao se ver numa situação difícil como o coma do namorado, se mantém fiel a esperá-lo, mas ao mesmo tempo vai notando o quanto deixou de viver as coisas que ela queria para viver os sonhos e planos de Crawford e vai descobrindo que a mudança dentro dela é necessária e que ela precisa viver a vida e seguir adiante.

Não precisava de um cara para me completar. Nunca tinha precisado. Apenas não havia tido a oportunidade de descobrir isso. Mas Agora eu sabia.

Slate também foi um personagem incrível. Apesar de mulherengo, ele sempre foi muito respeitoso com a Vale e a forma como cuidou e tratou dela foi lindo. Em troca, ela proporcionou a ele companhia em seus momentos difíceis e a família que ele nunca teve, já que perdeu a mãe muito cedo e foi criado apenas pelo tio.

O livro tem um plot twist que não foi surpresa para mim e a segunda parte do dele foi bem interessante, porque nos deu a oportunidade de conhecer dois pontos de vista. Vi que muita gente achou que quando passou do plot tudo ficou meio raso na questão do romance, mas eu entendi que o propósito maior da autora não foi só focar nessa parte, mas também no fato de que Vale, em todos aqueles anos, acabou deixando suas vontades e desejos em segundo plano, se acomodou, mas que com tudo que havia acontecido ela passou a perceber que não queria aquilo, Vale se encontrou na tragédia e acordou para começar a fazer suas próprias escolhas.

No Meu Sonho Te Amei é um livro doce e delicado. Os fãs da Abbi que estão acostumados a série Rosemary Beach talvez estranham a suavidade da obra, então o ideal é que quem for ler abra o coração para uma narrativa diferente. Singelo e com uma protagonista que vai descobrindo sua força interior, No Meu Sonho Te Amei fala sobre se encontrar, família e amor e indico demais a leitura dele, pois me emocionou e aqueceu meu coração.

Às vezes a vida joga uma mudança no nosso caminho só para nos deixar mais fortes, para provar que nem sempre sabemos o que é melhor para nós.

No meu sonho te Amei
Abbi Glines
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No meu sonho te Amei || Abbi Glines

30.1.19

25.1.19

Lançmentos de janeiro e fevereiro das editoras Arqueiro e Sextante

Em janeiro a editora Arqueiro lançou dois livros: Um marido de faz de conta, de Julia Quinn e o segundo da série Os Rokesby, e No meu sonho te amei, da autora Abbi Glines e que é livro único.

Já em fevereiro a editora lança O sal das lágrimas de Ruta Sepetys.

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Está em pré-venda dois livros com kits. Um estranho Irresistível, quarto livro da série Os Ravenels da autora Lisa Kleypas, e A caça de M. A. Bennett que vai com pin colecionável.

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LANÇAMENTOS DA SEXTANTE

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Lançmentos de janeiro e fevereiro das editoras Arqueiro e Sextante

25.1.19

16.1.19

Sem Escolha || Abbi Glines - Sea Breeze #2


Sem Escolha é o segundo volume da série Sea Breeze, e vai contar a história de Marcus e Willow. Tudo é narrado em primeira pessoa, com pontos de vistas alternados entre os mocinhos. Assim que Willow aparece no apartamento de Marcus e Cage, Marcus sente seu coração fisgado. Quando ela pergunta sobre seu amigo, ele se questiona como uma garota como ela, tão doce e pura, pode ser o tipo de Cage, um pegador assumido, mas descobre logo que as coisas não são como parece. Willow não tem a quem recorrer, precisa que Cage a resgate de sua situação, então ela começa a passar as noites no quarto do amigo, mas sem ter nenhum tipo de contato com ele. Ela estuda e trabalha, tem uma vida difícil e vive num mundo muito diferente do de Marcus, mas o coração não escolhe por quem se apaixona e ela logo se vê envolvida pelo rico e gentil garoto.

Eu nunca tinha lido nada da Abbi Glines, mas uma amiga me indicou e eu fiquei curiosa! Como me disseram que essa série era menos hot que as demais, achei que as chances de eu gostar seriam grandes, então decidi arriscar e embarquei na leitura. Comecei pelo segundo, mas acredito que para entender esse livro não é preciso ter lido o anterior, pois a autora situa o leitor dos acontecimentos ocorridos de forma que você não fica perdido e consegue entender tudo; nada fica fora de contexto. A escrita da Abbi é bem legal e não há nesse livro muitas palavras de baixo calão ou piadas bobas, o que me agradou muito. Mas eu acho que eu não estava na vibe do livro ou simplesmente ele não era para mim.

Nem que eu levasse o resto da minha vida, provaria a ela que não iria a lugar algum. Willow só precisava de ações, não de palavras. 

Muitas coisas me incomodaram em Sem Escolha e eu não consegui prosseguir a leitura sem pular páginas, porque simplesmente não acontecia nada que fosse relevante. Os diálogos eram fracos. A história girou em torno do romance instantâneo entre os personagens. A Low entrou pela porta, e lá estava Marcus todo apaixonado como se nem tivesse sofrido pela mocinha do livro anterior, e olha que nem li o primeiro e mesmo assim achei pouco crível. Havia os problemas pessoais de cada um, como Marcus tendo de lidar com a infidelidade do pai, precisando dar força à mãe e à irmã e Low, tendo de lidar com o fato de não ter lugar certo para ficar, dependendo da “boa vontade” da irmã que só a deixava ficar na casa quando tinha interesse de que ela cuidasse da sua filha e queria passar à noite fora. Esses problemas, a meu ver, não foram bem explorados. Faltou profundidade.

Outra situação que me incomodou foi a amizade da Low com o Cage. Em minha opinião, ele era protetor de um jeito abusivo. Era um cara que dizia gostar dela, mas não se importava em se deitar com outras mesmo com ela sabendo. Eu até consegui compreender a ligação dos dois, já que ambos cresceram juntos e tiveram apenas um ao outro como apoio quando tudo era tão difícil em suas vidas, mas isso não quer dizer que eu aprove a forma como o Cage agia em relação a ela. Além de todas essas coisas, Low foi uma protagonista apagada, embora tivesse potencial, e ela e o Marcus não tiveram nenhuma química.

Ainda assim, com todas as ressalvas que citei, não posso deixar de dizer que Low, mesmo não brilhando tanto no livro, era uma boa garota, com um temperamento doce e que de alguma forma conseguia fazer você simpatizar com o jeitinho dela e o Marcus também foi um mocinho muito doce, acho que ele conseguiu brilhar, mas, infelizmente, uma andorinha só não faz verão. Eu gostei deles de forma individual, mas juntos senti falta das borboletas no estômago. Então, embora eu não tenha gostado tanto assim do livro e ter achado que ele tinha potencial para ser incrível, já que o tema é algo que eu gosto, vi que há várias resenhas positivas sobre e muitas pessoas chegaram até a dizer que ele superou o primeiro, então meu conselho é para que vocês leiam e tirem suas próprias conclusões.

O rosto dele pareceu relaxar um pouco quando eu falei isso, e ele sorriu, mas ainda dava para ver a preocupação em seu olhos. Meu Deus, ele ia me fazer baixar a guarda. Eu precisava colocar alguma distância entre nós. 

Sem Escolha Sea Breeze # 2
Abbi Glines
Editora Arqueiro: Facebook/Instagram

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Sem Escolha || Abbi Glines - Sea Breeze #2

16.1.19

11.1.19

Um Acordo Pecaminoso || Lisa Kleypas - Os Ravenels #3


Um acordo Pecaminoso é sobre a Pandora, irmã gêmea de Cassandra que aparece desde o primeiro livro da série, Um sedutor sem Coração. Nos outros livros já podíamos ver que a Pandora tinha uma personalidade forte, não gostava de seguir as convenções, e possuía um espírito livre. Esse romance começa com ela sendo apresentada à sociedade londrina, participando dos eventos para ver se arruma um marido. Só que Pandora não quer se casar, ela quer ser empresária e tomar conta dos seus negócios envolvendo jogos de tabuleiro. Ela cria esses jogos e quer viver administrando suas ideias. Imagina essa situação em pleno séc XIX, como a Pandora não era vista?

Em um evento social a Pandora, e o Gabriel, caem numa cilada. Ela vai ajudar uma amiga procurando um brinco num jardim e fica presa agachada. Gabriel, vendo essa situação, foi lá ajudar. Os dois são pegos em flagrante, sozinhos e com as roupas de Pandora rasgadas e agora tem que se casar. Mas quem é Gabriel? Para quem acompanhou outros livros da Lisa vai saber quando começar a ler o livro, ele é filho da Evie e Sebastian, protagonistas de outras série da autora. Eles aparecem aqui e foi muito gostoso relembrar esse casal agora já com a idade bem avançada. Então, Gabriel, lorde St. Vincent, administra um cassino em Londres e é conhecido por ser amante de uma mulher casada.

- Quer saber por que adoro jogos de tabuleiro? Porque as regras fazem sentido, e são as mesmas para todos. Os jogadores têm oportunidades iguais.
- A vida não é assim. 
- Com certeza não para as mulheres.


Agora os dois se encontram em uma baita saia justa, porque, a principio, nenhum deles quer se casar. Mas com a convivência, que no começo ambos não querem, eles descobrem coisas um no outro que podem transformar esse casamento forçado em algo maravilhoso. A Pandora não quer casar porque assim que isso acontecer, a sua empresa vai para as mãos do marido. Ela quer administrar tudo e tomar as decisões, e não ter que esperar que o marido aprove. Não estava nos planos de Gabriel se casar por agora, ainda mais com Pandora, que tem uma personalidade forte e nenhum trato para cuidar de uma casa e marido.

Eu estou com a impressão de que a Lisa vai melhorar essa série a cada livro. O primeiro foi bom, mas em comparação aos outros dois e ao próximo, a série tem tudo para ser incrível. Esse livro foi uma ótima leitura. Os personagens são apaixonantes e bem construidos, a personalidade da Pandora encanta e nos mostra que bons personagens cabem em qualquer gênero. Além de ter ideias à frente do seu tempo e lutar por isso, Pandora tem uma deficiência, que não vou revelar qual é, e lida com isso de uma forma muito real. Quando o Gabriel descobre ele tem a reação mais fofa possível, a de ajudá-la a superar e conviver melhor com isso.

Mas não acha que seria tedioso se o “e foram felizes para sempre” fosse sempre uma verdade absoluta, sem dificuldades ou problemas a serem resolvidos? O futuro é muito mais interessante que isso. 

Um Acordo Pecaminoso || Lisa Kleypas - Os Ravenels #3

11.1.19

23.11.18

Vox || Christina Dalcher


Como eu demorei para vir escrever sobre Vox. Essa leitura demandou muito de mim e logo que eu terminei, além de me deixar com ressaca literária, não conseguia me expressar bem em relação ao que eu senti com ela. Por isso esperei passar uns dias e agora me sinto com as ideias mais organizadas. Vox ficou muito em alta nas eleições e deveria ser lido não só nessa época e não só as mulheres, embora o foco sejamos nós porque nos atinge principalmente. Ele é um livro que traz reflexões para qualquer pessoa que entende a repetição do jogo político e como é fácil cairmos nas armadilhas de resoluções fáceis, de problemas que são resolvidos da noite para o dia. Me adiantei um pouco sobre o que achei do livro, mas olha só do que ele fala.

Vox vai se passar num presente em que depois do Obama quem venceu as eleições foi um presidente com viés religioso. Quem comanda o que acontece não é bem o presidente, e sim o seu braço direito, um líder religioso que ganhou adeptos com um discurso conservador. Com um discurso que poda a mulher e faz ela voltar a como era lá no começo da humanidade mais ou menos, que vê as minorias como problema e decide exterminá-las caso não se moldem a como é agora, que vê o homem como o ser mais importante depois de Deus. Uma das medidas que esse novo governo implanta é um contador de palavras nas mulheres, que só podem falar cem palavras por dia. E isso não é diferenciado por idade, então as crianças do sexo feminino também usam esse aparelho.
Foi uma conjunção de forças tão silenciosas que nem tivemos chances de organizar nossas fronteiras. (...) Você não pode protestar conta o que não vê se aproximar.

É nesse universo que somos apresentadas à protagonista Dra. Jean McClellan, ela era neurolinguística e agora é só dona de casa. Óbvio que as mulheres não poderiam trabalhar e ficam cuidando do marido e filhos. Não vou entrar em todos os por menores desse novo sistema porque tem muita coisa que mudou, então estou contando só o que vai fazer sentido para vocês pegarem um pouco da estória. Quando acontece um acidente com o irmão do presidente e só a Jean pode ajudar, já que afetou a fala do cara e era esse o tema da pesquisa que ela fazia, Jean é chamada para trabalhar novamente e salvar esse personagem. Num primeiro momento ela quer recusar, depois de resolvido o problema ela voltaria para casa e não trabalharia mais. Mas depois ela pensa melhor e vê nisso uma possibilidade de mudar o caminhar dos acontecimentos.

A primeira coisa que você tem que saber sobre Vox: vai sentir muita raiva, angustia e sufocamento lendo essa estória. Não é algo que você faz de uma vez, precisa parar e respirar fundo. Eu só consegui ler intercalando com outra leitura. Esses sentimentos ruins te acompanham a leitura inteira, mas chega um momento que você também sente esperança, já que a Jean tenta consertar as coisas de alguma forma. O que essa distopia tem de diferente das outras é que aqui nós vemos como o governo autoritário foi instalado, não é por golpe nem da noite para o dia, é através do povo e das eleições. Isso é explicado no passado enquanto a Jean vive as consequências no presente. Então, nós não somos jogados na distopia e acompanhamos a sua queda, nós lemos como tudo aconteceu quase que como um aviso.
Todas aquelas casas são pequenas prisões, penso, e dentro delas existem celas na forma de cozinhas, lavanderias e quartos.

Vox || Christina Dalcher

23.11.18

10.11.18

Arqueiro lança último livro da trilogia Os Guardiões

Em novembro a editora Arqueiro finaliza a trilogia Os Guardiões, da Nora Roberts, com o lançamento de Ilha de Vidro.

Outros lançamentos mês incluem A irmã da Lua é o quinto volume da série As sete irmãs de Lucinda Riley, O quarto livro da série Outlander, Um acordo pecaminoso e a estreia de John Grishram.



Lançamentos da editora Sextante e Primeira Pessoa


Arqueiro lança último livro da trilogia Os Guardiões

10.11.18

7.11.18

A Duquesa Feia || Eloisa James


A Duquesa Feia é o terceiro livro da série contos de fadas da Eloisa James. Ela pegou alguns contos e deu seu toque sensual e histórico para eles. O primeiro eu amei, Quando a Bela domou a Fera, o segundo não gostei tanto assim, Um Beijo à Meia-noite, e esse deu uma levantada na série que eu não esperava. James Ryburn e Theodora Saxby foram criados como irmãos e são melhores amigos, mas quando está prestes a ser apresentada à sociedade londrina, James descobre que o pai gastou uma parte da fortuna de Theo. Agora ele precisa se casar com ela para que o pai não seja preso. James a pede em casamento de uma forma que Theo acredita que ele realmente a ama e passa a olhá-lo de forma diferente.

Theo sempre foi considerada feia por todo mundo, menos por sua mãe e James. Ela não acredita que poderia se casar com um homem como ele e acaba aceitando o pedido por achar que a amizade tenha se transformado em amor. Logo depois de se casar, Theo descobre que foi enganada e manda James embora, que embarca num navio e vai ter uma vida diferente da qual imaginava. Anos se passam até que James decide voltar e reconquistar Theo. Mas agora ela é uma mulher diferente da menina com a qual ele se casou. Ela é bem-sucedida, dita moda e é respeitada por todos, embora ainda seja a duquesa feia. James também está diferente, ele agora é um pirata.
Ao longo de toda a minha vida, você foi meu ímã, a chave para o meu coração. Perdi você por um tempo, Daisy. (…) Não suportaria perdê-la de novo. 

Esse livro é todo diferente do que eu imaginava. Ele começa com um casamento, que geralmente é como termina esses romances históricos. Nas primeiras 100 pgs mais ou menos acompanhamos James e Theo quando jovens, como funciona a dinâmica da amizade deles. Ela tem problemas com sua aparência e ele não liga muito para ela. Quando eles se casam, James fica com peso na consciência pelo que teve que fazer, mas quando percebe que realmente ama Theo vê nisso uma possibilidade de contornar a situação, só que não dá tempo, ela logo descobre o que ele fez e eles se separam. A narrativa vai passar um tempo sem que eles estejam juntos, contando o que cada um faz quando estão separados.

O outro ponto diferente é que James vira um pirata logo depois que se separa de Theo. Ele encontra um primo que é pirata também e os dois virão grandes saqueadores do mar. James muda fisicamente, raspa a cabeça, faz uma tatuagem, por ficar tanto tempo no mar sua pele fica escura. Ele acaba perdendo a aparência de um cavalheiro inglês. Quando está perto de seu casamento com Theo ser desfeito e ele declarado morto, James volta e quer reatar com ela. Só que os dois estão muito diferentes agora, e além de terem que superar isso também precisam superar o que ficou mal resolvido no passado. A Theo vira uma mulher diferente não só no visual, ela ficou insegura e não quer mais se envolver com nenhum homem, nem James.

A Duquesa Feia || Eloisa James

7.11.18

5.11.18

Eu Perdi o Rumo || Gayle Forman


Eu perdi o Rumo irá contar a história de três jovens com vidas bem diferentes: Harun, Freya e Nathaniel. Freya é uma cantora que acabou de perder a voz e está sob pressão. Harun é um jovem muçulmano que precisa lidar com o fato de ser gay e viver numa família conservadora. Nathaniel é um garoto misterioso, com muitas perdas. A obra é composta pelos três pontos de vista dos personagens, quando eles estão narrando o passado, e pelo narrador onisciente quando eles estão no presente. Durante a leitura, vamos descobrindo tudo sobre a vida de cada um deles, as vivências, seus dramas.

Freya, que viu seus pais se separarem, precisou lidar com o vazio deixado por ele, já que sem ele sempre sentiu sua família como uma cadeira de três pernas. Nathaniel e Harun também não tiveram vidas fáceis. Num determinado momento, em um acidente inusitado, eles se encontram e descobrem uma forte conexão. Não quero entregar muito da história para que cada um possa ler e possa ir descobrindo mais sobre esse trio. É interessante as questões sociais e a crítica feita pela autora a respeito de alguns aspectos. Acredito que para ler esse livro é preciso ter mente aberta, mas Gayle soube desenvolver tudo de uma forma leve e bonita. Houve bastante representatividade na obra e isso foi um ponto bem forte.

O livro é ótimo, com uma bela mensagem, mas não consigo dizer que tenha gostado muito do livro. Por se tratar de três pontos de vistas e uma narradora onipresente, algumas vezes eu senti a leitura arrastada e confesso que, por exemplo, quando o capítulo não era narrado pelos personagens, tive dificuldades em conseguir imergir nos acontecimentos e interação, até porque, eu já disse em outras resenhas aqui, mas terceira pessoa no presente ainda é estranho para mim.
Nathaniel sabe o que significa perder tudo. Significa, na verdade, perder a si mesmo. 
Eu Perdi o Rumo
Gayle Forman
Editora Arqueiro: Twitter/Facebook

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Eu Perdi o Rumo || Gayle Forman

5.11.18

12.10.18

Batman: Criaturas da Noite || Marie Lu - Lendas da DC #2


Eu sempre fui uma fã do Batman. Embora não tenha lido os quadrinhos, acompanhei todos os filmes e fiquei super curiosa para ler essa série que a Arqueiro está trazendo. Quatro autores lançando suas versões de quatro heróis da DC. O primeiro lançado foi o da Mulher-Maravilha, que era para eu ter lido, mas não consegui. Esse segundo eu tive que me forçar um pouco mais e depois de muito tempo, acho que eu estou com ele desde março, trago a resenha. Já adianto que o problema é comigo e não com o livro ou a série. Eu que não me envolvi com o enredo e personagens, fiquei picotando a leitura e arrastando a conclusão.

A proposta da série são versões jovens dos heróis, então o Bruce está na faixa dos 18 anos e não é o Batman que estamos acostumados. Aqui é só um garoto começando no combate ao crime. No seu aniversário de 18 anos, ele se envolve em uma perseguição e é preso, precisa cumprir medidas socioeducativas no Asilo Arkham, que é como se fosse uma prisão psiquiátrica e o local onde estão os criminosos mais perigosos de Gothan. Lá ele vai ouvir falar do grupo Criaturas da Noite através da Madeleine, uma prisioneira. Esse grupo mata ricos e dá o seu dinheiro aos pobres. Bruce vai começar a se envolver com essa garota e descobrirá que sua vida corre perigo.
Sempre haveria no mundo os mentirosos, traidores e ladrões, mas também sempre haveria as pessoas de bom coração.

A Marie é muito superficial em relação ao Bruce ter ligação com morcegos. Na versão clássica ele fica preso num poço com morcegos e depois adota o bicho como símbolo. Aqui não tem isso, até por ser o começo o Bruce não tem ligação com a maioria das questões clássicas. A autora deu mesmo a sua versão se afastando do original. O Bruce é órfão, mora com o Alfred e tem um interesse por tecnologia. Ele usa ela não para combater o crime, mas para combater o Criaturas da Noite. Esse vai ser o inimigo dele e a Madeleine bagunça com a sua cabeça, porque enquanto ela está presa e ele cumprindo as medidas, os dois conversam e ela troca alguns segredos com ele, mas depois a gente descobre que nem tudo é verdade.

Esse é mais um livro de ação do que romance. Mesmo o Bruce tendo um pouco de envolvimento com a Madeleine, isso não chega a ser o centro do enredo. Na verdade, a autora estrutura a estória no combate do Bruce com o Criaturas da Noite. As cenas de ação são ligadas a perseguições, descobertas de segredos, invasão de propriedades e uma grade cena final, um ato por assim dizer. Esse final também tem uma reviravolta e o curioso é que esse livro me lembrou a relação do Coringa com a Arquelina. Não que o Bruce seja um criminoso, mas esse relacionamento com uma criminosa que parece ter algum problema psicológico me remeteu a isso. A Madeleine é uma personagem misteriosa e instigante, mas foi pouco explorada. O foco mesmo é no Bruce e nem sempre ele é interessante.

Como eu disse, o livro não funcionou para mim. Amo a Marie Lu, Legend é uma trilogia incrível, mas essa estória não me pegou. Não é nem uma questão de gostar ou não, é que não me envolveu, não me fez ler de uma vez. Eu só terminei porque não queria deixar um outro livro da série sem conclusão, sem finalizar e poder explicar melhor o que houve. O próximo da série será sobre a Mulher Gato, e eu não pretendo ler. Encerei com os heróis em formato livro por aqui, entendi que eles funcionam para mim em filmes. Quem tem interesse em ler, saiba que não precisa seguir a ordem. Eu pelo menos não notei nada que ligasse esse livro ao anterior e também não senti falta de informação a mais.
Se quisesse de fato colaborar com a investigação, se quisesse mesmo aprender sobre justiça, precisava ser capaz de enfrentar a escuridão.
Batman: Criaturas da Noite Lendas da DC # 2
Marie Lu
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Batman: Criaturas da Noite || Marie Lu - Lendas da DC #2

12.10.18

10.10.18

Um acordo e nada mais || Mary Balogh - Clube dos Sobreviventes #2


Dando continuidade a trilogia Clube dos Sobreviventes, que traz personagens ou com deficiência física ou problemas psicológicos, Um acordo e nada mais contará a estória de Vincent, visconde Darleigh. Vincent ficou cego durante a guerra e mesmo depois de anos com a deficiência, ainda não aprendeu a lidar com suas limitações. Ele gostaria de ter mais autonomia com a própria vida, como escolher com quem casar. Fugindo da pressão da família, ele vai passar um tempo na antiga casa onde cresceu. Só que lá ele quase cai numa armadilha sendo salvo por Sophia Fry. A prima de Sophia queria comprometer Vincent e forçá-lo a se casar com ela, mas Sophia atrapalhou seus planos.

Como forma de agradecimento, Vincent propõe casamento a Sophia, que aceita. Vale dizer que a protagonista é uma jovem negligenciada pela família, que quando ajudou Vincent foi mandada embora de casa sem ter para onde ir e com quem ficar. Essa oportunidade de casamento seria muito vantajosa pra ela, que aceita com algumas condições. O que começa como um casamento arranjado, logo se transforma em verdadeiro. Isso é uma situação que a Mary Balogh gosta de fazer, começar seus livros pelo casamento. Normalmente os romances históricos terminam por ele, aqui é o início da estória e o que a gente lê é como esse casal vai fazer isso dar certo.
Nas nossas fraquezas, talvez possamos encontrar forças.

Pela proposta desses romances eu já sabia que seriam ótimos livros. A autora pegou personagens que normalmente não tem voz em outros romances e deu estórias para eles. A Mary foi muito feliz em amarrar as deficiências a guerra, isso deu uma nova perspectiva a um assunto velho. A parte do Vincent será triste em muitos momentos porque ele vai contar como é difícil não enxergar, ainda mais no século passado. As limitações dentro de casa, com as pessoas. Esperam que como visconde ele participe de eventos sociais e ele tem vergonha de cometer alguma gafe, por isso se torna recluso. Consideram ele um partido não tão bom por causa da cegueira e chega um momento que ele não aguenta mais. É onde a Sophia entra.

O Vincent vê muito dele na Sophia. Embora ela não tenha nenhuma deficiência, é uma jovem que não vive plenamente. Não foi apresentada à sociedade, ninguém a conhece, ela usa trapos de roupa e só existe para ajudar a prima a casar com um homem rico. O casamento dela com Vincent será uma liberdade, ela vai ser vista e terá novas experiências. A Sophia é bastante inteligente, e junto com Vincent escreve livros, sugere para ele novas formas de ter autonomia, como construir caminhos na propriedade adaptados para ele. Então, é uma personagem que floresce ao longo do romance. O amor entre os dois eu achei mais bonito por justamente mostrar o crescimento, a liberdade que eles adquirem juntos.

Adorei essa leitura, embora tenha demorado para ler por causa de uma infecção de garganta. Mesmo com personagens mais jovens do que o livro anterior, o tom aqui continua maduro. O casal enfrenta problemas reais e que você consegue se identificar mesmo em outra época. Foi tocante o espaço que a autora deu para um personagem cego e como ela conseguiu passar as dificuldades dele. Isso criou bastante empatia e o desejo que ele tivesse o final feliz que merece. O próximo livro promete ser tão bom quanto, isso porque o protagonista tem um tipo de paralisia nas duas pernas. Ele anda com dificuldade e usa muletas. Espero que a Arqueiro não demore muito para lançar.
Ela aprenderia a gostar dele? Seria ele digno de ser amado? Achava que sim. Era cedo demais para saber se ela concordava com ele. Era cedo demais para pensar no futuro de longo prazo que ele oferecera de forma tão impulsiva. Sempre era cedo demais. O futuro tinha o hábito de nunca ser como o esperado ou planejado. Mas o futuro cuidaria de si mesmo.
Um  Acordo e Nada Mais Clube dos Sobreviventes # 2
Mary Balogh
Editora Arqueiro: Twitter/Facebook

Resenha do primeiro livro da trilogia:
Uma proposta e nada mais

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Um acordo e nada mais || Mary Balogh - Clube dos Sobreviventes #2

10.10.18

5.10.18

Arqueiro lança distopia sobre empoderamento e luta feminina

Um dos livros da editora Arqueiro que deu o que falar nos últimos dias é Vox, lançamento deste mês, que fala sobre um mundo onde as mulheres só podem falar 100 palavras por dia. Tem também o lançamento de A Torre do Amor, livro quatro da série de romances histórico baseados em contos de fadas.


Está chegando uma fantasia indicada para fãs de A Seleção, Rainha Vermelha e Got. Princesa das Cinzas é da autora Laura Sebastian. A editora também lança em outubro Almas Gêmeas, A grande Solidão e o volume único de A cruz de Fogo, quinto livro da série Outlander.


Lançamentos da editora Sextante e seus selos


Arqueiro lança distopia sobre empoderamento e luta feminina

5.10.18

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